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22 de nov de 2009

NUNCA ME PREOCUPEI EM SABER:


Nunca me preocupei muito em saber se sabia o que os outros achavam conhecer. Procurei e intento, isso sim, alicerçar um raciocínio e uma forma de ser e de estar pessoal, nem sempre coincidente e concomitante com o que esperam de um semelhante tal qual eu. Por ordem da essência cósmica, em que massa e espírito se fundem metafisicamente, sinto-me alheio e presente, participativo e ausente, em um estádio brumoso, nunca inerte e jamais vegetativo, curioso quanto baste, em aprendizagem sabatina constante.
 
 
    Regressei aos montes que vira verdejar e me roíam de nostalgia pela placidez agreste que deixam transparecer. Volvi ao coração das origens e comemorei com os matagais as matinas orvalhadas.
    Que alegria atenuar estas saudades! Que terapia na alma de quem é terra e xisto! E sente, com os olhos que o mundo viram, ter sido aqui, entre giestas na flor da rebeldia, que aconteceu o natal do homem que em mim não caberia.
 

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