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23 de mar de 2011

Fogo em paraty, Paulo Alvarenga/DEA



Fogo em paraty
Ainda consigo
ver seus passos,
que dobram a esquina
em frente a velha cachaçaria
seu rebolar malemolente,
na saia justa e indecente
que tanto adoro,
quase que choro
quanto seu perfume vai se afastando
e começa a perfumar outros lugares,
beijo e me agarro nos colares
que deixaste aqui,
vou despedindo daquele beijo,
olho a cama desarrumada,
e meu corpo ainda quente,
como um prato de pequi,
jura te ver ainda
essa semana,
com a saia justa se abrindo
na minha cama,
e nosso coito emaranhado,
vai ateando fogo no que é gelado,
perfumando Paraty.

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