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21 de out de 2009

AINDA VIOLENÇIAS INFANTIS :




Brasília, segunda-feira, 06 de abril de 2009

O país estuprado

Dioclécio Campos Júnior
Médico, professor titular da UnB e presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria
dicampos@terra.com.br
Muito se fala. Pouco se faz. A violência triunfa soberana todos os dias. Os requintes aprimoram-se, avançam em criatividade mórbida. O susto e o pânico irmanam-se na incredulidade. Rostos estupefatos juntam-se nas fotos. Olhares de desespero delimitam feições patéticas. O medo condiciona comportamentos. O pavor incontido contagia os gestos. O horror corrompe os ambientes, desequilibra pessoas, alimenta o metabolismo da tragédia.

Não há um só dia em que a degradação humana deixe de comparecer ao noticiário da imprensa brasileira. É o crime, nas mais diversas versões e terríveis falências da ética, a mostrar presença constante no âmago de uma sociedade que se recusa a pensar. Da miséria à fome, da pedofilia à corrupção política, da facada ao estupro, passando pela bala perdida, não há limite para a maldade que cerca o cidadão deste país.

Boa parte das famílias já experimentou a dor lancinante, a humilhação inesquecível de ver entes queridos mortos, mutilados ou violentados pela sanha da delinquência que se alastra nas cidades. As vítimas visadas são as mais fracas, mulheres e crianças. Prostituição infantil, pedofilia e estupro estão na ordem do dia, na pauta dos jornais, na agenda dos criminosos. Enquanto isso, as discussões de autoridades encarregadas dos destinos do país permanecem centradas nas sístoles e diástoles da economia. É o único assunto que lhes interessa no momento. A formação da cidadania em bases educativas, morais e éticas respeitáveis fica para depois, a distância, em segundo plano. A saúde financeira, abalada pela anemia dos investidores, é a preocupação prioritária, mesmo com todas as desigualdades sociais que não se desfazem há mais de 500 anos.

A maioria das crianças brasileiras, nascidas em berço pobre, cresce sem proteção, em locais desfavoráveis, exposta a todos os riscos imagináveis, além daqueles não imagináveis que surpreendem diariamente pela perversidade inaudita. A sobrevivência de seres nas fases mais tenras da vida depende do trabalho dos pais, que ficam obrigados a se ausentar de casa. Sem alternativa, deixam os filhos entregues à própria sorte, sob os cuidados de irmãos igualmente menores ou de babás vizinhas sem qualquer preparo para tamanha responsabilidade. Faltam creches e pré-escolas onde essas crianças possam ser acolhidas, estimuladas, nutridas e educadas apropriadamente, como aquelas nascidas em berço esplêndido. Desprotegidas, vivem à mercê do acaso. Vulneráveis, são alvos de crueldades devastadoras. Abandonadas, mergulham no fundo do poço. Esquecidas, perdem-se nos descaminhos da marginalidade. Humanas, são tratadas como vira-latas. Chegam à juventude sem identidade, sem referências, sem amanhã. Têm como dimensão existencial apenas o hoje. Duro, adverso, hostil, injusto.

Por seu lado, o modelo econômico em vigor transforma todas as atividades em negócio. O sexo tornou-se forte objeto de consumo. A indústria do setor agiganta-se. Cria mercado em todas as faixas etárias. Promove erotização precoce, veste as meninas com trajes de mulher em idade fértil, ensina-lhes os gestos sensuais e as maquiagens de modelo. A internet favorece a carreira dos consumidores do mercado que prostitui e violenta crianças. Estupradores andam soltos em busca da vítima mais próxima. De preferência as mais frágeis, incapazes de reagir. Assim se forma o cenário propício aos abusos de toda ordem, com os quais as famílias ainda não atingidas habituam-se. Não reagem.

A educação infantil de qualidade para todos, caminho ideal para reduzir comportamentos antissociais, é proposta que não sensibiliza porque levaria a uma sociedade igualitária. Não há PAC para privilegiar a infância carente. Os investimentos só se fazem em obras e projetos que não reduzem o fosso entre ricos e pobres. Nunca se desrespeitou tanto a infância, período nobre da espécie destinado ao desenvolvimento do cérebro, evolução que só se alcança pela ternura lúdica do brincar, pelo calor do afeto verdadeiro, pela linguagem da imaginação criativa, pelo estímulo da compreensão generosa.

Negar às crianças pobres o direito de acesso à educação infantil qualificada é violência de impacto mental e social comparável à do estupro. Agride o ser humano na estrutura mais profunda da personalidade em formação. Equivale a violar a nação no íntimo de sua integridade infantil florescente, envergonhando-a com cicatrizes sociais incuráveis. É o Brasil estuprado pela violência da iniquidade que não se resolve com as medidas protelatórias de sempre.

Um abraço. DA VALL/AVÍÃO E PENSEM MUITO NISSO NÃO FAÇAM COMO EU FIZ  UM DIA E LÉVO ISSO NA CONCIENCIA ATÉ HJ NÃO ME PERDOO E NEM PERDOO A ELE ,APENAS CARRÉGO MINHA CULPA CALADA E DENTRO DE MIM MESMA  :DEA

VIOLENÇIAS CONTRA CRIANÇAS E ESTUPROS INFANTIS:


Síndrome da Criança Abusada e Negligenciada
Dr. Hélio Oliveira Santos


Síndrome da Criança Abusada e Negligenciada

A violência direta contra a criança pode ser conceituada sob dois aspectos.
Um primeiro aspecto, quando o agente agressor é abrangente, traduzindo situações, fatos ou atitudes que redundam em alterações corporais, mentais e sociais, reversíveis ou irreversíveis, podendo ser considerado como um acidente não intencional, porém previsível. Geralmente não se individualiza o agente, ficando a responsabilidade diluída na comunidade, geralmente com a participação e conivência muitas vezes do Estado, que decididamente participará das linhas obscuras da História.
São exemplos de situações de violência cuja principal vítima é a criança:
• os altos índices de mortalidade em crianças menores de 5 anos nos campos de refugiados no Paquistão, cuja mortalidade é a mais alta do mundo (mais de 225/1.000 menores de 5 anos), tendo como causas disenteria, malária, tuberculose, tétano, entre outras tantas.
• Bhopal, na Índia: contaminação ambiental do gás metilisocianato com intoxicação de uma parcela de 200.000 pessoas, constituída de um grande contingente de crianças e adolescentes, bem como de mulheres grávidas. Hoje, diagnosticam-se situações de más-formações naqueles nascituros que resistiram ao efeito tóxico do gás.
• Etiópia: a inanição, devido à falta de alimentos provocada pela seca, contribuiu com 300.000 mortes, com predomínio de crianças vitimadas por disenteria, tifo, febre recorrente provocada por piolhos, todas enfermidades evitáveis, desde que preenchidas as necessidades básicas de alimentos, vacinação, medicamentos e ajuda econômica. Outro exemplo similar em nosso país é a desnutrição grave no Nordeste em época de seca, redundando em morte infantil por inanição.
• Kumamoto (Japão): contaminação mercurial de um lago, contaminando, assim, moluscos e mariscos nos anos de 1953 a 1965. As crianças que se alimentavam dos mesmos desenvolveram seqüelas como surdez, retardamento mental e muitas não sobreviveram.
• a oferta no mercado, controvertida e polêmica, de leite com radioatividade após o acidente nuclear de Chernobyl, com riscos futuros imprevisíveis para a criança.
• as mortes provocadas por sarampo, atingindo comunidades indígenas, devido ao contato com o branco, de forma desorganizada e muitas vezes irregular, são também exemplos marcantes de violência contra a criança.
A segunda forma de abordagem do problema de violência direta contra a criança se relaciona a um conceito no qual se busca individualizar o agente, como uma pessoa, considerando-se os efeitos da mesma. Dessa forma, a violência é conceituada como um conjunto de alterações somáticas, mentais e/ou sociais apresentadas pela criança quando sujeita a acidentes do tipo intencional.
Os maus-tratos mais freqüentemente impostos às crianças são as agressões corporais, os abandonos intencionais, temporários ou permanentes, os abusos sexuais, as intoxicações ou envenenamentos, raptos, entre outros mais inusitados.
A síndrome dos maus-tratos na infância é relatada na literatura médica das formas mais diversas: a criança abusada e negligenciada, Síndrome do Bebê Espancado (SIBE), Trauma X, entre outras. Historicamente, é a partir do Dr. Kempe, da Filadélfia, em 1962, que se reconhece a Síndrome da Criança Espancada.
Os maus-tratos na infância são geralmente impostos pelos próprios pais ou responsáveis, presentes indistintamente em todas as categorias socioeconômicas, não respeitando credo, raça ou cor. Em nosso meio, qualquer tentativa de imputar maior freqüência da situação de violência contra a criança à classe pobre ou ao negro é, no mínimo, um desconhecimento da distribuição de nossa pirâmide social injusta, constituída de uma base larga com predominância da categoria socioeconômica mais pobre, bem como da etnia, em nosso país, representada pela raça negra. Qualquer afirmativa nesse sentido seria mais um estigma nas costas da população pobre e um reforço à discriminação em nosso meio.
Os fatores de risco a que estão submetidas as crianças vítimas de maus-tratos são os de ordem física, como por exemplo, a contaminação ambiental atmosférica, uso abusivo e indiscriminado de agrotóxicos, ruído exagerado, poluição dos rios e mananciais. Individualmente, são as intoxicações provocadas intencionalmente pelo uso de álcool, cola de sapateiro, tóxicos, envenenamentos por medicamentos. Os fatores de risco sociais podem estar relacionados à privação familiar por abandono temporário ou permanente, à privação de alimentos ou medicamentos em caso de doenças infantis, a estímulos distorcidos provocados por pais com distúrbios comportamentais ou toxicômanos. Sabe-se que a ausência dos pais ou responsáveis, ou a presença, com estímulos excessivos e anômalos, podem contribuir para um distúrbio neurológico na criança, variável desde uma dificuldade de aprendizagem até um retrato mental moderado ou grave.
Situações como a privação de alimentos podem redundar em desnutrição importante; e a privação de medicamentos, em internações e mesmo morte infantil.
As situações de risco psíquicas podem estar relacionadas a alterações na psique dos familiares envolvidos com a agressão à criança, bem como estar presentes na própria vítima. No primeiro caso, podemos encontrar um distúrbio mental ou uma alteração comportamental em um dos pais, com conseqüente desencadeamento de um ato de agressão por parte do mesmo. Tal situação poderá contar, como fator desencadeante, com o uso de bebidas, tóxicos ou com situações de stress como o desemprego, trabalho excessivo, separação ou brigas familiares, morte de um dos cônjuges.
Todos esses fatores de risco (físico, social e psíquico) geralmente se apresentam integrados a situações como espancamentos, estupros e sevícias sexuais contra a criança.
A privação de afeto encontra-se presente em nossa sociedade de forma preconceituosa, considerando-se, na classe pobre, o abandono da criança, no lar, como um exemplo de negligência, sem a atenuante da falta de responsabilidade do Estado, na garantia de creches e pré-escolas gratuitas à comunidade. Tal situação, aparentemente, aponta como muito comum, na população pobre, a privação de afeto, quando na verdade, está presente comumente nas classes média e rica, motivada pela inclusão de ambos os pais na competição de mercado, por causa de uma sociedade consumista que tende, inclusive, à negação do amor.
Para a criança ser vítima de negligência, há necessidade de interação de dois fatores importantes que são as situações de crises, como desemprego, frustrações, divórcios, etc., e o fator tolerância cultural, presente nos dias de hoje na média do senso da nossa população, ainda acostumada ao castigo físico como procedimento educativo, dentro de uma estrutura de poder autoritária, que desconhece a figura da criança como um ser livre, com direitos à integridade biopsíquica e social. Tal situação é mantida pela figura do pátrio poder, que permanece intocável, bem como pela assimilação de costumes reforçados nas escolas arcaicas e no cotidiano da vida do casal.
Uma afirmativa freqüente é a de que "um tapinha na criança não faz mal e freqüentemente resolve". Tal assertiva não se justifica, desde que um tapinha todos os dias, 365 dias ao ano, teria praticamente o mesmo efeito que um pingo de água ininterrupto na cabeça de um adulto impedido de se defender. A violência, dessa forma, contra uma criança é uma verdadeira tortura!
Em pesquisa recente entre adolescentes, observou-se que estes consideravam o castigo ou punição física um instrumento corretivo de forma freqüente, sendo, por vários deles, considerado como forma de se obter um resultado satisfatório, como processo disciplinar.
Existem situações específicas de privação alimentar e de medicamentos, que geralmente são imputadas a causas sociais. No entanto, freqüentemente, nos deparamos com tais situações de violência contra a criança, impostas pelos pais, tendo como objetivo a exploração econômica com vista à obtenção de esmolas; já presenciamos um caso, no qual uma das crianças era mantida em condições de subnutrição para acompanhar a mãe nas visitas periódicas de coleta de suprimentos e dinheiro.
Com relação à privação de medicamentos, não são um fato infreqüente as internações ou até reinternações devido à não-ministração de medicamentos receitados (embora distribuídos gratuitamente nos locais autorizados), com o objetivo de internar novamente a criança, desobrigando-se socialmente da mesma.
Um exemplo que reforça a busca de um fator de risco, excluindo-se o social, é o caso de um excepcional deixado pelo familiar durante três dias fora de casa, sem alimentos, exposto ao frio, no sentido de antecipar a morte do mesmo. Este episódio era estranho, tendo em vista que a criança excepcional é geralmente tratada pelos pais de uma forma até diferenciada, quando comparada com as demais crianças da família. É aquela mais protegida, mais bem vestida e mais bem cuidada. Tratava-se, nesse caso, de um distúrbio psiquiátrico presente nesse familiar, como predisponente de maus-tratos.
Do total de violências cometidas contra menores, cerca de 10% correspondem aos abusos sexuais, caracterizados por estupro, atentado ao pudor, sevícias, etc. Trata-se de um grave problema, geralmente ocorrendo dentro da relação menor/família e subestimado na literatura.
Vários fatores são imputados como predisponentes dos abusos sexuais no nosso meio: a promiscuidade familiar nos locais de baixa renda, falta de estímulos ao lazer, uso de tóxicos, bebida alcoólica, entre outros. No entanto, o componente mais importante como desencadeante é, possivelmente, a deterioração da saúde mental, presente em qualquer nível socioeconômico, ocorrendo de forma inaparente e concorrendo para a manutenção de uma agressão crônica, silenciosa, redundando em seqüelas físicas e mentais permanentes.
Os atos de abusos sexuais, dependentes de uma ação abrupta, com participação de estranhos, na maioria das vezes são acompanhados de agressões corporais, freqüentemente graves, quando não fatais.
No primeiro caso, em que o agente agressor geralmente pertence à família, sendo os próprios pais ou responsáveis, o diagnóstico é difícil, dependente inclusive de um posicionamento de ruptura da passividade de um dos cônjuges ou mesmo da vítima. Num momento, a situação torna-se insustentável do ponto de vista social e/ou cultural, ou a agressão é de tal monta, que desencadeia um processo de delação na busca da integridade física do menor.
Devido à convivência crônica e passiva com tal situação e ao desconhecimento da comunidade, ou rejeição, existe um sub-registro dos casos. Associa-se a este fator, a dificuldade de comprovação de formas de abusos sexuais, como as sevícias, atos de libidinagens, o sexo oral, e outros não detectados fisicamente, sendo, muitas vezes, desacreditadas as afirmações da criança, bem como não aceitas culturalmente por parte dos profissionais.
Em casos de crianças vítimas de abusos sexuais, existe um preconceito similar ao existente com mulheres submetidas a estupros. Geralmente, não se dá crédito ao relato da criança, sendo considerado como fruto da imaginação ou fantasias sexuais.
Há necessidade do reconhecimento de que a situação é grave e freqüente, de que a criança tem real capacidade de concretizar situações geradoras de desconforto e de se rebelar conscientemente contra tais abusos. Em caso de dúvidas, buscar aferição objetiva por meio de técnicas, valorizando-se fatos relatados.
Lacassagne, catedrático de Medicina Legal da Universidade de Lyon, publica, em 1886, um artigo, "Atentados ao pudor contra meninas pequenas", em que assinala que 2/3 dos casos, quando repetidos ao longo de um grande período, podem não deixar absolutamente nenhum vestígio. O autor faz um ato de fé na veracidade da criança com o seguinte exemplo: "um homem foi acusado, em 1884, de ter tentado estuprar duas meninas, uma de nove e outra de doze anos. Ambas alegavam que tinha algo de colorido (uma dizia que era azul-claro, a outra, que era vermelho-claro) no seu pênis. O tribunal encarregou Lacassagne de examinar o acusado. Efetivamente, o homem tinha uma tatuagem desenhada no pênis representando um demônio de chifres, cujas bochechas e lábios estavam pintados de vermelho."
A prevenção das situações de abusos sexuais é de difícil realização, correspondendo a uma das metas prioritárias nos países desenvolvidos, na busca da diminuição dos maus-tratos na infância. Nos Estados Unidos, campanhas nas ruas, nos ambientes públicos, cuja freqüência de crianças é numerosa, nos meios de comunicação social, dão conta da importância do tema. Os meios educativos de massa, bem como a orientação individual em família, são os mais utilizados.
Em relação aos abusos sexuais proporcionados por estranhos, há necessidade do desenvolvimento de estratégia de detecção de fatores de risco, relacionados ao ambiente, situações de aliciamento, bem como métodos de segurança do Estado e da própria comunidade que previnam os abusos sexuais contra a criança.
A reabilitação de vítimas de abusos sexuais na infância é difícil. Geram, no futuro, pacientes adultos, acompanhados em clínicas psicoterápicas, com enfermidades psíquicas sérias; em clínicas psicossomáticas, pois que tais situações passadas, somatizadas no presente, apresentam como efeitos adultos ulcerosos, com enfermidades digestivas e cardiocirculatórias; ou serão agentes agressores, colaboradores no fechamento do ciclo de violência.
O rapto, relacionado com a violência contra a criança na relação menor/família, diferentemente do rapto criminal para extorsão, associa-se geralmente à briga dos direitos dos pais, quando em litígio judicial, pela guarda das crianças. Em algumas situações abordadas, encontrou-se um dos cônjuges como portador de uma psicopatia associada a um comportamento agressivo, com riscos para a criança. A atuação por vezes foge à jurisdição estadual ou mesmo nacional. Chamamos a atenção para as situações de raptos criminosos, realizados por quadrilhas organizadas com o objetivo de venda de crianças para adoção internacional, ou mesmo tráfico de crianças para prostituição infantil.
As agressões corporais são as mais freqüentes formas de violência direta contra as crianças, sendo atendidas em prontos-socorros, encaminhadas para o Instituto Médico Legal ou Juizado de Menores.
Os casos registrados correspondem somente a 1/4 ou 1/5 dos que ocorrem na comunidade, geralmente graves, necessitando de cuidados especiais. Freqüentemente retornam a seus lares, incorrendo em riscos de 50% de reincidência, 25% de dano cerebral e 10% de risco de vida. Muitos casos de agressões corporais em nosso meio, atendidos em prontos-socorros ou internados em hospitais, não são registrados oficialmente. As razões médicas de falhas em registros são as seguintes:
• o profissional médico não faz o diagnóstico por desconhecimento. Muitos casos de queimaduras, entorses, fraturas de crânio ou ossos longos, ferimentos de couro cabeludo, são confundidos com simples acidentes não intencionais. Serviços de urgência traumatológica nos Estados Unidos apresentam estatísticas de até 30% de fraturas de ossos atendidas, tendo como causa os maus-tratos.
• o médico rechaça a hipótese de maus-tratos por razões culturais. A criança chega, às vezes, ao pronto-socorro, com sangramento vaginal ou lesão vulvar semelhante à doença venérea e não se pesquisa a causa, pois o profissional, por razão cultural, despreza a possibilidade de um abuso sexual.
Ajuriaguerra, in Manual de psiquiatria infantil, afirma que os atentados contra a criança são camuflados por uma aura de respeitabilidade familiar, tornando sua aceitação difícil, estando, outras vezes, as acusações das crianças, sujeitas à caução.
Falta de consciência social, não aceitando como obrigação, sua notificação. Convém esclarecer que a notificação de violência contra a criança é compulsória em cerca de cinqüenta Estados americanos, cabendo ao profissional médico, o qual tem imunidade civil para tal. Em cerca de dezenove Estados americanos, a denúncia cabe a qualquer pessoa da sociedade, desde que haja razoável suspeita.
O boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a classificação de doenças em português, de maio/agosto de 1986, mostra a preocupação com tal fato: "... Com grande preocupação e pesar toma-se conhecimento de que os maus-tratos na infância se constituem em importante fator de mortalidade e morbidade nos primeiros anos de vida. Também denominado como Síndrome da Criança Espancada (battered child), os casos conhecidos representam apenas a quarta parte daqueles que realmente ocorrem nas comunidades."
Pretendeu-se chamar a atenção das Secretarias de Saúde para a realização de análise criteriosa de óbitos de crianças falecidas por causas violentas. Muitas dessas mortes, se adequadamente investigadas, podem revelar-se como devidas a maus-tratos e classificadas na categoria E967 Síndrome da Criança Espancada e outras formas de maus-tratos.
Recentemente, a título exemplificativo, um artigo intitulado Maus-tratos na infância uma proposta de atuação multidisciplinar a nível regional, descreveu os casos de maus-tratos atendidos no Instituto Médico Legal de Campinas, São Paulo, de janeiro de 1982 a julho de 1985. Informaram os autores (A. F. B. Palhares, H. O. Santos e Olívio, L.) que nesse período foram atendidos 1.251 casos, dos quais 104 com óbito. Os óbitos ocorreram: 28 em 1982, 26 em 1983, 34 em 1984 e 16 entre janeiro e julho de 1985.
A publicação Estatísticas de Saúde, Brasil 1982 anota apenas dois casos de óbito incluídos como Síndrome da Criança Espancada, número este muito pequeno, considerando-se que, apenas em Campinas, nesse ano, foram encontrados 28 óbitos devido a esta causa. Para o Estado de São Paulo, a mesma publicação apresenta 97 óbitos ocorridos em crianças de até 14 anos classificados como homicídio.
Tais dados fazem supor que dois tipos de problemas estejam ocorrendo: 1. Omissão, por parte do médico, da caracterização do diagnóstico da Síndrome da Criança Espancada; 2. Codificação inadequada da causa de morte que, pelas suas circunstâncias, pode estar sendo classificada em outra categoria do agrupamento de mortes intencionais ou, de modo menos próprio, no agrupamento das lesões em que se ignora se acidental ou intencionalmente infligidas.
Com a finalidade de orientar a classificação adequada de tais óbitos, reproduzimos critérios utilizados pelo Centro Nacional de Estatísticas de Saúde dos Estados Unidos e citamos no Manual de Instruções do Sistema ACME.
Codifica-se na categoria E967 Síndrome da Criança Espancada e outras formas de maus-tratos quando a idade do falecido for menor de 18 anos e a causa da morte satisfizer os seguintes critérios: 1. O médico atestante informa maus-tratos, espancamento ou outra violência análoga, mesmo que não esteja assinalado o homicídio; 2. O médico atestante informa homicídio e lesão ou lesões com indicação de estas terem ocorrido mais de uma vez, isto é, lesão atual acompanhada de lesões antigas ou curadas, consistentes com história de maus-tratos; 3. O médico atestante especifica homicídio e lesões múltiplas consistentes com hipótese de espancamento e não há possibilidade de inferir-se com segurança ter havido agressão por parte de colegas, intruso ou pessoa estranha à criança.
As mortes, nas idades inferiores a 18 anos, para as quais existe especificação de homicídio, de lesão como episódio isolado e sem indicação de maus-tratos anteriores, não devem ser classificadas em E967. São excluídas, assim, as mortes devidas a lesões resultantes de ferimentos por tiros, arma branca, enforcamento e briga; ou ainda com envolvimento em roubo ou outro crime. Não se pode supor que tais lesões tenham sido produzidas simplesmente por castigo ou maus-tratos.
Diante de uma situação de forte suspeita de maus-
tratos, deve-se solicitar ajuda do médico legista da cidade ou da assistente social e/ou psicóloga do hospital. Em visita domiciliar com parentes e vizinhos, é possível a obtenção de informações que venham a completar a observação médica. A anamnese realizada com o(s) acompanhante(s) e o contato com os pais são de muita valia na confirmação diagnóstica.
Após suspeita levantada, comunicar à autoridade policial para boletim de ocorrência e encaminhamento de relatório ao Juizado de Menores e Curadoria local.
O médico normalmente não se pronuncia em casos de maus-tratos por razões éticas, pelo contato estreito com a comunidade; medo de revanchismo contra bens, família ou contra si; medo de aparecer na imprensa; temor de transtornos legais e acusação de falsa denúncia; temor de comparecimento ao tribunal com perda de tempo profissional. A experiência nos tem comprovado que não se concretizam as diferentes ameaças propostas pelo agente agressor.
Esses temores devem ser vencidos, tendo em vista a necessidade crescente de sensibilizarmos outros profissionais da área da saúde e membros da comunidade para essa importante luta em prol da proteção integral à criança. O autor, quando iniciou o trabalho com crianças internadas vítimas de violência no Hospital Infantil Álvaro Ribeiro de Campinas, SP, em 1978, participava pela primeira vez das páginas policiais de um jornal local. Tratava-se de uma criança espancada severamente pelo responsável, redundando em rotura intestinal por trauma abdominal provocado por um pontapé.
Com relação ao tempo despendido na delegacia como testemunha, há necessidade de uma interação com a autoridade policial, no sentido de não ser prejudicado profissionalmente.
Em resumo, os fatores de sub-registros são os de ordem médico-profissional, de ordem cultural e de ordem legal, já que não existe a notificação compulsória aberta à comunidade, para qualquer membro da mesma. Há necessidade de que tal notificação seja acompanhada de garantia do anonimato para maior eficácia. Todos os órgãos oficiais de atenção ao menor (hospitais, Juizado e Curadoria, Instituto Médico Legal, delegacia de Menores, entre outros) deveriam contar com anuário estatístico no sentido de um diagnóstico adequado dos maus-tratos na infância. Finalmente, há necessidade de uma maior experiência e agilização jurídica para ação perante a vítima e o agente agressor, buscando, ao máximo, a manutenção da integridade familiar e uma atenção multiprofissional. É necessário, ainda, um suporte com lar temporário ou definitivo à criança vítima de graves lesões, impondo-se, todavia, programas de reintegração familiar, com leis específicas de caráter não punitivo.
Dr. Hélio Oliveira Santos
(Médico-Pediatra. Professor de pediatria da
PUC Campinas, ex-diretor do CRAM).
Artigo publicado em 1998 na obra editada pela
Copola Editora, Medicina legal para não legistas.



Matéria publicada em 01/03/2000   - Edição Número 7

 

    FINAL DA HISTORIA DE MEU BEBE PREMATURO :

    ESTE É MEU ANJO DA GUARDA GABRIEL  E EU TE AMO FILHO COM TDS AS FORÇAS DO MEU CORAÇÃO  MAMÃE VALL / OU TUA PRETA KKKK BJUSS MIL FILHO LINDO

    QD VOLTEI AO HOSPITAL , FUI CORRENDO ENTREGAR AS ROUPINHAS NOVAS A MOÇA PRA TROCA-LO E EU PODER IR PRA CASA LOGO , MAS O MEDICO ME DISSE OLHA MÃE TEU FILHO NÃO PODERA IR DE ONIBUS NÃO , NEM  VC TOSSIR OU DEIXAR ALGUEM RESPIRAR PERTO DELE , POIS ELE PODERA PEGAR UMA INFECÇÃO MORTAL E SEM CHANCES DE VIDA DE NOVO SERA MORTE CERTA , EITA LELE ,  MESMO ASSIM NAO LIGUEI , O PEGUEI NO COLO , AQUELA COISINHA FEIA  E MAGRELO KE DOIA AFIIIII E FUI A PÉ MESMO , POIS JA ESTAVA ACOSTUMADA MESMO A IR E VIR POR 90 DIA A PÉ , DUA VZS AO DIA ,  ENFM MEU FILHO , MEU AMADO FILHO ESTAVA EM NOSSA CASA ,JUNTO COMIGO E  A MILA , E CAROL , ENQUANTO O  PAI  ESTAVA NA PRAIA COM A AMANTE , NESTES TRES MESES ELE SO VEIO VISITAR BIEL NO HOSPITAL   NO DIA QUE ELE NASCEU E , + UMA VEZ QD SOUBE QUE ELE PODERIA MORRER , AI AINDA ME DISSE ESTAS PALAVRAS : NÃO É MEU FILHO , NÃO MESMO , POIS FILHO MEU NÃO NASCERIA ASSIM COM TDS ESTES PROBLEMAS , OLHA A CAMILA ELA SIM , É MINHA FILHA POIS NASCEU LINDA E FORTE, EITA COMO CHOREI OUVINDO AQUILO DELE , LOGO PRA MIM , QUE  APESAR DE TD NUNCA O  TRAI NEM EM PENSAMENTOS,MAS COMO SEMPRE ME CALEI COMO ERA MEU COSTUME ANTES , EU ODIAVA BRIGAS E DISCUSSÕES, DEIXEI QUE ELE PENSASSE O QUE QUISSESSE DE MIM OU DO BEBE .    O IMPORTANTE ERA MEU FILHO VIVO , O RESTO A MIM NADA DIZIA ,  BOM  AMIGOS E AMIGAS ESTA FOI A HISTORIA VERDADEIRA DE UM DOS MEUS BEBES , E EU SEI MUITO BEM POIS VIVI NA PÉLE COMO  VIVE OU PASSA UMA MULHER  ,MÃE DE UM BEBE PREMATURO , PORTANTO DEEM FORÇAS A ELAS CERTO ? SEMPRE, AMOR CARINHO E COMPREENSÃO NESTAS HORAS VALEM MUITO , POIS EU SEI O QUANTO QUIS TD ISSO DE ALGUEM E NÃO ENCONTREI , BJUSS MILL VALL/AVÍÃO

    A PROMÉSSA E A RESPOSTA DE DEUS E SÃO JUDAS TADEU :

    SMPRE HAVIA OUVIDO FALAREM QUE SÃO JUDAS ÉRA O SANTO DAS CAUSAS IMPOSSIVEIS E ME LEMBREI DISSO E  CHORANDO IMPLORAVA A ELE ,A  JESUS E A DEUS QUE SE ME DESSEM MEU BEBE SÃO E SALVO ATÉ O DIA 28 DO MES  EU O LEVARIA ATÉ AP.DO NORTE E ACENDERIA UMA VELA DO TAMANHO DELE LA . E ASSIM EU IA CONTANDO OS DIAS E NOITES , SEMPRE INDO E VOLTANDO DUAS VZS AO DIA AO HOSPITAL , EM CASA ERA OBRIGADA A TIRAR MEU LEITE ATRAVEZ DE UMA TAL BOMBINHA ,ENCHER 2 MAMADEIRAS E LEVA-LAS AO HOSPITAL PELA MANHA , POIS MEU LEITE DIZIAM OS MÉDICOS ERA O QUE + ESTAVA AJUDANDO MEU BEBE A SE MANTER VIVO E DEUS CLARO , UMA  MANHA AO ENTRAR NO QUARTO VI UM MOVIMENTO JA DO LADO DE FORA ,  ME DESESPEREI   GRITANDO POR MEU BEBE , JA O VIA MORTO , MAS ERAM OS MEDICOS E FREIRAS REALIZANDO O BATISMO DELE , POIS O HOSPITAL ERA DE FREIRAS  E COMO MEU BEBE TINHA QUASE MORRIDO A NOITE ELES RESOLVERAM BATIZALO POIS PRA ELES UMA CRIANÇA NAO PODERIA MORRER PAGÃO , EU DE IMEDIATO OS FIZ PARAREM , NAO DEIXEI BATIZAREM NAO  ,AFIIII  AVISEI QUE DEUS O DARIA BONZINHO PRA MIM , SIM E EU FARIA O BATISMO EM CASA , E ASSIM FOI FEITO PARARAM COM TUDO .  BOM GT   NO DIA 28 DEZEMBRO DE 2004  AS 15 HRAS QD SUBI AO  BERÇARIO QUAL NAO FOI MIHA SURPRESA O MEDICO QUE DAVA ALTAS ESTAVA LA , ME CHAMOU E DISSE VC PODE LEVAR SEU FILHO PRA CASA , EITA NOTICIA BOA ,  MAS LEMBREI QUE NÃO TINHA NADA , PRA VESTIR NELE . NAO PENSAVA NISSO SO EM  TE-LO NOS BRAÇOS , E NEM EM CASA TINHA ROUPA ALGUMA POIS NÃO TINHA GRANA PRA COMPRAR NADA ESTAVA TD  TRANCADO NOS 2 BCS . SEM EU PODER MEXER EM NADA , AI  UMA ENFERMEIRA COM PENA ME DISSO  , OLHA É PROIBIDO ,MAS VOU FAZER ASSIM MESMO .  ENROLO ELE EM UM LENÇOL DO HOSPITAL E VC O LEVA ASSIM MESMO , EU DISSE NÃO , ESPEREM QUE VOLTO JA JA E COM ROUPINHAS PRA ELE ,. SAI DO HOSPITAL AOS PRANTOS  AGRADECENDO A DEUS E A SÃO JUDAS POR ME DEVOLVEREM MEU BEBE BEM NO DIA 28  QUE ERA DIA DE SÃO JUDAS MESMO ,. FUI PRA RUA COM PULSEIRA E TD  DO HOSPITAL NO BRAÇO , EU NAO PODIA TIRAR ELA NÃO , AI VI UMA LOJA DE ROUPAS DE BEBES , ENTREI NA CARA DURA , PEDI O DONO OU GERENTE E A VENDEDORA  FOI CHAMAR . VEIO O DONO , CONTEI MINHA HISTORIA E DE MEU BEBE A ELE E , SEM NEM PISCAR ELE DEU ORDENS QUE ME DESSEM TD O QUE EU PRECISSASSE , QUE BOM , VOLTEI AO HOSPITAL , >>>>>>

    VOLTANDO AO PASSADO

    BOM COMO TDS VCS SABEM UMA SEPARAÇÃO NUNCA VEM TRANQUILA POR MAIS QUE A GT TENTE APAZIGUALA COMO EU FIZ E FAÇO ATÉ HJ , E AO NASCER MEU FILHINHO EU ESTAVA NO  INICIO DA SEPARAÇÃO PRA VALER ,HAVIA SAIDO DE CASA DEIXANDO TUDO LEVANDO APENAS O NECESSARIO PRA UNS DIAS E MINHAS 2 FILHAS , A MINHA BARRIGONA CLARO , QUANDO MEU FILHO RESOLVEU NASCER EU TINHA GRANA E MUITA MAS TUDO  JA EM JUSTIÇA  PRA SER PROVADO QUE ERA MEU E NÃO COMQUISTADO  DEPOIS DO CASAMENTO E ISTO PERDURA AINDA ATÉ HJ , POIS MEU DIVORCIO SAIU MES PASSADO , BOM VOLTANDO AO NASCIMENTO DO MEU BEBE, ELE ESCOLHEU VIR BEM NESTA HORA , QD EU APENAS PODIA PAGAR UM ALUGUEL E NEM ISSO MINHA AMIGA  ACEITAVA , POIS FOMOS MORAR  EM UM APARTAMENTO DELA ,MEU BIEL NASCEU PREMATURO COM 2KILOS E 400 GRAMAS,E SEM PODER RESPIRAR ,MAS NAO ME CONTARAM NADA NA HORA DO PARTO, ME DERAM FOI UMA ANESTESIA SEI LA E DORMI ,ATE O OUTRO DIA, QD ACORDEI VI AS 2 OUTRAS MÃES AMAMENTANDO SEUS BEBES E FUI ME LEVANTAR , PRA SABER DO MEU , LOGO A ENFERMEIRA VEIO E ME DISSE QUE O MEDICO VIRIA FALAR COMIGO ,ESPEREI ,ESPEREI E NADA  JA ERAM DEZ E MEIA DA MANHA DO SABADO  QD O TAL MEDICO VEIO AO MEU QUARTO, E AI ME DISSE TD O QUE ESTAVA HAVENDO COM MEU BEBE ,RESUMINDO , MEU FILHINHO NÃO RESPIRAVA , ELE TINHA FT DE OXISIGENIO DO CÉREBRO PRO CORAÇÃO E VICE -VERSA , E PODERIA MORRER A QUALQUER INSTANTE , EITA ENTREI EM PANICO GERAL ,SEMPRE FUI MOLE E CHORONA , NESTE MOMENTOPIOROU MT , EU SO GRITAVA ,CHORAVA , IMPLORAVA A DEUS E AOS 2 MEDICOS ALI PRESENTES QUE SALVASSEM MEU FILHO   , QUE DEUS O DEVOLVESSE A MIM  BOM , SADIO , MAS QUE TB SE FOSSE DA VONTADE DELE DEUS , QUE O DESSE A MIM COMO QUISSESSE , SÓ NAO O DEIXASSE MORRER , POIS ÉRA TD O QUE EU + TINHA   NO MUNDO ALEM DAS MINHAS DUAS FILHAS .  EMFIM GABRIEL , LEVOU 90 DIAS ENTRE MORRE HJ MORRE AMANHA , E EU SEM QUERER IR PRA CASA NEM TOMAR BANHO  PARECIA UM ROBO , NAO DORMIA QUASE ME ALIMENTAVA NA MARRA, IA A PÉ AO HOSPITAL TDS AS MANHAS  AS 6 HORAS E SÓ VOLTAVA A NOITE .  AI FIZ UMA PROMESSA QUE SEGUE >>>>>

    HJ VAMOS FALAR SOBRE CRIANÇAS PREMATURAS :


    BOA NOITE A TDS VCS QUE ESTÃO ENTRANDO EM MEU BLOG E   ME DANDO FORÇAS PRA CONTINUAR A POSTAR AQUI COISAS QUE POSSAM AJUDAR A TDS OU A APENAS A ALGUNS , OBRIGADA DE CORAÇÃO: BOM EU TENHO 3 FILHOS,  A CAMILA QUE NASCEU LINDA MARAVILHOSA  PESANDO 4 KILOS E AOS EXATOS 9 MESES RSRS , A CAROL  ADOTIVA E MEU BIEL ,MEU ANJO QUE FOI O ULTIMO E DEUS O DEU A MIM EM UMA HORA QUE EU + PRECISAVA NA VIDA ,BOM MINHA GRAVIDES FOI RUIM JA DE INICIO EU PASSAVA ENORMES NERVOSOS E ALEM DISTO TD AINDA HAVIAM OS MEUS PROBLEMAS RENAIS ,  MAS EU  NEM IMAGINAVA QUE UMA GRAVIDES PODERIA SER TÃO DIFERENTE DE OUTRA , A MINHA 1 FOI LINDA ENGORDEI , COMO UMA PATA DE 60 KILOS FUI AOS 98 ÉCAAA , E JA NESTA COM 5 MESES EU PESAVA POUCO + QUE 67 KILOS MINHAS ROUPAS ERAM AS MESMAS DE ANTES , AI COMEÇEI A ESTRANHAR , DEVERIA TER ALGO ERRADO , COMIGO OU MEU BEBE ,ENTÃO COMEÇEI A FAZER EXAMES E EXAMES , E QD ENTREI NO SEXTO MES PARA O SETIMO JA TINHA MUITA DELATAÇÃO E DORES FORTISSIMAS TB BOM BIEL NASCEU EM 23 DE SETEMBRO DE 2004  E UM MES ANTES RESOLVI VIAJAR NESTA EPOCA EU VIAJAVA MUITO , E QD CHEGUEI A CIDADE , TIVE DORES DE PARTO E OS MEDICOS LOCAIS ME FIZERAM ASSINAR MTS PAPÉIS LA E RETORNAR A SAMPA URGENTE , FIZ O QUE MANDARAM RETORNEI  , MAS JA ÉRA TARDE MEU BEBE NASCEU AOS 7 MESES E EXATOS 28 DIAS DE UMA SEXTA FEIRA . GT VCS NÃO IMAGINAM COMO SOFRI E TIVE DORES TERRIVEIS , E MEDO MUITO MEDO , EU NUNCA QUIS SABER SEXO DE MEUS FILHOS ANTES DE NASCEREM NÃO , MAS TINHA CERTEZA QUE DESTA VEZ DEUS ME DARI MEU HOMENZINHO QUE EU TANTO PEDIA , E TEM MUITO MAIS AINDA  PESSOAL AQUI NESTA HISTÓRIA  VOU CONTAR EM PARTES UM POUCO DA MINHA VIDA ,TB POIS EU JA ESTAVA  SEPARADA DE MEU ESPOSO QD FIQUEI SABENDO DA  GRAVIDEZ DE BIEL ,  FOI EM UMA DAS VZS DE INSISTENCIAS DELE PRA VOLTARMOS QUE ENGRAVIDEI , PRA NÃO TORNAR MUITO LONGO CONTO O RESTO AMANHA  BJUSS VALL/AVIÃO

    ATÉ  HJ + TARDE A TDS EU VOLTO PRA TERMINAR ESTE ASSUNTO  QUE FAZ E FEZ MUITAS MÃES SOFREREM COMO EU SOFRI VALL