

| 1. | estória Enviado por nil marques (RS) em 20-03-2007. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estória é toda história irreal, não verdadeira, fantasiosa. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Branca de neve e os sete anões, é uma estória infantil. mas a história do jõao hélio é verdadeira. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Amor platônico Vivo um amor platônico,mas almejo encontrar-te em meus braços,e assim poder viver em paz. Enigma,é essa a palavra que te resume, pois como pode ter olhos tão belos que são capazes de paralisar-me,como pode voz tão doce que enfeitiça como uma sereia em seu canto de ascensão em auto mar. Teu rosto é indescritível como o céu,tu assim encantas tudo em torno de ti.,ESPERO QUE TDS VCS QUE ME VISITAM SINTAN-SE BEM NO SONHOS E VOLTEM SEMPRE UM BEIJÃO DÉA ROS


| 1. | estória Enviado por nil marques (RS) em 20-03-2007. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estória é toda história irreal, não verdadeira, fantasiosa. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Branca de neve e os sete anões, é uma estória infantil. mas a história do jõao hélio é verdadeira. | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teu ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de Andrade

A FLOR E A NÁUSEA
Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cizenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.
Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam pra casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Carlos Drummond de Andrade
| 1. | retratação Enviado por Thiago Monti (MT) em 12-10-2008. | |
| Retirada ou supressão da declaração feita e assumidade, que o indivíduo faz, por sua livre e espontânea vontade, anulando, assim, o que estava sendo declarado. | ||
| Ato pelo qual aquele contra quem é movido uma ação penal de natureza privada por crime de calúnia, injúria ou difamação, antes da ação ser enunciada, reconhece seu erro, confessando | ||
Policarpo Quaresma postou neste domingo na matéria Cadê os Coméntários RETRATAÇÃO sobre o que escreveu a respeito da eleição para a escolha do presidente da câmara de vereadores de Silvânia. Sugiro leitura atenta:
” RETRATAÇÃO DE POLICARPO QUARESMA.
O ato de escrever sem assinar é o significado da palavra anonimato. Este estilo foi muito usado por várias correntes literárias e principalmente em um período escuro de nossa democracia, que foram as perseguições do Regime Militar. Estou prestes a me tornar não um preso político, mas um ?encarcerado? por comentar ações políticas, pode uma coisa dessas?
Comentários de amigos embasados na Constituição Federal me tranqüilizaram bastante. Sei também que a revelação de minha identidade levaria a me processarem por danos morais (calúnia, injúria e difamação) ? vou ter que prestar serviços à comunidade (?), pois sou um mero estudante que tem maioridade e nenhum centavo no bolso. Mas quem eu menos queria prejudicar era o Célio Silva ou a Rádio Rio Vermelho, pois toda esta polêmica aconteceu dentro do seu Blog e aqui eu lhe peço, humildemente, minhas desculpas.
As razões de meu pseudônimo foram muito bem esplanadas no comentário que o Célio fez sobre o personagem Policarpo Quaresma de Lima Barreto. Poderia ser também batman, gasparzinho, zezinho, toninho, joãozinho, maluquinho, enfim, poderia ser qualquer nome, pois o que realmente vale é a opinião.
Acredito que para todos vocês, exceto para alguns vereadores, o que menos importa é o meu nome e sim, as razões que me levaram a fazer os comentários.
Todos nós temos várias personalidades incutidas dentro de nós. O próprio pai da psicanálise, Sigmund Freud defendia esta tese. Eu também tenho as minhas. A do Policarpo tem sido a voz do imaginário, este universo mágico que em frações de segundos nos transforma de heróis a ?perseguidos?. Confesso-lhes que fiquei surpreso em me tornar o centro das atenções e gerar tanto barulho. Ganhou o Célio com um aumento vertiginoso na visita ao seu Blog… Vamos lá gente! Digam também o que vocês pensam!
Eu não moro aí em Silvânia e sai daí pela falta de oportunidades de emprego e de estudo. Começo a trabalhar às cinco da manhã e estudo a tarde e a noite. Adoro ler, discutir, participar, opinar, como todo jovem e estudante, adoro uma polêmica.
No caso da eleição da nova Mesa Diretora da Câmara declaro que me excedi. Fui além da conta. Maculei a honra de algumas pessoas que não merecem, especialmente da nossa Presidente Alba Stefânia, a quem estou ligado por laços de amizade. Foi acertada sua atitude em pedir esclarecimentos. Sabiam que fui aluno dela? Sabiam que votei nela para vereadora? E saibam que conversamos e aqui quero agradecer a intermediação do Célio Silva para que isto fosse possível. Peço perdão pela indelicadeza e atrevimento. Acredito que quem aceitá-lo tem o coração limpo e a consciência tranqüila. Aos que persistirem na busca de minha identidade e da coibição de meus comentários, vocês me motivam ainda mais a acompanhar suas ações e a comentá-las com mais afinco e atenção (dentro da legalidade!).
Aplaudo as boas iniciativas, como as demonstradas pela funcionária Ivani. Mas antes do elogio devo lhes dizer que isto é uma obrigação desta Casa de Leis e de cada parlamentar que a compõem. Há méritos nas iniciativas e deméritos em várias atitudes.
Jean Jacques Russeau, filósofo francês, diz: ?Devemos corar se cometemos uma falta, e não por repará-la?. Portanto, faço aqui minha retratação quanto ao que escrevi sobre a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Silvânia. Prometo-lhes que a partir de hoje vou dizer somente o que tiver provas materiais, pois testemunhais seria injusto com aqueles que nos confiaram um segredo.
Não sou nenhum bandido que deve se esconder; nenhum Marcos Valério que deve se omitir; nenhum político que nunca sabe de nada; nenhum inconseqüente que quer somente polemizar. Não sou o Célio! Não sou o André Leones! Sou eu mesmo! Quem? O Policarpo Quaresma, cuja alcunha originou-se de uma obra literária, (que conheci em uma aula de certa professora do ginásio Anchieta) onde suas ações vem de encontro com a nossa triste realidade política. No jornal A Voz não existe o Sinfrônio? Pois é! Sou o Policarpo Quaresma do Blog do Célio ? Até onde me for permitido por ele e pelo Judiciário.
Tenho família honrada que sempre me transmitiu valores morais. Tenho nos meus pais meus verdadeiros amigos eles me ensinaram a não ser um alienado (depois que tomaram conhecimento do fato, ficaram ao meu lado o tempo todo). Aprendi a ter admiração pelo Célio Silva pela coragem e por ser ele uma das poucas vozes que ainda defendem a ética e a probidade no serviço público; e por tantos outros silvanienses que nos enchem de orgulho.
Perdoe-me pela exaustiva retratação ? se é que assim fiz uma! Mas isto também é um desabafo. Não podemos ficar calados diante de tanta hipocrisia, mentira, engodo, malandragem, interesses pessoais sobrepondo o interesse do povo.
Que outros Policarpos surjam e apontem falhas, denunciem as ações que ferem o interesse público e a cidadania, que sabemos, existem. Continuarei lutando contra a retrógrada política de nossa terra. Precisamos mudar! Evoluir! Crescer! Sair desta mesmice!
Obrigado aos que me apóiam e também aos que não me apóiam. ”
Esta é a retratação de Policarpo Quaresma.
Amanhã, com calma, escreverei sobre a retratação e sobre nosso Policarpo.
