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3 de mar de 2011

ERÓTICA FADA & POETA VOYER /DEA


ERÓTICA FADA & POETA VOYER




Numa noite de eróticas fadas
Ascende a essência mulher
Que parece imagem cantada
Como um repente romântico
Abriu-se linda inesperada

Diz ao cosmo que me quer
Num susto se revela ousada
Sem parâmetros ou semelhança
De pronto inicio meu cântico
Um Trovador vendo à amada



Nasce magia e eclode a flor
Despertar vida e esperança
Meu mundo quieto pueril
Simples anárquico rapaz
Revela como abotoa o amor

Entregado ao sonho flutua
A imagem da Deusa me faz
Expulsar, tudo que é Vil
E leve ao corpo avança
Para ensaio sensual audaz



Emerge uma erótica dança
Em quem era puro recato
Dedicada a nós e nada mais
Faz do medo vira charme
Mistura mulher e criança



É o prelúdio do primeiro ato
Onde a força é da carne
Atrevido sinal avança
Para que perca a palavra
Aos cânticos provençais


O que ouvia era verdade?
Confessa jamais seria capaz
Mas descobri o lado safada
Mulher e menina arteira
Faz que sua perna bambeie


Movida em intensa vontade
Ao se desvendar por inteira
Meus olhos sua alma nomeie
Onde as palavras a faz pura
Derruba bases colossais



Sem divisas ou distancia
Quando dizes, sou sua puta.
zoom os detalhes margeia
Pele desnuda que senti
Encantada e sem culpa

Toda discreta sem alarde
Mistérios da meiga faceira
Canta o tesão que a consome
Doa-se linda e arrebatada
Para que meu peito a guarde



Descobre-se fêmea desejada
E me pede ser seu Homem
Num gesto felino e semeio
Envolve-me no seu feitiço
Louca excitada e amada.




Sortilégio, acanhada me veio
Meu colo e ereto pulsava
Com meu olhar lhe atiço
Aspirais toques nos seios
Tornando prosa e sexo


O discurso para amada
Inspira em ti e lhe sirvo
O germinar e o processo
Seus cabelos de fêmea
Na cantiga do balé vivo

Conjuga verbo amar
Destrói rancor e recesso
Fogo que lhe consome
Vindo do vulcão de Ayra
Sua volúpia que semeia


Batimento de único ritmo
Como Osun nas cachoeiras
Inicio do rito ao novo amor
E os seios doces me beija
E as caricias todo o mimo


Majestosa nua peleja
Fogosa de intenso calor
Com a beleza ancestral
Atende que o olhar pediu
Com todo seu desejo carnal


Solvendo palavra minha
Louca selvagem no cio
Dama se mostra despida
Seu gozo verte de sua mina
Sem julgamentos morais



Com versos impudicos
Faz descobrir-se outra
De malícia atrevida
Não descritos nos anais
Meu desejoseu súdito

Torna o cosmo sem roupa
Cada célula uma medida
Entre a pele e a lingerie
Vê-se livre, linda e solta
Jogando alegres rendas


E tudo aquilo que quiser
E cada gesto eu sentir
Formas, cheiros e fendas
Faz-me seu poeta voyeur
De sua alegria para eu vir

Pede que a flerte nua
Com silencio da sua boca
Que da mulher recatada
Tímida ajeita os seios
Instiga a fogosa amada


Afirma-me. Sou toda sua!
Descobre sua parte louca
Sob a mesa abre os meios
Declarado no doce olhar
Extasia com mel os dedos


Em ti meu olhar flertado
Convida-me para amar
Sua mata vulva úmida
E o desejo sem medos
Torna-me poeta apaixonado!


Sérgio Cumino

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