21 de nov. de 2009
CONCIENÇIA:
Para que o racismo vá embora
Precisamos nessa hora
Termos consciência
De que tanta violência
Só nos leva à decadência Temos que lembrar
Que o negro aqui está
Sempre para ajudar
Nas lavouras trabalhando
Na culinária alimentando
Na nossa cultura sempre aprimorando
A falta de decência quer os negros separar
Dos brancos mas não vai dar
Pois o Dia da Consciência Negra prova
Que no Brasil tudo renova
E todos têm seu lugar.
de Gabriela Gomes
Salvador - BA - por correio eletrônico
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sábado, novembro 21, 2009
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AS MINHAS SINAS :
Na palma da minha mão
Diz-me a cigana vidente
Ver nas linhas traçadas
Fatalidades pendentes
Conta-me não ver o amor
Nem sinais de felicidade
Confessa até ter temor
De me revelar a verdade
Lembra-se ter ouvido uma lenda
Remontando à antiguidade
Da memória dos tempos oriunda
Narrada na comunidade
Relatavam as velhas ciganas
Nos serões do acampamento
Inflamadas pelo crepitar das chamas
Em noites de frio e de vento
Que um ginete galego
Errava p'las aldeias serranas
Dia e noite sem sossego
Demandando amor e fama
Desencantado de procurar
Chorou a juventude esbanjada
Até no seu rosto se sulcar
Um rio de mágoas abafadas
Trotou por montes e vales
Pisou a fronteira e partiu
Para afogar os seus males
Junto ao pequeno rio dormiu
Diz a lenda talvez incerta
Que o sol o foi encontrar
Com a palma da mão aberta
E nela uma flor a germinar
Animado por tal ventura
Decidiu junto ao rio ficar
Convencido de que a fortuna
Acabara de o bafejar
Desperta do transe a cigana
Diz em mim ver outra sina
Mais sombria e mais profana
Pouco risonha e franzina
Suspirando à’rrematar
Sorri, de sorriso maroto
Aconselhando-me para não me cansar
Que corra sempre por gosto.
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sábado, novembro 21, 2009
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FALTA-ME TUDO :
Falta-me tudo o que tenho para ser feliz, porque a insatisfação…
Espera! Vou reordenar o raciocínio e excluir alguns advérbios.
Começo a repetir-me. Eu que abomino repisar as palavras, salvo quando pretendo dar ênfase a uma ideia, concluo-me despido de conteúdo e vazio de inspiração. Ah se fora como os outros! Os que são alegres, nulos na sua vanidade. Prosseguir o destino anulando-me, erguendo o estandarte da não-existência. Rasurar-me como a frase escrita a lápis na folha parda da sebenta das intenções. Atribuir à angústia a responsabilidade do desencanto e culpabilizar a náusea pela incapacidade do riso. Sei de florestas que jamais pisarei onde os animais continuam selvagens. Conheço a existência de montanhas cravejadas de grutas em cujas abóbadas as estalactites se conservam virgens. Idealizo-me gota cristalina a descair pelo calcário. Sonho… Mas acordo, e pela janela aberta da manhã, entra a frescura do dia, e o rebuliço ruidoso da civilização desperta-me para o egoísmo competitivo em que cada qual, eu incluído, só presta atenção ao seu pequeno umbigo.
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NÃO DEVO PERMITIR:
Não devo permitir que a raiva se aposse de mim. Podem chover estocadas e das negras e ameaçadoras nuvens caírem cântaros de fel sem que por tais contingências abdique ou retroceda no rumo que tracei para mim.
Há combates fáceis e vitórias impossíveis. Ocasiões soberanas de descrença, espreitando quais salteadores dissimulados em qualquer esquina, prontos a saltarem das sombras, imitando os farrapos que a ventania agita e os transfigura em vultos fantasmagóricos que rabiscam uma trama nas nuvens, ao critério da imaginação de quem os vislumbra.
Tecer um enredo é observar. A verdade não existe a não ser os proveitos que dela colhemos. E se a realidade é inexistente e dela retiramos frutos, as ilações terão que ser consentâneas com a institucionalizada noção de uma génese cultural. Esta dedução pessoal sugere que me estou a contradizer visto o vazio não gerar nada. Na esterilidade dos desertos, e eu sou areia, estalam os cristais, o que pressupõe uma alteração de estado, e toda a mutação implica Ser, ou estarão as ciências confundidas? Presumo que a vida é a transformação de qualquer matéria ou estado e as sensações são a vida na forma animal. Sendo o pensamento a reflexão do sentir (porque não serão os animais eles todos racionais, ou são-o em inaproximáveis paralelismos), as sensações são o motor da esquematização do pensamento, e perdoem-me a polémica, qualquer ordenação é um aviltamento dos impulsos naturais porquanto o acto de pensar é em si mesmo, tanto para o mal como para o bem, a castração dos imprevisíveis instintos.
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20 de nov. de 2009
O ANJO NEGRO:
Anjo negro
Quando nasci um anjo negro,
desses que tanto protegeram os escravos me disse:
Vai Janda! Desbravar o mundo
Função muito difícil para quem é filha da escravidão
Minha história me vigia, e a pobreza me perseguia
A vida não é cor de rosa
E exclusão já havia
Os ônibus passam cheios de fome, desemprego e marginalização
Por que tanta desigualdade meu Deus
Pergunta o olhar perdido
Porém minha boca
não pergunta nada
tenho medo de repressão
o homem de colarinho branco,atrás do volante
é sério, convicto e dominador
Não precisa fazer quase nada para progredir
Meu Deus, porque me abandonaste
Se sabias que eu não era da elite
Se sabias dos 100 anos de escravidão
Vida vida dura vida
Se eu me chamasse Isaura
Seria personagem de romance, de novela
Sofreria por não corresponder a um amor
Saberia tocar piano, sentar-me à mesa e escrever poemas
Mundo, mundo vasto mundo
Mais vasta é a minha desilusão
Eu não devia ser assim
Mas as escolas, a falta de oportunidades
A falta de sonhos, o racismo velado
Esta falta de expectativa
esta falta de seriedade, de políticas públicas
Não me desviarão da minha missão.
de Jandaíra Fernandes da Silva
Gandú - BA - por correio eletrônico
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sexta-feira, novembro 20, 2009
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vale a pena pensar nisto:
A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer.
É amparo destinado aos obstáculos.
A serenidade não é jardim para os seus dias dourados.
É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.
A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis.
É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.
A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem.
É porta valiosa para que você demonstre boa vontade,
ante os companheiros menos evoluídos.
A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio.
É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.
A confiança não é um néctar para as suas noites de prata.
É refugio certo para as ocasiões de tormenta.
O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil.
É manancial de forças para os seus dias de luta.
A resistência não é adorno verbalista.
É sustento de sua fé.
A esperança não é genuflexório de simples contemplação.
É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.
A virtude não é flor ornamental.
É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar
e engrandecer no momento oportuno.
André Luiz
É amparo destinado aos obstáculos.
A serenidade não é jardim para os seus dias dourados.
É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.
A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis.
É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.
A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem.
É porta valiosa para que você demonstre boa vontade,
ante os companheiros menos evoluídos.
A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio.
É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.
A confiança não é um néctar para as suas noites de prata.
É refugio certo para as ocasiões de tormenta.
O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil.
É manancial de forças para os seus dias de luta.
A resistência não é adorno verbalista.
É sustento de sua fé.
A esperança não é genuflexório de simples contemplação.
É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.
A virtude não é flor ornamental.
É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar
e engrandecer no momento oportuno.
André Luiz
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sexta-feira, novembro 20, 2009
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Amado Pai,:
Amado Pai,
Depois de tantos percalços e de tantas estradas percorridas
volto a ti confiante e trazendo um ramalhete de lembranças
daqueles primeiros anos da vida.
Venho, humildemente e com o coração cheio de esperança
colocar em teus braços e em teu coração a minha criança querida procurando, com a tua divina ajuda, recompor os registros daqueles anos em que eu naturalmente acreditaria
que o mundo é BOM
Que eu saiba resgatar, de forma amorosa e inteligente
com a sabedoria do adulto, a meiguice da criança
que se encanta com tudo o que sente, vê e aprende.
Devagar, pacientemente,
quero construir um mundo novo para a minha criança.
Um mundo cheio de carinho, afeto, de coisas simples,
mas significativas um mundo gostoso de se viver,
bem bonito e aconchegante.
Um mundo que é só meu, mas que agora abraça e incorpora
tantas pessoas amigas e queridas que de mim passaram a fazer parte por causa da NET, da amizade virtual verdadeira e da arte!
Quero voltar a sentir, a viver e a acreditar que,
apesar de tudo e de todos sou fruto do AMOR.
Ajuda-me, amado Pai!
Amorosamente, eu creio, Senhor!
Ir. Zuleides Andrade
30 de julho de 2003
(Repasse com os devidos créditos)
Depois de tantos percalços e de tantas estradas percorridas
volto a ti confiante e trazendo um ramalhete de lembranças
daqueles primeiros anos da vida.
Venho, humildemente e com o coração cheio de esperança
colocar em teus braços e em teu coração a minha criança querida procurando, com a tua divina ajuda, recompor os registros daqueles anos em que eu naturalmente acreditaria
que o mundo é BOM
Que eu saiba resgatar, de forma amorosa e inteligente
com a sabedoria do adulto, a meiguice da criança
que se encanta com tudo o que sente, vê e aprende.
Devagar, pacientemente,
quero construir um mundo novo para a minha criança.
Um mundo cheio de carinho, afeto, de coisas simples,
mas significativas um mundo gostoso de se viver,
bem bonito e aconchegante.
Um mundo que é só meu, mas que agora abraça e incorpora
tantas pessoas amigas e queridas que de mim passaram a fazer parte por causa da NET, da amizade virtual verdadeira e da arte!
Quero voltar a sentir, a viver e a acreditar que,
apesar de tudo e de todos sou fruto do AMOR.
Ajuda-me, amado Pai!
Amorosamente, eu creio, Senhor!
Ir. Zuleides Andrade
30 de julho de 2003
(Repasse com os devidos créditos)
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VENHA COMIGO :
Quando você estiver triste e nada
mais restar em seu coração,
me dê a mão e vamos caminhar.
Um jardim especial eu vou lhe mostrar.
Caminhe comigo, erga a fronte,
levante a cabeça e
verás o horizonte.
A vida é bela,
não se esqueça.
Se os pés doem, as pedras machucam,
troque os sapatos.
Os fortes não desistem,
buscam alternativas,
sempre lutam.
Caminhe comigo, respire fundo,
sinta o cheirinho bom do mato,
confie no mundo.
Venha, você é meu amigo.
A amizade encoraja amigo querido,
a caminhada é longa,
mas não estás sozinho.
O jardim será seu refúgio,
seu abrigo...
Venha comigo!
me dê a mão e vamos caminhar.
Um jardim especial eu vou lhe mostrar.
Caminhe comigo, erga a fronte,
levante a cabeça e
verás o horizonte.
A vida é bela,
não se esqueça.
Se os pés doem, as pedras machucam,
troque os sapatos.
Os fortes não desistem,
buscam alternativas,
sempre lutam.
Caminhe comigo, respire fundo,
sinta o cheirinho bom do mato,
confie no mundo.
Venha, você é meu amigo.
A amizade encoraja amigo querido,
a caminhada é longa,
mas não estás sozinho.
O jardim será seu refúgio,
seu abrigo...
Venha comigo!
(Texto de Sandra Cecília)
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sexta-feira, novembro 20, 2009
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VOE VOE MUITO SEMPRE:
Sois apenas pássaros perdidos
Que num pouso forçado,
O desânimo visitou.
Mas quantos voam ao teu lado...
É só erguer tua cabeça,
Abrir tuas asas e seguir teu rumo.
Segue o barulho das águas.
Segue teus iguais, volta,
Cumpre teu papel,
Ocupa teu espaço outra vez.
Sois apenas pássaros perdidos
Que o descuido cobrou...
Agora é preciso que sejas corajoso.
Pássaro colorido,
Que percorre o céu com habilidade,
Enfeitando a vida de tantos olhos,
Volta a voar!
Simão
Texto autorizado pela: SEGRAV
(Repasse com os devidos créditos)
Que num pouso forçado,
O desânimo visitou.
Mas quantos voam ao teu lado...
É só erguer tua cabeça,
Abrir tuas asas e seguir teu rumo.
Segue o barulho das águas.
Segue teus iguais, volta,
Cumpre teu papel,
Ocupa teu espaço outra vez.
Sois apenas pássaros perdidos
Que o descuido cobrou...
Agora é preciso que sejas corajoso.
Pássaro colorido,
Que percorre o céu com habilidade,
Enfeitando a vida de tantos olhos,
Volta a voar!
Simão
Texto autorizado pela: SEGRAV
(Repasse com os devidos créditos)
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Aceitação:
Aceitação
Por que simplesmente não aceitas os fatos
e vives a vida com tudo que ela te oferece?
Te perdes e perdes tanto tempo procurando explicações
para as explicações, que a razão verdadeira acaba ficando terrivelmente mutilada, transfigurada,
e o fato perde a razão de ser.
e vives a vida com tudo que ela te oferece?
Te perdes e perdes tanto tempo procurando explicações
para as explicações, que a razão verdadeira acaba ficando terrivelmente mutilada, transfigurada,
e o fato perde a razão de ser.
É na simplicidade e na alegria com que vives
e realiza as tarefas, desde as maiores até
as menores, que encontrarás respostas.
Quando cessarem tuas buscas e tua alma aceitar
"sem lutas", todo o teu dia-a-dia, terás então,
enfim satisfeita, tua necessidade de questionar.
Verás simplesmente o que simplesmente recebestes,
e distribuirás fartamente o que simplesmente tens na vida:
a própria vida!
"Aron"
Texto psicografado
Publicação Autorizada pela SEGRAV
e realiza as tarefas, desde as maiores até
as menores, que encontrarás respostas.
Quando cessarem tuas buscas e tua alma aceitar
"sem lutas", todo o teu dia-a-dia, terás então,
enfim satisfeita, tua necessidade de questionar.
Verás simplesmente o que simplesmente recebestes,
e distribuirás fartamente o que simplesmente tens na vida:
a própria vida!
"Aron"
Texto psicografado
Publicação Autorizada pela SEGRAV
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