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3 de fev de 2011

DIAMANTE ARRANHADO/Alberto Leal Medeiros/DEA

Diamante Arranhado

Em uma rocha solitária,
Fui encontrado,
Com muito carinho retirado,
E apaixonadamente lapidado.

Diante do meu brilho estrelado,
Aproximou-se um olhar fascinado.
E encantado pela beleza somente exterior,
Passei a refletir o amor.

Abandonado e pisado,
Virei pedra arranhada,
Perdendo a transparência,
De um diamante lapidado.

Mesmo rejeitado,
Escondo o brilho do passado,
Esperando o dia em que serei encontrado,
Por outro olhar tão encantado,
Que me transformará num diamante lapidado.

ESPELHOS/Alberto Leal Medeiros/DEA

Espelho

Olho diante do espelho e nada vejo,
Lutei, chorei e sobrevivi,
Para chegar a lugar algum.

Acreditei que poderia mover montanhas,
Superar o impossível e ser meu próprio herói.
Mas nesta vida que a tudo contamina,
Nem mesmo a mais pura das almas sobreviveria.

Aquela criança que salvaria o mundo, sucumbiu à realidade.
Gritando com a alma sem que ninguém ouvisse,
Talvez porque o mundo seja surdo, ou talvez eu.

Tantas vezes quis fugir sem saber para onde,
Mas acabei por me iludir acreditando que tudo poderia mudar.

Caído diante deste espelho sem reflexo,
Aguardo o descanso do qual tanto medo tenho.
Quem sabe por acreditar que tudo possa recomeçar,
E como criança, eu mais uma vez possa sonhar.

DELIRIOS/Alberto Leal Medeiros/DEA

Delírio

Foi a imagem mais bela que já vi,
Quando em seu quarto entrei,
Com um lençol sobre a cintura,
Lá estava você completamente nua.

Dormindo com uma paz que parecia me chamar,
Seu sangue brilhava no escuro,
Tal qual meus olhos a te desejar.

Imaginei quantos sabores a me saciar,
Conheceria cada milímetro de seu corpo,
Sentiria a grandeza de ter você só para mim,
Era um paraíso a me completar.

Ao te penetrar pela primeira vez,
Não acreditei no que sentia,
Foi prazer puro e cristalino,
Contaminado pelo seu, meu sangue fervia.

Ao final daquela noite,
Parti sentindo o triste sabor da saudade,
Mas com a certeza de que outras noites viriam,
Antes de nascer a solidão da claridade.

zzzzzzzzzzzzzzzzzz

FUGA/Alberto Leal Medeiros/DEA

Fuga

Cansado e maltratado,
Perdi a inspiração.
Choro a dor do vazio,
Derrotado pela razão.

Volto ao abrigo seguro,
Fugindo da batalha que não pude vencer,
Escondido onde não posso ser visto,
Protegido por um novo ser.

Não mais poderei gritar,
Nem mesmo te socorrer,
Pois agora quem manda,
É um novo ser.

LINHAS DO DESTINO/Alberto Leal Medeiros/DEA

Linhas do Destino

Às vezes acho que a vida não tem graça,
Que tudo é requentado e só mudam os rostos e gostos.
Mas quando conheço pessoas como você ...

(inspiração)

Bem no fundo ...
Somos anjos alados,
Saltando entre linhas do destino,
Alterando o equilíbrio e redefinindo a razão.

Diante de nós,
Tal qual um castelo de cartas,
Cai toda a lógica da vida.

Curvamos linhas que ficariam retas,
Juntamos outras que seriam separadas,
Terminamos algumas que continuariam.

Somos Deuses do imprevisível,
Criadores de novos e desconhecidos futuros,
Eterna fonte das emoções.

DEUSA HUMANA/Alberto Leal Medeiros/DEA

Deusa Humana

Nunca a toquei, nem mesmo a vi,
Mas posso imaginá-la flutuando entre os mortais,
Deusa humana, cuja luz invisível posso sentir.

Sua luz me indica um caminho desconhecido, fascinante e libertador,
Por onde deverei seguir em busca de seu amor.

Lá chegando, terei meu maior desafio,
Não poderei cegar diante de ti,
Desafiarei as trevas e verei além da sua luz.

Por fim, se realmente forem fortes meus sentimentos,
Terei o poder de ver seu lado humano,
Cujo amor verdadeiro e intocável,
Finalmente será alcançado.

(Alberto Leal - 20 novembro 2004)

ONDAS COLORIDAS/Alberto Leal Medeiros/DEA

Ondas Coloridas

E na onda azul e na onda azul ...
Vem a paixão do Sul !

E na onda rosa e na onda rosa ...
Vem a brisa da costa !

E na onda verde e na onda verde ...
Vem a saudade com sede !

E na onda vermelha e na onda vermelha ...
Vem a flor que te espelha !

E na onda branca e na onda branca ...
Vem a paz que encanta !