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8 de jun de 2010

TODOS NÓS ERRAMOS E TEMOS DIREITO AO PERDÃO :DÉA

Erro coletivo
É comum ouvir alguém reclamar a respeito da presença de uma pessoa complicada em sua vida. 

Pode ser algum parente, vizinho ou colega de trabalho. 

Em geral, está presente o raciocínio de que a vida seria boa sem os problemas trazidos por aquela pessoa. 

Por vezes, há até alguma indignação com quem tem dificuldades físicas ou psíquicas. 

Quem é convocado ao auxílio e à compreensão não raro se sente indignado. 

Entretanto, urge refletir que a Lei Divina é perfeita. 

Ela estabelece a felicidade e o equilíbrio como naturais resultados da observação de seus preceitos. 

Por outro lado, toda violação dos estatutos cósmicos enseja problemas. 

Contudo, o erro raramente é individual. 

O defraudamento dos deveres de honestidade, pureza e respeito ao semelhante costuma surgir de um contexto complexo. 

Quando alguém comete desatinos, de ordinário tal se dá sob o influxo de vários envolvidos. 

Esses podem ser os pais, que não cumpriram a contento seu dever de educação. 

Deixaram-se levar por múltiplos afazeres e não deram ao filho a atenção e as orientações necessárias. 

Ou então, foram amigos que incentivaram ao vício. 

Quem sabe, irmãos ou outros parentes que deram maus exemplos. 

Talvez, um namorado ou namorada que fez falsas promessas e gerou grande dor moral. 

O certo é que poucas vezes alguém erra sozinho, sem a influência de terceiros. 

Ocorre que é da lei que quem cai junto se reerga em conjunto. 

Os partícipes do erro são naturalmente convocados a auxiliar no reajuste. 

Conforme o grau de sua participação na derrocada moral, devem colaborar no soerguimento. 

Assim, a presença de alguém complicado em sua vida não é uma injustiça e nem fruto do acaso. 

Justamente por isso, não procure saídas fáceis ou desonrosas. 

Libertar-se de uma situação constringente não é o mesmo que fugir dela. 

A Lei Divina é perfeita e ninguém consegue ludibriá-la. 

A atitude de fuga apenas denota rebeldia e complica a situação do devedor. 

Para se libertar de semelhante conjuntura adversa, somente mediante o exercício da fraternidade. 

Faça o seu melhor no auxílio aos que o rodeiam. 

Ampare física e moralmente os que se apresentam frágeis e viciados, do corpo e da alma. 

Saiba que a paz em sua vida será o resultado natural da consciência tranquila pelo dever bem cumprido. 

E, principalmente, cuide para não induzir ninguém a trilhar caminhos indignos. 

Preste atenção no que diz e faz, a fim de não ser partícipe de atos torpes. 

Muitos testemunham seus atos e palavras e podem ser influenciados por eles. 

Mesmo sem desejar, você pode assumir graves responsabilidades e complicar seu futuro. 

Pense nisso.
 

Autor:
Redação do Momento Espírita.
Som de Fundo:
"When I Need"

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