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28 de jul. de 2010

BILHETES SUICIDAS:DÉA ROS


ilhetes suicidas

Os bilhetes estão reproduzidos abaixo, com nomes fictícios, ordenados por idades e separados pelos gêneros masculino e feminino. Na análise, visando facilitar localizá-los rapidamente, sempre que quiser ou se fizer necessário, após a citação de cada parte dos bilhetes serão citados entre parênteses o sexo (M = Masculino e F = Feminino) e a idade de quem os escreveu. Os outros dados - cor, meio, forma da mensagem e observações - estão colocados de acordo com as indicações do perito e foram mantidos, ainda que estejam imprecisos, porque mesmo assim podem auxiliar na análise.

Na tentativa de analisar os conteúdos dos bilhetes, foi testado o método de agrupar as palavras em unidades de núcleos de pensamento ou significação. Inicialmente, analisou-se uma carta de um jovem suicida reproduzida no livro "Meu pai me matou" de autoria do psiquiatra Haim Grunspun. O método se mostrou fecundo encontrando como núcleo de pensamento a palavra vida, aumentando a dúvida levantada pelo autor a respeito de se tratar de suicídio ou assassinato. Entretanto, a posteriori, a técnica se apresentou limitadora na análise dos bilhetes coletados para este estudo porque há bilhetes curtos, sem significados claros, sem repetições de palavras ou idéias, dificultando que se estabeleça os núcleos de pensamento do discurso. Optou-se, então, em construir uma estratégia de análise para captar as riquezas e as complexidades das mensagens, registrando o que é comum, o que é insólito, o que é peculiar e o que é contraditório, sem perder o objetivo de que o suicidado procura através de seu ato comunicar-se com a sociedade.

Assim, foram feitas, passo a passo, diferentes análises: análise das palavras utilizadas pelo suicidado para se referir ao suicídio, análise por categorias temáticas emergentes (atividade, metamorfose, família, religião, Estado, sentimentos, etc), análise do interlocutor (suicidado escreveu para pessoa da família, autoridades políticas ou religiosas, etc) e análise das intenções do suicidado (despedida, acusação, conforto, testamento, etc); sempre procurando privilegiar os sentimentos e a inserção social, reconhecendo que as reflexões estão limitadas pelas teorias que as orientam.

As fotos foram analisadas para se obter dados sobre a preparação (roupa, local, higiene corporal, etc) e a maneira como ocorreu o suicídio, o porquê do uso de determinado meio destrutivo e, mesmo, gestos fixados na imobilidade do corpo. Por exemplo, analisando a foto de um jovem, foi possível perceber, auxiliado pelo relato do perito, que ele teve o cuidado de enfaixar o rosto para não deformá-lo com o tiro de revólver. Seria isto uma demonstração de vaidade? Era necessário deixar o corpo comunicando sua beleza para o mundo dos vivos? Será que pensava em retornar ao mundo dos vivos?

A intenção é conseguir, qualitativamente, inferir uma realidade além da realidade aparente, produzindo uma síntese de como esta realidade se apresenta e, a partir daí, inferir como foi vivida pelo suicidado, o qual se manifestou através de representações sociais. O pressuposto aqui é tentar captar a representação social através das fotografias e dos conteúdos das mensagens dos suicidados, manifestações espontâneas escritas por estes em algum momento de suas vidas e não, necessariamente, nos últimos minutos ou dias que precedem seu gesto. A idéia é que as mensagens escritas constituem-se, por si mesmas, claras expressões de suas vontades em se comunicarem juntamente com as linguagens corporal e espacial. O conjunto de ações da pessoa são mensagens objetivas visando perpetuá-la nos seus semelhantes através das emoções. O suicídio é um gesto de comunicação que transcende o conteúdo dos bilhetes:


Sexo, Idade : F, 20 
Cor : Parda 
Meio: Tiro na cabeça 
Forma de mensagem: manuscrito a tinta esferográfica azul 

"São Paulo 18 de julho de l988 
Edu estou deixando esta carta para mostrar a você o que sinto e o que estou sentindo. 
Edu são 2:15 hs da madrugada não consegui dormir um minuto se quer esta tudo doendo dentro de mim só em pensar que ti perdi de verdade. 
Du porque você fingiu, porque você mentiu para mim este tempo todo. Du não estou agüentando mais, está sendo duro resistir esta dor tão grande que estou sentindo dentro de mim e por viver assim preferi morrer. 
Edu quando lembrar-se de mim lembre-se que ti amei e amei de verdade"

Sexo, Idade : F, 22 
Cor : branca 
Meio : precipitação em queda livre 
Forma de mensagem: manuscrito 
Obs: modelo
"Carlos 
Eu precisava tanto falar contigo, pena, você não deixou. Vou morrer te amando. Eu te amo loucamente. Tudo o que fiz de errado, foi uma necessidade de estar com você outra vez. 
Você não quiz me ouvir. Agora será impossível me ouvir outra vez. Eu te amo. Se tomei esta iniciativa foi simplesmente pelo fato de saber que nunca mais o teria de volta. 
Por mim, peça desculpas à minha mãe. Diga a ela que eu a amo muito também porém não encontrei mais nenhuma existência para mim. Eu te amo, tudo o que fiz foi porque o amava demais. Tentei explicar isto à minha mãe: não se preocupe, será impossível te ligar outra vez. 
(assinatura) 
Eu, Márcia, dou meus olhos, meus cabelos e meu sangue a quem 
precisar. 
Juro estar dizendo a verdade, perante todos e a Deus. 
(assinatura) 
Sem ele não viver mais. 
(assinatura)"


Sexo, Idade : F, 27 
Cor : (descendente de orientais) 
Meio : projétil de arma de fogo 
Forma de mensagem : carta manuscrita a tinta azul 

"A quem possa interessar: 
Grande parte do que possuía foi vendida ou doada. O que resta, é minha vontade que seja entregue ao meu amigo João; o qual poderá dar a meus pertences o destino que lhe aprouver. 
Nada deverá ser entregue a qualquer parente meu. 
Quanto aos meus restos mortais, suplico encarecidamente; não o torturem com choros, rezas ou velas. É apenas a minha matéria e imploro que a deixem degradando-se em paz. A putrefação não é degradante. Se a humanidade permitisse que a natureza tomasse o seu curso, seria o renascimento da matéria. 
Eu renasceria no vento que passa a murmurar, nas folhas que farfalham, no solo que abriga e alimenta milhares de seres vivos, na água que corre para o mar nas chuvas que regam os campos, no orvalho que cintila ao luar, nas grandes árvores que abrigam ninhos de passarinhos e que vergam a passagem dos ventos fortes, nos pequenos arbustos que escondem a caça do caçador... 
Céus! Eu me vingaria se apenas uma de minhas partículas participasse do desabrochar de uma flor ou do canto de um pássaro. Romântico? Não! Foi o mundo, minha família, meu educador mas principalmente... foi o seio que aconchegou a criança que vinha lhe contar as suas tristezas, máguas, alegrias, pensamentos, e seus desejos íntimos... suas esperanças. A criança crescida quer voltar para lhe contar seus sofrimentos, desilusões, a morte de suas esperanças... para encontrar novamente o aconchego onde poderá descansar sua cabeça cansada e abatida e onde poderá, enfim, chorar as suas lágrimas que não encontram onde chorar. 
Volto derrotada porque não fui capaz de viver, trabalhar e estudar não foram suficientes para mim. E foi tudo o que me restou. Prefiro morrer do que viver com a morte dentro de mim. 
Perdoem-me ..., ..., ..., "

Sexo, Idade : F, 30 
Cor : parda 
Meio : enforcamento 
Forma da mensagem : manuscrito a tinta esferográfica azul 
Obs: deixou dois filhos
"Adeus para todos vocês 
Angela"



Sexo/Idade : F, 40 
Cor : branca 
Meio : vários tiros no marido e um na própria cabeça 
Forma da mensagem: manuscrito a tinta esferográfica
"Matei porque não agüentava mais. Estou cansada e não vou deixar ele para ninguém não será meu más também não será de Claudete. 
Carlos o documento está assinado na frasquera é só você passa o carro para o seu nome 
té Adeus. 

Maria

Amo vocés 
mas estou morrendo aos pouco desde o dia que encontrei aquela mulher com ele no carro."


Sexo/Idade : F, 60 
Cor : branca 
Meio : ingestão de inseticida e gás liquefeito de petróleo 
Forma da mensagem : bilhete manuscrito com esferográfica azul
"Sofro demais, não aguento. Querida Joana não entre só: não choquem Antônio e Maria"


Sexo/Idade : F, 64 
Cor : branca 
Meio : tiro 
Forma da mensagem : manuscrito a tinta esferográfica azul 
Obs: pessoa de posses, estrangeira
"Eu, Josefa, peço desculpas devido as minhas depressões nervosas pelo meu ato, tomado por mim mesma. 
Peço às autoridades de não divulgar meu caso, que é uma decisão minha para meu descanso eterno, é meu desejo. Deus abençoe esta terra maravilhosa que é o Brasil. ‘Amem’ "


Sexo/Idade : M, l5 
Cor : (descendente de orientais) 
Meio: tiro 
Forma da mensagem : bilhete feito com tinta "guache" vermelha 
Obs : suas vestes se compunham de uma jaqueta azul com as mangas cortadas, camiseta fantasia, rasgada na parte inferior, calça rasgada na altura dos joelhos, cuecas de malha e, com adornos, uma corrente com cadeado no pescoço, uma medalha e um parafuso na lapela. Os pés calçavam botinas. "Punk"
" "Mãe - eu não quero ser mais uma ovelha desse sistema (me faça um favor de me enterrar como estou) "


Sexo/Idade : M, 20 
Cor : (traços orientais) 
Meio : ingestão de formicida 
Forma da mensagem : manuscrito a tinta esferográfica
"São Paulo, 3 de janeiro de l988

Marisa

As palavras são as mesmas os motivos são os mesmos. Se lembra quando você me disse que eu sabia que você não gostava de mim e eu disse que não tinha certeza. Agora você diz que não sofre, mas eu sinto isto. E vou confiar no meu palpite. Não quero que sofra mais. Não sou um vencedor como você disse, pois minha única vitória é sua felicidade. 
Faço isso pensando em mim, pois assim finalmente descanso. 
Faço isso pensando nos outros, pois assim paro de perturbar os outros. 
Assim creio agradar gregos e troianos. 
Te amo muito. Cuide-se. Seja feliz. 
(assinatura)

Favor avisar as seguintes pessoas: 
a) .............. Fone ........... 
b) .............. Fone ........... 
c) .............. Fone ........... 
d) .............. Fone ...........


Sexo/Idade : M, 22 
Cor : branca 
Meio : ingestão de veneno 
Forma da mensagem : escrito
"Essa atitude foi muito bem analisada e achei que a hora era essa. Não chorem por mim... 
Deus é grandioso; eu espero poder ajoelhar-me em seus pés no dia do juízo final, pois sei que só assim serei perdoado e reintegrado com os meus. 
Eu estou feliz, não chorem. 
Tudo será mais belo. 
Meus dias neste planeta chegaram ao fim. Estou contente. 
Mãe eu te amo 
Eu amo todos vocês 
Não chorem 
(assinatura) " 
------------------------------ 
"Rosemir você deve telefonar 
............... Fone ......... 
(vizinha) Fone ......... 
............... Fone ......... 
Obrigado 
(assinatura) 
Eu possuo estes bens: 
Cadern. Poupança n. ........... dia (3) 
saldo ........ 
Cadern. Poupança n. ........... dia (l4) 
saldo ........ 
Cadern. Poupança n. ........... dia (3) 
saldo ........ 
O cheque n. ....... deve ser usado para cobrir parte das despesas, sendo que o restante deve sair das cadernetas de poupança 
(assinatura)" 
------------------------------ 
"Veneno 
Cuidado" 
------------------------------ 
"Música de Bach (Tocata e Fuga em R maior) 
esta é a música do Chevrolet (opala)"



Sexo/Idade : M, 27 
Cor : branca 
Meio :precipitação em queda livre 
Forma da mensagem: manuscrito com tinta esferográfica azul na contracapa do livro "Sentinelas da Alma" da autoria de Francisco Cândido Xavier 

"Querida Carla 
Estou certo que encontrei em você um mundo cheio de luz e fraternidade humana. Sou como você mesmo disse, um espírito em evolução necessitando de tudo isso. Ao seu lado, estou certo que caminharei paralelamente à vida, a alegria que transbordou tanto em você. 
Um grande beijo. 
(assinatura)" 



Sexo/Idade : M, 28 
Cor : branca 
Meio : tiro no ouvido 
Forma da mensagem: manuscrito a tinta esferográfica azul 

"Sei que quando você ler este bilhete achará loucura o que está acontecendo, mas tudo é a síntese de uma árdua e solitária era para o ser humano. 
Tentei transmitir amor, paz, compreensão, amizade, para um mundo que já se esqueceu de tudo isso. Sei que todos acharão covardia minha ter procurado a morte, porém não acho que desapareci e sim tento passar para um outro plano, talvez um lugar em que eu me encontre e não me sinta tão deslocado. 
Não estou louco e sim decepcionado com a vida e outras pessoas. Quero que todos saibam que ninguém é culpado de ter tomador esta decisão fiz com consciência nas conseqüências. 
A você José um forte abraço e obrigado por ser uma pessoa incrível. Logo todos se esquecerão de mim, portanto, não quero velório, flores, choro, mas sim uma cremação pura e simples e que minhas cinzas sejam jogadas em alto mar, pois não quero deixar marcas em um mundo que nunca me notou. Chega de palavras, pois estas também irão se perder com o tempo. 

Adeus 

(assinatura)
P.S. desculpe os erros de português. 
Deixo para minha filha todos os meus pertences para que ela tenha sempre lembrança do pai que sempre a amou e que mesmo longe materialmente estará sempre ao seu lado espiritualmente 
Cuidado, a arma é automática e pode disparar sem mais ou menos. 
(assinatura)



Sexo/Idade : M, 33 
Cor : parda 
Meio : facada no peito (ferimento perfuro-inciso) e, em seguida, enforcou-se 
Forma da mensagem : manuscrito a tinta esferográfica 
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"Isto é para Rodrigo todas as minhas ferramentas." 
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"Creusa isto é para você e o meu amor primo." (frente da folha) 
"Creuza você foi a mulher que me fez perder a minha família. Você não me deu o que eu quiz então eu lhe dou a minha vida. 
Assinado: o dia D. vida D. amor D. passeio D. fim." (verso da folha) 
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"Esta faca em meu corpo é para ser entregue a Doralice para cortar esta língua felina que também destruiu o meu casamento Amém 
(assinatura) (manuscrito colado na faca) 
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"Para Giane Deus te abençoe Es a minha bênção feliz praia pelo resto de tua vida Amém. 
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"Isto é para João 
(assinatura)" (manuscrito preso a uma tv) 
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"Testamento: Minha mãe, você fez de tudo e conseguiu. Maria me de estudo para Rodrigo e tenha a tutela dele 
(assinatura) 
A minha parte na casa é de Rodrigo e uso e frutos de Creuza, Giane e Wanderlei portanto não deve ser vendida até os 21 anos de Rodrigo. Creuza o que eu mais queria na minha vida era filhos e você me tirou este prazer de um homem. Então para que ser homem Amém 
(assinatura)" 
------------------------------ 
"Favor entregar, na garagem onde trabalhava, para os porteiros 
(assinatura)" 
(manuscrito sobre uma capa plástica amarela disposta em cima do fogão e sob uma fita cassete) 
------------------------------ 
"Creuza tenho fé em Deus que volto para te buscar? 
Você e os filhos Amém minhas férias para que nenhum filho da puta tire barato deles Amém."


Sexo/Idade : M, 35 
Cor : branca 
Meio : ingestão de veneno 
Forma da mensagem : 
Obs : veterinário
"Sei que estou tendo uma atitude um tanto egoísta depois de tanto me ajudarem o único que não consegue se ajudar sou eu, sempre levei uma vida desarranjada sem zelo e amor por aquilo que fazia, chegou um momento que não consigo tocar mais a vida passei a ser um dependente e isso agora me incomoda, me perdoem vocês foram tão bons para comigo em especial o Alberto, Worer (?) e Lui que me falaram tantas palavras de carinho. No momento me sinto incapaz de conseguir desempenhar qualquer coisa só me passa pela cabeça esta idéia de morte fixa coisa que na clínica se tornou mais sólida. Deus aprendi que ele existe, sei que segundo a crença a gente sofre por aquilo que fez de errado vou pagar por isto. Nunca soube me dar e receber afetividade sou um tapado não consigo aprender fácil as coisas."



Sexo/Idade : M, 53 
Cor : branca 
Meio : ingestão de formicida 
Forma da mensagem : manuscrito a tinta azul 
Obs : suicídio em um hotel de baixa condição financeira
"Por favôr 
Avissem o Deputado Dr. Raul. 
Ele tomará as providências para avisar em São João da Boa Vista. 
Assim, não ficarão esperando que eu apareça por lá, um dia qualquer. 
Obrigado e 
desculpem os transtornos. 
(assinatura)"


Sexo/Idade : M, 56 
Cor : branca 
Meio : disparo de arma de fogo 
Forma da mensagem : datilografada 
Obs: carcereiro
"Dr. ou Dra. 
1- Eu era alcoólatra 
2- Fui internado três vezes 
3- Estou em tratamento no serviço de Psiquiatria há sete anos. 
4- Porem fazem cinco anos que eu parei de beber, não bebo bebida alcoólica nenhuma, mas nem cerveja. 
5- Eu vinha bem durante esse tempo (os cinco anos) estava tomando o haldol e o fenergan. 
6- Mas o ano passado (agosto ou setembro) tive uma pequena recaída, andava um pouco nervoso, dormindo pouco e tremia um pouco as mãos. 
7- A médica trocou os remédios o haldol e o fenergan para o neozine de 100, mas o neozine de 100 me dá um pouco de sono há mais. 
8- Agora eu tive esta recaída, mas não foi por causa da bebida, porque realmente fazem cinco anos que eu não bebo nada mesmo."

Obs: Este texto foi extraído de:
SUICÍDIO - TRAMA DA COMUNICAÇÃO
Dissertação de Mestrado, 1992, Psicologia Social, PUC-SP



Hoje, definitivamente, cansei da vida.
Eu tentei mudar meus pensamentos, eu realmente tentei mas a felicidade não é uma dádiva concedida a todos nem a alegria uma conquista geral.
Meus amigos sempre se afastam, incrivelmente isso acontece quando eu mais preciso deles e isso acontece sempre ao mesmo tempo.
Talvez seja pelas minhas queixas da vida. As pessoas não gostam de andar com queixosos, mesmo q estes estejam certos em sempre se queixar. Ou talvez eu seja uma pessoa enfadonha e apática, eu me acho enfadonho a maior parte do tempo.
Bem, hoje o que eu vim fazer aqui foi me despedir da vida.Viver não está sendo bom para mim. Peço desculpas a todos a quem eu magoei no passado e a todos que eu magoarei com este ato.
Não citarei nomes para não ser injusto, mas tentarei resolver algumas questões e no dia e hora já marcados por mim eu me despedirei da vida com belos cortes nos braços e uma gravata de cordas no pescoço ( uma medida dupla para que não haja falhas)
Adeus a todos a quem amo e nas mãos de Deus entrego a minha vida.

http://cartassuicidio.blogspot.com/2008/09/modelo-prtico-de-cartas-de-suicdas.html

MODELO PRÁTICO DE CARTAS DE SUICÍDAS CONVERTIDOS
por Sérgio Roberto de Oliveira
[ sroks1973@yahoo.com.br ]

Eu não tenho menor idéia sobre o suicídio. O que passa pela minha cabeça é o óbvio. Apenas descrição chorosa e dramática dos jornais. O fato em si, a do suicídio, não deveria ter esclarecimento qualquer. Já me parece ser devidamente explicado: Lá se vai mais um covarde! Talvez pior: quando se tenta explicar o suicida como alguém cheio de problemas. Não tenho problemas e não sou um covarde, bando de sensacionalistas! O motivo pode ser mais nobre do que o meio, incrédulos. Basta um pouco de boa vontade e de compaixão. Como eu disse, daqui a pouco não precisaremos mais de explicação para qualquer suicídio.

O que peço é apenas um pouco de piedade. Melhor, não quero condolência; parece-me algo muito vil de alguém que mal conheço para uma atitude tão nobre. Quero o sossego do final de tarde, nesse meu rumo ao eterno. Leiam, portanto, essa minha carta, desprendendo-se de qualquer sentimento, pois eu não o mereço. Leiam sem critérios literários, ou gramáticos. Leiam como se não fosse obra literária, com miudezas articulosas e sábias. Leiam como qualquer outra carta comum e mesquinha, de parente ou de um desconhecido, deixado debaixo da porta numa manhã chuvosa e fria (não está assim o dia).

Vi na oportunidade de escrever a carta um motivo sublime. Eu que passaria despercebido por todos os conhecidos, e desconhecidos também, compreendi que falar sobre certos acontecimentos da vida (ou da morte) seria uma ação parecida como uma última apresentação de uma peça teatral, onde atores, atrizes e povo estariam todos unidos por uma única razão: presenciar o fim.

Muitos falam sobre fim. Às vezes acabar é bom, noutras não. O final é sempre um ato grandioso. Derradeiro, último; desfecho. A vida vai acabar, mas diferente de um fato que conclui uma situação imaginária, como no teatro; a vida real irá acabar sem palmas e sem veredicto (Aqui o único caso de um desenvolvimento mais importante que o final). Final de um discurso que pode ser dramático, cômico ou enjoativo. A vida que imita a arte poderá se transformar numa encenação sem atores.

Por esse motivo que meu suicídio recomeça sempre, como em personagens que deixam uma queixa qualquer nos leitores, uma cor que se repete no quadro, uma nota destoada na música; um grito desafinado na ópera. A minha carta de suicídio, de modelo prestes a ser prático, fica apenas no esquecimento de um ensaio teórico.


Carta de um suicida
* Postado originalmente em 13/09/2005


O que dizer a vocês amigos?

Sinto-me perdido e covarde, talvez pela concepção geral de que isso é uma fuga, um não querer enfrentar os fatos e dar a volta por cima. Não concordo muito com essa concepção, o que dizer dos etíopes? São covardes, burros e preguiçosos por morrerem de aids e inanição? Será que do mesmo jeito que se alimenta o corpo com proteínas, vitaminas sais e água também não devemos alimentar a mente pra que não morramos por dentro e apenas completemos o processo com o corpo?

É, eu morri por dentro. Por favor, não se sintam culpados, não havia nada que vocês poderiam ter feito pra me ajudar, e talvez até tentassem se eu desabafasse com alguém minha intenção de fazer o que devo ter feito já que estão lendo minha despedida.

Várias coisas me mataram aos poucos por dentro, consumiram minha vontade de tentar. As coisas muitas vezes dão errado e aquela história de que “Deus sabe o que faz” ajuda por um tempo, engana um pouco a gente e faz com que tenhamos a esperança que um dia as coisas vão mudar de figura, que vai pra frente, mas às vezes não vai, essa desculpa ficou tão vazia pra mim quanto o conceito de Deus, ou ele está em algum universo paralelo ou está muito alto lá em cima que meus soluços e gritos por clemência não conseguiram acordá-lo.

Por dentro jaz o que outrora foi um sonhador, visionário, otimista e desafiador. Simplesmente acomodei-me com a dor, lutar só a aumentava, parar de me debater poupou o mínimo para que eu tivesse uns poucos momentos de satisfação na minha vertiginosa queda rumo ao abismo que me encontro. Meu rosto sem expressão, essa melancolia estampada em meu ser de forma residente é o fedor que ultrapassa a barreira metafísica e se manifesta no físico. Já não consigo dormir, pensar, sonhar, amar. Estou morto! E sou ateu o suficiente pra reconhecer que a fábula da ressurreição de Lázaro é apenas um conto literário como qualquer outro, como a minha vida que não passou de uma piada de mau gosto.

Não culpo ninguém e culpo tudo e a todos. Foi o momento, a situação, as mazelas absorvidas ao longo de anos de humilhação, lutas, esforços, todos em vão.

Não quero que lembrem de mim como um covarde, quero que lembrem de mim como alguém que teve coragem suficiente para assumir um fato já consumado e torná-lo finalmente físico. Alguém que resolveu dar um salto em meio a toda amargura e desespero, que abriu os braços e pulou daquela cachoeira, fugindo dos zumbis que o circundavam, que também estavam mortos, sendo que ao contrário de mim, eles mentiam pra si mesmos sobre isso.


COLETÂNIA DE CARTAS SUICIDAS:DÉA ROS



Uma mulher idosa, com olhos semi-abertos, caída sobre uma cama, ao lado de um rádio, com o braço esquerdo dobrado como se tivesse acabado de largar a faca de cozinha com lâmina curta, a qual está enterrada no seu peito esquerdo sob seu vestido um pouco aberto e repuxado para o lado esquerdo. Há pouco sangue derramado pelo ferimento. 
Informações do perito: morava sozinha em casa de um cômodo, que estava bem limpo. O banheiro era separado da casa. Junto a ela foi encontrada uma xícara de chá que tomava todas as noites. Derramou pouco sangue porque estava próxima de morrer por velhice. Tinha cerca de 90 anos.


Foto n. 2 (Laudo 8395.85)

Uma mulher bem maquiada, bem penteada, com colar no pescoço, aparentando de 40 a 45 anos, com os olhos fechados, caída no chão, vestida com penhoir e camiseta, estando o penhoir aberto e repuxado para o lado esquerdo, apresentando pequena mancha de sangue no lado interno do penhoir e muito sangue na altura do peito sobre a camiseta. 
Informações do perito: mulher riquíssima, que tinha medo de perder a fortuna, pertencente a uma família onde ocorreu uma sucessão de suicídios. Suicidou no corredor de distribuição para os aposentos, com dois tiros, sendo o primeiro no peito e o segundo na têmpora esquerda. Tinha 62 anos e havia sido Miss Brasil.

Á CARTA :DÉA ROS

Cartas de Saudade

Tenho Saudade de ver você chegando, Você sorrindo e me olhando. Com esse seu olhar doce Que me derete Saudades de sentir você aqui Bem ao lado de meu peito Nesse coração ardente Cheio de desejo Saudades de sentir a sua voz Cochichando em meu ouvido Que também sentiu saudades Enquanto me arrepio. Saudades. Saudades. Saudades. De sentir o teu cheiro De sentir os seu beijos De sentir você aqui. Saudades. Saudades. Saudades. Quando será que terá fim? Quando será que você meu amor. Irá ficar para sempre juntinho a mim? :DÉA
Mande notícias!

CARTAS:DÉA


Cartas de Amor de Pedro a Inês

Coimbra, 14 Junho de 1350
Meu amor,
Estou a morrer de saudades tuas.
Como não posso ir aí visitar-te escrevo-te esta carta.
Espero que estejas bem, porque se tu estiveres bem eu também estou.
És o amor da minha vida, és a mulher que eu sempre quis e que todos os outros homens queriam ter. Penso que estamos juntos no lugar onde costumamos ir ver a água passar, os pássaros cantar e, à noitinha, víamos as estrelas.
Com ternura.
Pedro
Trabalho realizado por Bruna Ribeiro

Coimbra, 23 de Agosto de 1350

Olá,
Meu grande amor, não consigo aguentar mais as saudades.
A Constança não consegue esconder a raiva que sente por ti e pelos nossos filhos.
A Corte anda desconfiada que nós nos correspondemos, por isso estão a tentar encontrar provas para dizer a meu pai.
Temos de ter mais cuidado ou somos apanhados. Constança está grávida e é uma gravidez arriscada, ambos correm perigo de vida.
Por favor responde-me, assim alimento a minha paixão.
Sonho contigo, mas por mais que sonhe, parece que nunca vai acontecer.
Estou a morrer de saudades, mas prometo ir buscar-te muito brevemente.
Com os melhores sonhos da minha vida.
Pedro

Trabalho realizado por Vera Dias

MINHA DEPRESSÃO:DÉA ROS

REFLEXÃO SOBRE DEPRESSÃO

 Quando se fala em depressão as metáforas produzidas para se imaginar inevitavelmente remetem-nos ao frio, ao silêncio gelado, ao desaparecimento aparente de qualquer vida. E embora freqüentemente faltem metáforas nas queixas depressivas, devido a uma espécie de exaustão da linguagem, e na falta de coragem de dizer o que realmente sentimos, não é raro escutar os pacientes deprimidos descreverem uma solidão absoluta, de onde teriam desaparecido emoções, desejos e sentimentos, como se a vida tivesse parado. Essa espécie de desumanização à qual o estado deprimido conduz é aterrorizante. E a poderia servir para descrever uma terra privada de seres vivos que nem parecem estarem o que esta acontecendo ao seu lado. Ao descrevendo um psiquismo privado de desejos... Privado de vontade. Um sentimento de “vida”, privada de sentido... Sentimento de inutilidade: De nada adianta fazer qualquer tipo de esforço, já que não há nada a ser feito que me interesse. Nada que valha a pena fazer. Essas palavras me parecem familiares, pois encaro a depressão como uma demissão subjetiva. E de certa forma, a pessoa, ou sujeito, continua a existir. Continua a sobreviver. Porém, por algum motivo, abdica da sua capacidade de desejar, da sua capacidade de fantasiar. Eu por exemplo continua “operacional”, porém – por mais absurdo que possa parecer – pede demissão a si mesmo, do que há de mais absolutamente subjetivo: seu próprio desejo. Na melancolia, onde também há este repouso psíquico, há uma percepção de empobrecimento do mundo interno. Um sentimento de inferioridade em relação ao que existe lá fora do nosso mundo. Também outro aspecto interessante pode ser pontuado:- ser depressivo é diferente de estar deprimido.

 Estar deprimido: é relativamente comum que, pelo menos uma vez na vida, todos nós passemos por uma depressão. Por um momento muito forte de sem sentido. Por um momento de constatar certa insignificância do nosso ser. Por um momento em que nos aproximamos da dor de viver. Uma forte percepção de vazio. Mas isto é uma fase, e como tal, acaba passando.

Já o ser depressivo - significa passar, ao longo da vida, por vários episódios de depressão profunda e sofrer de uma constante dificuldade em encontrar a vontade de viver, interessar-se por alguma coisa, levar algo a diante, é como sempre começar e nunca conseguir finalizar uma tarefa ou um projeto de vida. É assim que me sinto neste momento em que estou escrevendo esse texto. Somos aqueles que não se iludem com mais absolutamente nada. É como se você tivesse andando e todas as coisas fossem se desmoronando atrás de você e você não percebe o tamanho do desmoronamento que esta ao seu redor e o fato é que a constante perda de sentido na fase adulta – nestas pessoas que são depressivas – pode ter surgido na terna infância. São como eu - Elas nem se lembram que viveram esta fase. E quando você acha que não precisa de nada, nem de ajuda ou remidos para sair da depressão e parar. E tudo recomeça os medos de andar na rua, pensamentos negativos, pavor das coisas e das pessoas, sentimentos de incapacidade, desanimo, falta de vontade de fazer qualquer coisa. É como se você vivesse em um mundo redondo igual ao um ovo bem pequeno sem portas e janelas para ver o que acontece no exterior. :.>>>>>>>    QUEM SABE ESTE AI NÃO SEJA O MEU INTERIOR :DÉA ROS

MINHA DEPRESSÃO:DÉA ROS

utomatizados e trabalhos em turnos.
   Tentar diagnosticar a depressão e tratar o trabalhador para que ele não precise se afastar de suas funções ainda é uma tarefa difícil. O médico do trabalho e psiquiatra clínico e forense, Dr. Duílio Antero de Camargo, afirma: “Ainda existe muito desconhecimento e preconceito sobre as doenças mentais associado à estigmatização, à vergonha e ao medo da exclusão social. Isso afeta o diagnóstico, o tratamento e, consequentemente, a evolução da doença”.
   A depressão é uma doença que apresenta sintomas claros. A Classificação Internacional de Doenças registra que humor deprimido, perda de
interesse, energia reduzida, concentração e atenção reduzidas, auto-estima e autoconfiança baixas são alguns dos sinais da doença.
   O tratamento ideal para reverter o quadro seria a combinação de medicamentos antidepressivos com a psicoterapia. A OMS estima que entre 60% e 80% das pessoas que são diagnosticadas logo no início da doença e recebem o tratamento adequado conseguem se curar. A organização, porém, contabiliza que menos de 25% dos afetados pela doença — em alguns países a parcela chega a 10% recebem o cuidado necessário.
   O Dr. Duílio Camargo prevê que as empresas passem a investir mais no tratamento de doenças mentais relacionadas ao trabalho, como é o caso da depressão. “Parece que esse investimento tende a melhorar, devido principalmente ao alto grau de incapacidade produzido pelos transtornos mentais”, pondera. Os quadros de depressão não tratados podem levar ao afastamento das atividades e, posteriormente, à demissão. A baixa produtividade e o desinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre o empregado.
   Conhecer os transtornos mentais facilita a prevenção e também o diagnóstico das doenças ligadas a esses distúrbios. Para isso, Dr. Duílio lembra que a Anamt promove cursos nessa área em diversas capitais. “A implantação de programas preventivos, que priorizem a intervenção precoce, é fundamental e, entre eles, podemos destacar o Programa de Saúde Mental e Trabalho”, frisa.
   O trabalhador também pode se prevenir para que não tenha depressão. É importante, nesse caso, conhecer melhor o ambiente de trabalho e, assim, saber delimitar limites e responsabilidades. Outro passo importante é vencer o preconceito sobre os transtornos mentais, informando à empresa e ao
médico quando surgir algum dos sintomas que os caracterizam.
Fonte: AcordoColetivo.wordpress/Revista Proteção

O que fazer quando Deus parece ausente? a minha depressão ainda persiste :DÉA ROS

Introdução
> Exemplo de quando a Gabi foi fazer a prova da GV (ela quis que eu a levasse até a sala de prova). A presença dos pais é uma fonte de segurança durante toda nossa existência!
> “Prestamos um desserviço quando falamos apenas da presença de Deus e não preparamos os outros para enfrentar os momentos em que Deus parece ausente” (Yancey citando Nouwen).
> Obviamente Deus está sempre presente, até porque Ele é onipresente, mas há momentos em nossas vidas em que Ele parece ausente – ver Sl 10.1; 13.1; 89.46; Is 64.7; Jr 14.8.
> “A ausência de Deus pode representar um período de provação do qual nem o próprio Jesus escapou” – ver Mt 27.46 (Yancey)
Transição
> Há momentos na caminhada de cada cristão em que Deus parece ausente, distante, inatingível.
> A Bíblia nos revela algumas atitudes a serem observadas quando Deus parece ausente.
I.) Devemos fazer uma auto-avaliação para verificar se Deus está querendo que façamos correções em nossas vidas
> Talvez não seja o caso de fazer correções, mas em momentos em que Deus parece ausente é sempre salutar fazermos um auto-exame para verificarmos se nossa vida está em dia com o Senhor!
> Em um dos momentos da história do povo de Israel em que talvez Deus tenha aparentemente estado mais ausente, ou seja, quando a cidade de Jerusalém e o templo foram destruídos quando da invasão de Nabucodonosor, Jeremias exortou o povo a um auto-exame – ver Lm 3.40.
II.) Devemos buscar ajuda em outros que já passaram pelo que nós estamos passando
> Talvez José (no período de prisão), Moisés (no período de deserto) e Davi (no período em que fugia de Saul e morava em cavernas) tenham sentido a “ausência” de Deus. Notar como eles agiram, o que escreveram (principalmente no caso de Davi, nos Salmos) pode representar grande ajuda nos momentos em que Deus parece ausente.
> Busque escritores que passaram pelos mesmos problemas e situações que você está passando. Você pode encontrar verdadeiras fontes de água no deserto. Temos ótimos livros e autores disponíveis. Isso pode ser de grande consolo e valia – Ver 2 Co 1.3,4
III.) Devemos entender esses momentos como um importante estágio de crescimento espiritual
> Exemplo da relação dos pais com os filhos: quando o filho está aprendendo a andar, os primeiros dias do filho na escola, o primeiro trabalho, a primeira experiência difícil em que o filho não pode contar com a proteção dos pais.
> Tanto José, Moisés e Davi, certamente experimentaram grande crescimento espiritual nesses momentos de aparente ausência de Deus. Ver ainda Jó 42.5.
IV.) Devemos nos apegar firmemente às práticas devocionais
> Devemos se apegar a Deus “com unhas de dentes”, como nunca antes, mesmo que pareça que você está falando sozinho, mesmo que você não tenha nenhum sentimento da presença de Deus. Ore, leia as Escrituras, participe dos cultos (ver 1 Cr 16.11; 1 Ts 5.17; Sl 1.2; Hb 10.25). Esse tempo de aparente ausência de Deus vai passar!
> Trecho do livro “Cartas do diabo ao seu aprendiz” do C. S. Lewis (pág. 233 do livro “O Deus Invisível” de P. Yancey).
V.) Devemos ter em mente que estes momentos podem estar precedendo a chegada de grandes bênçãos
> Em um dos períodos de maior silencio de Deus na história de seu povo, conhecido como Período Interbíblico (400 anos do silêncio de Deus), esta “ausência” de Deus precedeu a maior de todas as bênçãos que estavam por vir: Jesus!
> Mesmo nas vidas de José, Moisés e Davi, estes momentos de aparente ausência de Deus foram prenúncios de grandes bênçãos: José se tornou governador do Egito, Moisés se tornou o líder do povo de Israel e o instrumento de Deus para libertar o povo do Egito e guiá-lo pelo deserto rumo à Terra Prometida, e Davi se tornou rei do povo de Israel!
> Você já enfrentou ou tem enfrentado momentos em que Deus parece ausente. Creia que estes momentos são prenúncios de grandes bênçãos que estão por vir (Jr 29.11; Rm 8.28).
Pr. Ronaldo Guedes com ajuda do livro “O Deus (In)visível” (P. Yancey).

A MINHA DEPRESSÃO:DÉA ROS

Depressão: Há Cura?
               Como abordamos anteriormente, o principal indício de depressão em alguém é a pessoa ver tudo pelo lado negativo, como se tudo que acontece na sua vida fosse de origem maléfica ou o que pode dar certo não dar certo nunca. A pessoa fica descrente do mundo e das outras pessoas de seu convívio.

                Quando cedo um jovem desenvolve a depressão, é necessário procurar ajuda de um psicólogo o quanto antes, pois a depressão pode se tornar incurável quando não devidamente tratada. Outro fator importantíssimo no tratamento do depressivo é a mobilização da família e de amigos que costumam dar todo apoio e carinho necessários. 

"Para se livrar da depressão a pessoa precisa jogar fora o seu passado e fazer um novo recomeço", diz o escritor Paulo Franklin, estudioso da depressão. 

                Todos nós vivemos momentos ruins, mas cabe a nós mesmos decidir quais lembranças permanecerão na nossa vida e quais serão descartadas (mas não ignoradas).

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A MINHA DEPRESSÃO:DÉA ROS

Depressão e sinais de suicídio



Muitos de nós estamos preocupados com o fato de não poder reconhecer alguém com tendências suicidas. De acordo com a severidade da Depressão e/ou Ansiedade, os seguintes pontos são sinais de evolução ao suicídio:


Tentativas anteriores de suicídio:Entre 20 e 50 por cento das pessoas que se suicidam tinham tentado suicídio anteriormente. Aqueles que já tentaram suicídio estão em um grupo de risco muito maior de fato.


Falar sobre morte ou suicídio:Pessoas que cometem suicídio muitas vezes falam sobre ele, direta [morte] ou indiretamente [focando apenas fatos]. Esteja atento a declarações como: “... A minha família seria melhor sem mim..." "Só dou problemas mesmo..." Às vezes eles falam conosco como se estivessem dizendo que está "indo embora" ou "planejando uma viagem".


Planejamento de suicídio:
A tentativa de suicídio é um processo, raramente acontece sem planejamento. Indivíduos suicidas tendem a "organizar as coisas" colocando os negócios em dia. Eles podem doar artigos de valor, quitar dívidas ou o financiamento de bens, ou podem mudar um testamento.


Depressão:Embora a maioria das pessoas deprimidas não seja suicida, a maioria dos suicidas são pessoas deprimidas.


Grave depressão pode se manifestar, acompanhada de um sentimento de tristeza freqüentemente expresso pela perda de prazer ou abandono de atividades que antes tinham sido agradáveis.


Pessoas deprimidas merecem maior atenção se pelo menos cinco dos sintomas seguintes estiveram quase diariamente presentes durante pelo menos duas semanas:


- Humor deprimido,
- Alteração de instintos básicos como fome/apetite/sono/sexo,
- Perda ou ganho de peso,
- Falar/Raciocinar com lentidão,
- Perda de interesse ou prazer em atividades habituais,
- Diminuição do impulso/desejo sexual,
- Fadiga ou perda de energia,
- Sentimentos de inutilidade, remorso, ou culpa (principalmente por "coisas" que deveria ter feito, como se o tempo estivesse acabando),
- Diminuição/Prejuízo da habilidade de pensar ou concentrar-se,
- Pensamentos e planos futuros reduzidos,
- Indecisão (até mesmo sobre o que vestir/comer/),
- Pensamentos de morte, suicídio, ou desejo de estar morto
- Isolamento.


Fatores adicionais que apontam um aumento do risco de suicídio em indivíduos deprimidos são os seguintes:
- Extrema ansiedade, agitação, ou comportamento rebelde,
- Uso/Abuso excessivo de medicamentos (mesmo sob prescrição médica),
- Uso/Abuso de álcool e outras drogas,
- História de doença física ou emocional,
- Sentimentos de desesperança ou desespero




A MINHA DEPRESSÃO:DÉA ROS


QUARTA-FEIRA, 25 DE NOVEMBRO DE 2009

Depressão - A Epidemia do Século

A depressão é uma das condições mais freqüentes na vida adulta e no envelhecimento afetando de maneira devastadora a qualidade de vida.
Pacientes quando convenientemente tratados, respondem surpreendentemente bem, chegando freqüentemente à remissão completa dos sintomas.
Pessoas idosas costumam apresentar mudanças de humor em função de uma série de condições:
Perdas de parentes e de amigos, do cônjuge, em função de limitações sociais e/ou físicas determinadas por doenças etc.
Não raro o fator econômico-financeiro também causa sintomas depressivos.
Frente a uma situação desse tipo, a grande maioria se recupera em dias ou semanas, no máximo em questão de meses e isso não deve ser considerado como doença.
Quanto os sintomas depressivos persistem e atingem um nível que acaba por produzir importante perda de qualidade de vida estamos frente a uma doença que precisa ser devidamente diagnosticada e tratada.
A forma de manifestação é extremamente variável de paciente para paciente.
Certas pessoas perdem a vontade de continuar a viver e expressam esse sentimento por repetidas vezes.
Outros se sentem como um peso para os filhos e, mesmo deprimidos, acabam escondendo seus sentimentos dos familiares por receio de os magoarem, é chamada "Depressão Mascarada".
Alguns, apesar de não terem motivos óbvios para estarem tristes e desinteressados de tudo e de todos, apresentam quadros de depressão de variada intensidade.
Pacientes depressivos costumam somatizar esse sentimento e se queixam de várias coisas ao mesmo tempo.
Apresentam dores generalizadas, sintomas de desconforto digestivo, desânimo, se cansam com facilidade, as pernas ficam pesadas, têm dificuldades para conciliar o sono, referem alteração do peso e de uma série de outros sintomas.
Dependendo da personalidade e de cada família em particular, tornam-se agressivos, déspotas e não admitem ficarem sozinhos nem por poucos minutos.
Em outros a apatia é a marca registrada e são incapazes em encontrar alegria.
Deixam de freqüentar reuniões sociais, abandonam seus passatempos favoritos, não se importam com seus cuidados pessoais, relutam até em banhar-se.
Tudo parece estar andando devagar, o tempo passando, a vida agora está em preto e branco, perdeu o colorido, nada tem graça e só esperam pela morte.
Infelizmente ainda, existe o mito que depressão é um desvio de personalidade.
Que a pessoa não tem brios. É fraca. Não tem firmeza de caráter. Ela não se ajuda...
Não reagem como deveriam para fazer essa crise desaparecer sem nenhuma outra intervenção que não a pura e simples "força vontade".
Essa é uma mentira que trás efeitos extremamente nocivos e faz com que muitas pessoas deprimidas que poderiam estar sendo devidamente tratadas acabem isoladas em seus cantos desnecessariamente.
A perda do apetite com dificuldades para dormir bem e a alteração do peso são comuns e sugerem fortemente um quadro de depressão.
Certas drogas acabam por produzir estados depressivos e devem merecer a atenção do médico.
Certas doenças freqüentemente são acompanhadas de depressão como a doença de Parkinson, após derrames e nas fases mais iniciais da doença de Alzheimer.
Pessoas idosas com dificuldade de acesso a serviços médicos de qualidade acabam usando a bebida alcoólica como "medicação" ansiolítica.
O alcoolismo não deixa de ser um sério problema também para essa faixa da população.
O risco de suicídio existe e é maior em homens que moram sozinhos.
Esses pacientes perambulam pelos consultórios médicos e não conseguem alívio para o seu desconforto, pois esse é um diagnóstico difícil de ser feito.
Costumo dizer que todo médico deveria ter a felicidade de, pelo menos uma vez em sua carreira, ter a oportunidade de tratar de um idoso deprimido.
Dr.Norton SayegDr.Norton Sayeg