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9 de jul de 2010

Depressão e suicídio:DÉA

Preciso de você...>>>>> :DÉA

DESEDIDA


Faça Hoje, Não Amanhã:DÉA

Faça Hoje, Não Amanhã
Diz o preguiçoso: "Amanhã farei."
Exclama o fraco: "Amanhã terei forças."
Assevera o delinqüente: "Amanhã regenero-me."
É imperioso reconhecer, porém, que a criatura, adiando o esforço pessoal, não alcançou, ainda, a noção real do tempo. Quem não aproveita a bênção do dia vive distante da glória do século.

A alma sem coragem de avançar cem passos não caminhará vinte mil. O lavrador que perde a hora de semear não consegue prever as conseqüências da procrastinação do serviço a que se devota, porque, entre uma hora e outra, podem surgir impedimentos e lutas de indefinível duração.

Muita gente aguarda a morte para entrar numa boa vida. Contudo a lei é clara quanto à destinação de cada um de nós. Alcançaremos sempre os resultados a que nos propomos.

Se todas as aves possuem asas, nem todas se ajustam à mesma tarefa nem planam no mesmo nível.
A andorinha voa na direção do clima primaveril, mas o corvo, de modo geral, se consagra, em qualquer tempo, aos detritos do chão. 

Aquilo que o homem procura agora surpreenderá amanhã, à frente dos olhos e em torno do coração.

Cuida, pois, de fazer, sem delonga, quanto deve ser feito em benefício de tua própria felicidade,

porque o Amanhã será muito agradável e benéfico somente para aquele que trabalha no bem, que cresce no ideal superior e que aperfeiçoa nas abençoadas horas de Hoje.

PARA NÃO ERRAR + ANDO TENTANDO NÃO VIVER :DÉA

Pra não errar
Os caminhos são muitos e a volta deles às vezes é penosa.
Quantos amados em nosso caminho parecem caminhar sem direção,

e nós, na maioria das vezes, não conseguimos alerta-los do perigo!
Quantos lares infelizes por traição, frustração, desilusão,

agressão, mentiras, invejas e tantas outras emoções desequilibradas.
Quantos corações amorosos de esposas, mães, filhos,
atolados de dor, jazem sem esperança, pelos seus queridos,
às vezes ao alcance da mão, mas longe de seu carinho.
Se você tem feito alguém especial na sua vida infeliz,

reconsidere, reflita!
Seja não ha amor, não negue carinho e respeito.
Isto é o mínimo que você pode e deve fazer.


IAutor ( Maria Cristina Tavares Seixas Felipe )

LIÇÕES DE VIDA:

Lições de Vida
Cada dia em nossas vidas nos ensina lições que muitas vezes nem percebemos.
Desde o nosso primeiro piscar de olhos, desde cada momento em que a fome bate, desde cada palavra que falamos.
Passamos por inúmeras situações, na maioria delas somos protegidos, até que um dia a gente cresce e começamos a enfrentar o mundo sozinhos.
Escolher a profissão, ingressar numa faculdade, conseguir um emprego...
Essas são tarefas que nem todos suportam com um sorriso no rosto ou nem todos fazem por vontade própria.
Cada um tem suas condições de vida e cada qual será recompensado pelo esforço, que não é em vão.
Às vezes acontecem coisas que a gente nem acredita.
Às vezes, dá tudo, tudo errado!
Você pensa que escolheu a profissão errada, que você mão consegue sair do lugar, ás vezes você sente que o mundo todo virou as costas...
Parece que você caiu e não consegue levantar...
Está a ponto de perder o ar...
Talvez você descubra que quem dizia ser seu amigo, nunca foi seu amigo de verdade e talvez você passe a vida inteira tentando descobrir quem são seus inimigos e nunca chegue a uma conclusão.
Mas nem tudo pode dar errado ao mesmo tempo, desde que você não queira.
E aí... Você pode mudar a sua vida!
Se tiver vontade de jogar tudo pro alto, pense bem nas conseqüências, mas pense no bem que isso poderá proporcionar.
Não procure a pessoa certa, porque no momento certo aparecerá.
Você não pode procurar um amigo de verdade ou um amor como procura roupas de marca no shopping e nem mesmo encontra as qualidades que deseja como encontra nas cores e tecidos ou nas capas dos livros.
Olhe menos para as vitrines, mas tente conhecer de perto o que está sendo exibido.
Eu poderia estar falando de moda, de surf, de tecnologia ou cultura, mas hoje, escolhi falar sobre a vida!
Encontre um sentido para a sua vida, desde que você saiba guiá-la com sabedoria.
Não deixe tudo nas mãos do destino, você nem sabe se o destino realmente existe...
Faça acontecer e não espere que alguém resolva os seus problemas, nem fuja deles.
Encare-os de frente. Aceite ajuda apenas de quem quer o seu bem, pois embora não possam resolver os seus problemas, quem quer o seu bem te dará toda a força necessária pra que você possa suportar e...
Confie! Entenda que a vida é bela, mas nem tanto...
Mas você deve estar bem consigo mesmo pra que possa estar bem com a vida.
Costumam dizer por aí que quem espera sempre alcança, mas percebi que quem alcança é quem corre atrás...
Não importa a tua idade, nem o tamanho de seu sonho...
A sua vida está em suas próprias mãos e só você sabe o que fazer com ela...

Autor ( Lilian Roque de Oliveira )

A VIDA É:

A Vida é
A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saboreia.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.

O VALOR DAS PESSOAS

Valor... 
do Lat.  Valore
s. m., o que uma coisa vale; preço; importância; qualidade inerente a um bem ou serviço que traduz o seu grau de utilidade; qualidade daquele ou daquilo que tem força; valia; estimação; valentia; coragem; mérito; préstimo;

Será que damos “valor” às pessoas que nos rodeiam? Quanto valem os nossos amigos? Qual o “preço” duma amizade? Qual a valia de um familiar?
Somos pequenos “pedaços de madeira” perdidos neste “mar” a que chamamos sociedade, pedaços de madeira como aqueles que podem ser apanhados por qualquer pessoa numa praia, atirados, mal tratados, espezinhados, mas que também podem ser acarinhados, bem tratados, limados e polidos pelas mãos de quem soube dar “valor” e vê a beleza e o potencial que está por detrás desse pedaço de madeira…
Gosto de me ver como um “pedaço de madeira” que é o resultado de tudo o que já passou e vai passando, algumas mossas, muitos golpes e feridas, mazelas q.b., mas também limado, concertado, polido e até mesmo transformado numa bela caixa que apesar de ter algumas arestas, defeitos, falhas por limar e algumas imperfeições, guarda muito “valor” lá dentro.
A muitas pessoas falta valor, não parecem ter qualidade alguma nem utilidade, não se lhes vê alguma mais valia, mérito ou préstimo, no entanto, acredito que essas pessoas servem para darmos valor a outras. Quantos de nós não demos valor a alguém por termos sido maltratados ou ignorados por outra pessoa? Quantos não se arrependeram da forma como tratámos alguém quando sentimos na pele o mesmo trato? Quantos de nós não seremos no nosso dia-a-dia pessoas sem “valor”???
Muitas pessoas não se apercebem que rebaixam quem está à sua volta apenas para terem as pessoas que as rodeiam ao seu nível, em vez de tentarem ser melhores pessoas, em vez de fazerem algo por si e pelos outros. 
Apesar do nosso valor estar na importância que temos para as pessoas que nos rodeiam, está também e principalmente na nossa própria valorização, no nosso mérito, nas nossas virtudes, na capacidade de tentarmos e querermos ser melhores.

Somos melhores quando nos superamos a nós próprios, não quando superamos os outros.

Muitas vezes não valorizamos as pessoas que nos rodeiam, que nos apoiam, que estão lá para nós quando precisamos, porque essas pessoas tomamos como garantidas. Nada é garantido, tudo é efémero, passageiro. De um dia para o outro podemos perder alguém querido, sem termos oportunidade de lhe dizer e mostrar o quão importantes eram e quanto valiam para nós. Sortudos aqueles que fazem por isso e o conseguem antes que seja tarde demais!
Volto a repetir as perguntas: “Será que damos “valor” às pessoas que nos rodeiam? Quanto valem os nossos amigos? Qual o “preço” duma amizade? Qual a valia de um familiar?”
Não pensem naquilo que já perderam durante a vida, isso não voltará, pensem sim naquilo que podem estar a perder e podem vir a perder por não valorizarem quem está à vossa volta!

Nuno Ferreira

O GRNDE HOMEM

"Grande Homem..."

"Quem faz jus ao título de "grande homem"?
Não sei... 
O homem inteligente? 
Não basta ter inteligência para ser grande... 
O homem poderoso? 
Há poderosos mesquinhos... 
O homem religioso? 
Não basta qualquer forma de religião...Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e muita religiosidade - e nem por isso são grandes homens. 
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza. 
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a verdadeira liberdade de espírito... 
Pode ser que as suas boas qualidades não tenham essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes. 
Pode ser que a sua perfeição venha mesclada de um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento. 
O grande homem é silenciosamente bom... 
É genial - mas não exibe gênio... 
É poderoso - mas não ostenta poder... 
Socorre a todos - sem precipitação... 
É puro - mas não vocifera contra os impuros... 
Adora o que é sagrado - mas sem fanatismo... 
Carrega fardos pesados - com leveza e sem gemido... 
Domina - mas sem insolência... 
É humilde - mas sem servilismo... 
Fala a grandes distâncias - sem gritar... 
Ama - sem se oferecer... 
Faz bem a todos - antes que se perceba... 
"Não quebra a cana fendida, nem apaga a mecha fumegante - nem se ouve o seu 
clamor nas ruas..." 
Rasga caminhos novos - sem esmagar ninguém... 
Abre largos espaços - sem arrombar portas... 
Entra no coração humano - sem saber como... 
Tudo isso faz o grande homem, porque é como o Sol - esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor.."

Huberto Rohden

QUAL O MOTIVOS PRA SORRIR?

Sorrir ou não sorrir, eis a questão...
É impressionante a quantidade de pessoas pelas quais passamos todos os dias, muitas vezes as mesmas pessoas, dia após dia, por volta da mesma hora, nos mesmos sítios,mas sempre distantes, ausentes, frios, de cara "fechada"...
É o sr. do quiosque, é o motorista da Carris, as pessoas das lojas de roupa, o livreiro, a florista, o rapaz dos jornais, as pessoas que passam por nós...
Vivemos numa sociedade "fechada", governada pelo medo do próximo, falta de empatia, pensar apenas em si, o bem estar próprio, o eu apenas. Somos fruto de uma sociedade que nos vai moldando, nem sempre da melhor forma, nem sempre da melhor maneira.
Vi um programa há uns tempos que confrontava a ajuda numa cidade e numa aldeia. No primeiro caso, estava um homem deitado no chão duma ponte no meio da cidade, como se tivesse caído, muitas pessoas passaram e nem uma se debruçou para ver se estava tudo bem, no entanto na aldeia, apesar do homem estar deitado na relva, as pessoas paravam e perguntavam se estava tudo bem e se ele precisava de alguma coisa. No segundo caso, era deixada uma carta no chão perto do marco do correio, na cidade as pessoas nem olharam para o chão, passavam por cima da carta, na aldeia, as pessoas pegavam na carta e iam por no correio.
É engraçado como o facto de sermos muitos mais, em vez de nos fazer sentir mais seguros e mais à vontade, apenas nos torna mais sós, mais isolados!
Muitas vezes basta sorrirmos para fazermos alguém sentir-se melhor, um bom dia sorridente, um olá que muda a outra pessoa. Quantas vezes não vos aconteceu chegarem a um balcão para tratarem de alguma coisa e a cara "sisuda" de quem vos atende vos deixou de pé atrás?
É bom sentir que mesmo nesses casos, um sorriso da nossa parte, uma maneira de falar mais "aberta" muda as coisas e acabam todos a brincar com alguma situação, a partilhar algo e a falar duma forma mais alegre!!!
Depois temos aquela pessoa que nos vê todos os dias e nos sorri, que nos atende e nos trata bem, o livreiro que nos guarda o livro que sabe que vamos gostar, a sra do bar que sabe o que vamos querer comer e prepara andes de chegarmos, o empregado da loja que nos avisa que para a semana que vem vão começar os saldos...

Sorriam, façam algo pelos outros, mudem alguma coisa em vós e pode ser que o que está à nossa volta mude também de alguma forma para nós!
Nuno Ferreira

reflexão o sábia :DÉA

O SABIÁ E A DIFERENÇA, ENTRE O AMOR E A PAIXÃO...


Do alto de uma arvore, à beira do lago, onde fica a fonte dançante, do parque do Ibirapuera, o Sabiá observava por entre as folhas, um jovem rapaz, que soluçava sem parar e seu pranto sentido, tocava fundo o coração sensível do pequeno pássaro cantor. Em meio aos soluços, ele dizia ao vento, com voz engasgada, que a jovem por quem ele se apaixonou, não iria com ele ao baile de formatura da faculdade, se ele não desse a ela, um presente muito especial. Ela havia pedido a ele, uma rosa muito difícil, quase impossível de se encontrar. Ela queria uma rosa branca, com manchas vermelhas, dizendo que ou ele lhe traria este presente, ou então, ela iria ao baile tão sonhado pelo jovem, com outro rapaz. E lá, embaixo daquela arvore, ele continuava a chorar e dizer ao vento, que havia procurado desesperadamente em todos os cantos de São Paulo, até mesmo nas floriculturas em frente ao cemitério da Consolação, mas sua busca havia sido em vão. E agora, triste, cansado, sem saber mais o que fazer para encontrar a tão desejada flor, ali estava ele, sentado, olhando a fonte bailarina, dançando sua dança silenciosa e sem fim, com os olhos cheios de lágrimas e uma dor imensa em seu coração.
O Sabiá, ouvindo ele dizer aquilo, ficou extasiado, sim, porque ele e todos os seus ancestrais, noite após noite, dia após dia, ao longo dos tempos, viveram para cantar, com todo sentimento, para os verdadeiros amantes que nos dias de hoje, são tão difíceis de se encontrar, mas ali afinal estava um, bem diante de seus olhos. Emocionado com o sofrimento do rapaz, ele resolveu que iria, a qualquer custo, ajuda-lo a conseguir a tão desejada flor. E após algum tempo, o jovem, cansado de chorar, exausto de tanto andar pela cidade, ouvindo o som calmo e relaxante das águas dançantes, entregou-se aos braços de Morfeu e adormeceu à sombra da árvore. O pequeno Sabiá voou de seu galho e pousou ao lado do rapaz e aproximando-se de seu ouvido, penetrou em seus sonhos com sua voz melodiosa, dizendo a ele que não precisava mais chorar, porque quando acordasse, a rosa tão desejada, estaria em suas mãos e então, ele poderia ser feliz para todo o sempre, ao lado de seu grande amor.
E enquanto o jovem dormia, o pássaro cantor levantou vôo e começou sua jornada pelo parque, à procura da tão desejada flor. Sua sombra causada pelo sol da tarde, era vista por todos os animaizinhos do parque e ele voava, de lá para cá, por todos cantos, de galho em galho, de roseira em roseira, mas nada encontrou. Por um estranho mistério, nem mesmo uma rosa comum podia ser vista em todo o parque do Ibirapuera. Cansado de voar, ele pousou numa velha roseira, quase seca e cheia de espinhos enormes e pontudos e começou a cantar. Mas naquele momento, ele que sempre foi um cantor dos amantes apaixonados, cantava uma canção triste e sentida, porque ele não via solução para ajudar o jovem rapaz, o amante verdadeiro, que apareceu em sua frente, quase que por milagre, já que verdadeiros amantes, quase não existem mais. Ouvindo seu pranto em forma de canto, a velha roseira perguntou ao pequeno Sabiá, o porque dele estar tão triste e o pequenino contou a ela sobre o jovem rapaz, que estava adormecido sob a sombra de uma arvore, à beira do lago.
Ele contou à velha roseira, que a sua amada havia pedido a ele uma rosa muito especial, quase impossível de ser encontrada e se ele não desse ela este presente, ela não iria com ele ao baile, mas sim com outro rapaz. Mas o pássaro cantor não se conteve e disse a ela, que daria até mesmo sua própria vida, para salvar um grande amor. A velha roseira, pensou muito, ponderou as conseqüências, mas ela como roseira, sabia da importância de uma flor, na dança do amor e resolveu ajudar o pequeno em sua missão quase impossível, de ajudar o rapaz. Foi então que ela disse ao Sabiá, que havia um jeito de conseguir a rosa branca, manchada de vermelho, mas para isto, teria que fazer o maior sacrifício do mundo, abrindo mão de sua própria vida. O Sabiá desesperado para ajudar o amante verdadeiro e salvar seu grande amor, disse a ela que faria o que fosse preciso, mesmo que tivesse que dar em troca sua própria vida, em nome do amor. A roseira viu que no coraçãozinho daquele Sabiá, havia na verdade, toda a essência e pureza do amor e emocionada com a atitude do pequeno cantor, disse a ele que para se conseguir uma rosa branca, manchada de vermelho, ela não precisaria ir muito longe, que bastava ficar em seus galhos e quando o sol começasse a se esconder, ele teria que escolher dentre seus galhos, o mais comprido e afiado espinho, e ficando com seu peito em frente a ele, teria que começar a cantar como nunca o fez em homenagem ao amor.
E cantando sem parar, teria que encostar seu peito no espinho, bem na direção de seu coração e ir forçando a entrada dele em seu corpo, até que por fim, o espinho comprido e afiado, rasgando sua carne, atingisse seu coração. Ela disse a ele que este era um velho encanto, uma magia antiga conhecida apenas por aqueles que são instrumentos do amor e que seu sacrifício era necessário, porque somente o sangue vermelho, do mais puro coração de um Sabiá, poderia ter a força e a magia de fazer brotar e desabrochar, nos galhos velhos e cansados dela, uma rosa branca, manchada de vermelho, em nome do amor. O Sabiá disse a ela, que amava muito a vida, ele amava o sol, a lua, as estrelas, o Parque do Ibirapuera inteiro com suas flores, lagos e arvores, amava as pessoas que vinham passear lá todos os dias e ficava fascinado nas noites em que a fonte era iluminada e dançava, tal qual uma bailarina, ao som das mais belas músicas, encantando a adultos e crianças, mas afinal, o que era um minúsculo coraçãozinho de um pássaro, comparado à grandeza, dos corações de duas pessoas que se amam? A roseira então disse a ele que tudo que deveria ser feito, tinha que ser com muita precisão.
Ele teria que fazer este sacrifício ao cair da noite, quando ele teria que começar a cantar e continuar sem parar, forçando a entrada do espinho em seu peito, em direção ao seu coração, e isto, sem muita demora, pois se pela manhã o sol surgisse no horizonte, iluminando o céu e a terra, o encanto seria quebrado e tudo teria sido em vão. Ele ouviu tudo com muita atenção e disse a ela que iria dar um ultimo vôo sobre o parque, para se despedir de tudo que ele amava e batendo suas pequeninas asas marrons, ele se foi. Mais uma vez, sua pequenina sombra passava por cima de todos os lugares que ele tanto amava e os pequeninos animais do parque, os lagartos, as borboletas, os cisnes e os gansos dos lagos, pareciam fazer uma reverencia com sua passagem, era como se todos eles soubessem o que iria acontecer e estivessem querendo dizer a ele, que neste mundo, não havia ninguém mais como ele, que tivesse a coragem de fazer tão grande sacrifício, em nome da felicidade de outra pessoa. Depois de algum tempo, o pequenino voltou à velha roseira e se colocou em frente ao maior e mais afiado espinho que encontrou. A noite foi chegando e com ela, ele começou a cantar como nunca, enquanto forçava seu peito lentamente, contra a ponta afiada do espinho, que seguia seu caminho, causando uma imensa dor, rumo ao seu coração.
A lua veio, as estrelas também, e naquela noite, elas foram testemunhas daquele ato de amor do pequeno pássaro cantor. E ele cantava e cantava incessantemente e seu canto, cada vez mais alto de tanta dor. Num certo momento, quando a dor atingiu o seu auge, seu canto que na verdade havia se tornado um pranto de dor, foi ouvido em todo lugar. Nos outros parques da cidade, nas casas e apartamentos, nas ruas e avenidas, até mesmo nos lugares mais tenebrosos, como os esgotos da cidade, onde vivem os ratos e outros bichos que nem serquer imaginamos que lá estão. Não houve uma só alma viva que não fosse tocada por aquele canto, tamanha sua emoção, afinal, ele cantava com todo seu coração em nome do amor, mas sofria ao mesmo tempo uma imensa dor, mas para ele, tanta dor, tanto sofrimento, era por uma boa causa, uma causa justa, pelo bem de duas pessoas que se amam, em nome do amor. O tempo foi passando, a dor foi ficando insuportável e o sol não iria demorar a aparecer. Foi então que ele se lembrou do que lhe disse a velha roseira sobre a questão de tempo e ele não poderia deixar que o encanto se quebrasse, quase tão perto de ser concretizado, e num gesto de desespero, usando as ultimas forças que tinha, fez o espinho atravessar, o seu coração.
O sol foi nascendo no horizonte, por trás dos arranha céus da cidade, e com ele, no galho daquela roseira seca e quase sem vida, pendia o corpo sem vida do pequeno Sabiá, com seu peito perfurado por um dos espinhos, mas mesmo diante daquela imagem triste, no galho logo abaixo de onde ele estava, havia florescido a rosa mais bela já vista em toda a cidade de São Paulo. Ela era branca, com manchas vermelhas, exatamente como era desejada, como tinha que ser. No parque do Ibirapuera, a natureza acompanhada por todos os animais, chorava a perda do Sabiá, o pássaro cantor que alegrava suas vidas e trazia a paz e o romance que os namorados procuravam À sombra das arvores para namorar. Um velho cisne, um ancião do lugar, se lembrou de que há muito tempo atrás, o avô do Sabiá, que vivia do outro lado do Oceano, também havia morrido daquela forma e desde então, a roseira onde ele morreu, não mais floresceu e conhecedor da causa que levou o pequenino a se sacrificar, apanhou a rosa com seu bico forte e a carregou até onde o jovem estava, ainda adormecido, e a colocou em suas mãos, exatamente como o pequeno Sabiá havia dito no ouvido do rapaz, enquanto ele sonhava e o que ele disse, se tornou realidade.
Quando o jovem abriu os olhos, a primeira coisa que viu foi a rosa, exatamente como havia sido pedida pela mulher que ele tanto queria na vida. Sem compreender as causas do que estava acontecendo, ele esqueceu de tudo, correu para casa, tomou um banho, vestiu-se com sua melhor roupa e foi direto para a casa de sua amada, com a mais profunda felicidade estampada em seu rosto. Afinal, ele havia conseguido a rosa e agora, sem dúvida nenhuma, ela iria ao baile com ele. Cheio de excitação, ele sonhava de olhos abertos, que quando estivessem dançando, ele poderia sentir o corpo dela em seus braços, poderia sentir o perfume de seus cabelos e dizer em seu ouvido, que ele a amava, mais do que tudo em sua vida. Mas o destino nos prega muitas peças, muitas vezes, o que achamos ser real é só utopia, pois quando chegou na casa dela, ela estava no jardim, nos braços de outro, eles se beijavam e ela sorria, chamando o rapaz, de meu amor. Nada neste mundo poderia tê-lo ferido tão profundamente, foi como uma punhalada certeira em seu coração. Ele ficou parado, olhando a cena e em certo momento, ela se levantou de onde estava com o seu namorado, e dirigiu-se a ele, com um sorriso cínico estampado no rosto, perguntando o que fazia lá. Quase sem palavras, ele respondeu com voz embargada, que tinha vindo lhe trazer o presente que ela lhe pediu. Ela não se conteve diante da simplicidade do rapaz, riu, dizendo que ele deveria ser um retardado, pois era evidente que ninguém neste mundo, iria acreditar que uma garota nos dias de hoje, iria a um baile, ou ficaria com um cara, por causa de uma flor.
Ele não disse nada, apenas baixou os olhos enquanto ela dizia que ele era um babaca, um duro que nem carro tinha e que o seu novo namorado tinha uma Ford Eco Sport e que era muita pretensão dele, achar que ela poderia ficar ao seu lado, por causa de uma flor ridícula, idiota e sem valor. O rapaz virou-se lentamente enquanto ela continuava a ofende-lo e seguiu seu caminho, sem olhar para trás e enquanto ele caminhava, pensava nos sofrimentos pelos quais passou, imaginando o que seria de sua vida, se ele não conseguisse aquela flor e agora, ela não tinha o menor valor, porque afinal, aquela mulher que lhe fez um pedido tão especial, não tinha coração, ela era fria e sem sentimentos, apenas fez o pedido como um pretexto para mantê-lo longe dela e depois humilhá-lo, rindo de sua pureza e ingenuidade. E enquanto ele andava, a rosa branca, manchada de vermelho, foi deixada cair na calçada fria de cimento, sendo chutada por alguém para o meio da rua, onde um ônibus lotado a esmagou, quando passava por lá.
Desta estória, nem sequer uma rosa sobrou, um pássaro cantor que alegrava a vida dos casais de namorados no parque do Ibirapuera, morreu para ajudar um verdadeiro amante a salvar seu amor, mas seu sacrifício foi em vão, porque na verdade, o amor não existia, era fruto da imaginação. O coração de um rapaz foi partido, ele sofreu muito e a dor dele foi quase insuportável, mas ele amadureceu. Ele compreendeu ao longo da vida, que existe uma enorme diferença, entre um amor e uma paixão, e que muitas vezes, levados pelo delírio do apelo sexual, pelos instintos e seus desejos desenfreados, que nos obcecam e nos entorpecem, como drogas poderosas das quais criamos dependência física e psicológica, somos levados a crer que amamos, mas o que ocorre na verdade, é que confundimos nossos sentimentos, com resultados imprevisíveis, muitas vezes desastrosos, mas que principalmente, ficamos cégos, não de uma cegueria de origem física, mas é uma incapacidade de se ver diferente, porque ela nos deixa enxergar o que se passa à nossa volta, mas não o que há na verdade, dentro de nossos corações. Neste tumulto de sentimentos e emoções, o cérebro, desprovido do conhecimento do que realmente há dentro de nossos corações, não consegue diferenciar o bem do mal. Ele se perde entre a realidade da fantasia, mas a coisa mais importante de todas, é que ele não consegue compreender, nem discernir, qual a diferença que há, entre o amor e a paixão.
A roseira, bem, ela ainda existe até hoje, em algum lugar escuro do parque do Ibirapuera, ela nunca mais floresceu e a fonte, ela ainda dança, tal qual uma bailarina, ao som das mais belas músicas, alegrando a todos que freqüentam o lugar. Ela é tão linda, que à noite, quando iluminada, é uma visão maravilhosa, difícil de se esquecer quando se vê. Tudo lá permanece igual, os mesmos lagos, as mesmas arvores, as mesmas flores, as mesmas aves e os mesmos animais, as pessoas vão até lá todos os dias para caminhar, para andar de bicicleta, para correr ou apenas relaxar, mas para a tristeza dos namorados, lá não mais existe, desde aquele dia fatídico, um pássaro muito especial, um pequeno cantor, um ser romântico e fiel aos verdadeiros amantes e que a vida inteira acreditou no amor. Por causa de um equivoco fatal, cometido por aqueles que não conseguiram reconhecer a diferença, entre o amor e a paixão, já não se ouve mais nas arvores do parque, o canto mágico e romantico, do pequeno Sabiá.

Autor: José Aráujo

SE EU MORRER ANTES DE VOÇÊ :DÉA

AS DESPEDIDAS DA VIDA HILARIO NÉ? :DÉA

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AMOR E MÓRTE UMA HISTÓRIA :DÉA

Amor e Morte - Um jeito diferente de contar história

Prefacio

Essa história marcou os homens
E tambem marcou as flores
Espalhou divinas tristezas
Aliviando e trazendo dores

Dois amantes que se adoravam
Separados ao relento
Um amor desistido
Levado junto a esperança com o vento

O impossivel se tornaria real
E o imaginario apareceria
Um amor Surreal
Que com o tempo desmonaria

Corações ao longo do tempo separados
Se encontram novamente
E morrem juntos apaixonadamente

História triste e emocionante
Que ao contrario d'outras
Não teve fim triunfante

Quem quiser a história continuar
Basta pelo tempo caminhar
Que o vento um dia há de lhe contar   :DÉA