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29 de jan de 2011

Casualidades

Eduardo Baqueiro



Quero experimentar teu corpo

Aperta-la de encontro ao meu peito

Observa-la tremendo ao contato de minha boca

Deixar minhas mãos se perderem

ao contato de teu corpo

Registrar mais uma vez tuas curvas

Como se fosse possível decora-las

Quero tirar suas vestes como se fosse

a primeira vez,

Devagarzinho e desajeitado

Quero desnudar teu corpo como saboreando

um bom vinho

Cada pedaço de teu corpo atiçando meu tesão

O tempo parece parar para nós,

neste momento

Nada mais importa, alem de nossos corpos

perdidos dentro do outro

Uma doce loucura, misturada com travessura

O contato de nossos corpos nus

A nossa musica tocando ao fundo

Um só desejo no ar

A vontade de se entregar totalmente

Bocas perdidas tentando acompanhar em vão

nossas mãos

Corpos suados, vozes roucas soltas ao ar

Cada palavra, cada gemido me embriaga

Sou teu lobo com fome de tua carne

Neste momento esqueço de tudo

Somente você importa neste momento

Mordo teu corpo, deixando minhas marcas

Gozamos até nossos corpos permitirem

Mas o desejo ainda continua dentro de nós

Um desejo de sempre possui-la

e ser possuído

De ser teu dono e ser teu menino

Este desejo de ser sempre teu amante

Dormimos agarrados na esperança

de recomeçar nossas caricias

Deixar o amor fluir novamente

dentro de nós.

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