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29 de mai. de 2010

AMIZADES

Amigo ou inimigo ?

Amigo ou inimigo?
Fica difícil dizer.
Quem sabe o que possa
Ele esconder?
 
À avaliação é duvidosa,
E carece de confirmação,
A aparência é enganosa
Induzindo à confusão.
 
Qual será efetivamente
O conceito que deva ter
De quem firmemente
Alega o que diz ser?
 
Somente a experiência
Poderá isso resolver,
Pois a convivência
Tudo irá esclarecer.
 
Espero que o resultado
Seja aquele esperado,
E que o ser testado
Possa, de fato,  ser
O amigo desejado.

 
 

Roberto Fraga
Publicado no Recanto das Letras em 29/05/2010
Código do texto: T2287298

23 de mai. de 2010

dialogo para um grande amigo que acho que perdi a poucos dias e eu o adoro tanto luís amigo virtual de 3 anos ja :dea

Diálogo
Minhas palavras são a metade de um diálogo
obscuro continuando através de séculos impossíveis.

Agora compreendo o sentido e a ressonância
que também trazes de tão longe em tua voz.

Nossas perguntas e resposta se reconhecem
como os olhos dentro dos espelhos.

Olhos que choraram. Conversamos dos dois extremos da noite,
como de praias opostas. Mas com uma voz que não se importa...

E um mar de estrelas se balança entre o meu pensamento e o teu.
Mas um mar sem viagens.
Autor: Cecília Meireles

20 de mai. de 2010

Aprendi... que.......:

Aprendi…
Aprendi que a cada erro tem de existir um recomeço,
Uma caminhada,
Um luto,
Um vazio que nos leva ao nada!
Aprendi que um sim, às vezes é não,
Que uma espera pode conduzir-nos a um abismo maior,
Que chorar não é fraqueza,
Que não exprimir não significa não sentir!
Aprendi que o tempo significa o valor que lhe damos,
Que os momentos,
São pedaços de uma história que tentamos colorir,
Aprendi que as vitórias e as derrotas,
Dependem do tempo e circunstâncias que vivenciamos,
Do esforço que acreditamos investir na nossa existência.
Aprendi que amar, acreditar e lutar
Fazem sentido quando vivenciados a dois,
Quando amar é conjugado no mesmo plural.
Aprendi que uma força isolada não consegue mover o universo,
Que apenas forças unidas para o mesmo objectivo
Conseguem mover as montanhas da falta de tempo, dos medos, das angústias…
Aprendi que acreditar em algo torna-nos capazes de superarmos todos os embates,
Que não é a dor que nos dilacera,
Mas sim a falta de sonhos, a falta de rumo…
Aprendi que podemos criar todas as oportunidades,
Podemos transpor as barreiras que nos achávamos incapazes de vencer,
Mas se nos tiram a “estrela” que nos guia,
Ficamos na escuridão da solidão …
Hoje aprendi que não posso sentir pelos outros…
Não posso lutar em nome dos outros…
Não posso exigir nada de ninguém…
Não é a tristeza que me magoa…
Nem o sabor amargo da incapacidade de superar o impossível…
O que me anestesia é a insensibilidade em que estou,
E o vazio dos sonhos que perdi…
É saber que vou ter de esquecer…
É saber que a vida vai continuar e tudo ficou como uma miragem…
Aprendi que a vida não é uma colecção de fotos felizes…
E que nem todas as histórias tem o final “e foram felizes para sempre”...
(Sim eu ainda gostava de acreditar nessas histórias…)

26/11/2009
18:26h


Diana Gomes

22 de dez. de 2009


"Chovem duas chuvas"


Chovem duas chuvas:
de água e de jasmins
por estes jardins
de flores e de nuvens.

Sobem dois perfumes
por estes jardins:
de terra e jasmins,
de flores e chuvas.

E os jasmins são chuvas
e as chuvas, jasmins,
por estes jardins
de perfume e nuvens


Autor: Cecília Meirele

21 de dez. de 2009

A Menina Loira com Olhos Verdes :


A menina loira com olhos verdes
Não a consigo ver nem uma vez
Anda por aqui e por ai
A tentar fugir de mim

O que eu fiz de mal?
Apenas a sua beleza quero deslumbrar
E só de vela sorrir
Já fico todo feliz

Quando passa um dia sem a ver
Fico triste e nem se o que fazer,
Vasculho nas minhas memórias
As suas belas histórias

Vivo na esperança
De pude-lha encontrar
E apenas quero-lhe contar
Que é a menina que me faz sonhar.

18 de dez. de 2009

O PALCO DA VIDA:


Assim que nascemos, choramos, por nos ver neste imenso palco de loucos” [Shakespeare]
É! Talvez a loucura desse mundo invada nossas almas, nos tornamos insanos por estar neste palco, e hoje, quando adultos, paramos para analisar o que se passa nele, novamente choramos... Choramos como crianças... Choramos por ver tanta falta de amor, tanta gente indecente, que só pensa com a mente e aposenta o coração...
Mas nesse palco também temos motivos para sorrir, pois nele encontramos pessoas que lutam contra a tradição e resolvem dar à vida uma nova razão... Esquecem a mente, e abrem o coração...
Você é uma dessas pessoas... Entrou no meu palco dando à minha vida uma nova razão... um motivo a mais de ser feliz... e, ao seu lado, assim o sou...
Só quero dizer que te amo, e nada menos...
Dizer que meu palco está ativo porque nele você vive!
Obrigada por querer fazer parte dos protagonistas da minha história! Nayara Ramos

13 de dez. de 2009

O PERDÃO:




In:O Mercador de Veneza

5 de dez. de 2009

O POTE RACHADO:

         
    
                           Conto Popular Hindu


    Um carregador de água na Índia levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço. Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade.

    Foi assim por dois anos, diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
    Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer.

    Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.
    - "Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas."
    - "Por quê?" Perguntou o homem. - "De que você está envergonhado?"
    - "Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha
carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o
caminho da casa de seu senhor.
    Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços," disse o pote.

    O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:

    - "Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho."

    De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:
    - "Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava.
    Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor.
    Sem você ser do jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa."

    Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se o reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças.

SE ? :



Se és capaz de manter a tua calma quando todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, porque deste a vida, estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada tudo o quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo a dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo resta a VONTADE em ti que ainda ordena: "Persiste!"
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes e entre Reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defendereres, se a todos pode ser de alguma utilidade;
E se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal que todo o valor e brilho,
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo. E - o que mais - tu serás um Homem, óh meu filho.
Rudyard Kipling

DEVANEIOS:



Que força é esta que me arrasta e me leva a buscar e trazer à mente lembranças de um tempo vivido!
Lembranças de um amor que eu pressupunha esquecido! Lembranças de você... de histórias passadas.
No meu devaneio, chego quase a te tocar, te vejo sorrindo a me olhar, te sinto me amando.
Apaixonada que eu era ,em ti neste momento tento encontrar o conforto num beijo, o prazer no toque das mãos.
Deitado ao meu lado, rolamos no chão, te ouço cantando a nossa canção:

"Teu corpo, menina, em mim principia o amor, o desejo, te quero, te olho, te beijo. Menina...menina dos olhos de luz que pra mim irradiam ternura e paz!"

Ah... ! Esta nossa canção, aquele verão,como tudo foi bom! Nossos corpos tremiam, gritavam mais alto que tudo; os olhos brilhavam, a paixão que envolvia ao amor conduzia o abraço apertado.
Retomo a razão, o medo me invade.... te olho assustada, mas te quero te beijo, te empurro e novamente me agarro em tuas mãos e me deixo levar pelo amor sem razão, apenas... emoção.
São somente lembranças daquele verão, dos nossos ternos momentos de grande paixão.
Me perco em meu mundo e novamente te vejo, te beijo, ficar junto a ti ainda desejo.
E aquela canção?

"Tens a beleza e a graça da rosa, este doce momento me imortaliza; teu nome, menina, em mim principia o amor, o desejo. Te olho... te beijo.

Hoje! A graça da rosa já não mais existe, apenas o desejo do amor realizar sufocado no peito ainda quer te buscar.
Os anos passaram e as lembranças ficaram e, em mim, a esperança de ver renascer aquele verão.
Novamente te vejo, te beijo e estendo a mão. Por quê estas lembranças sem permissão inavadem e me roubam a razão!
E assim vou vivendo, nas minhas lembranças... é bom te guardar!