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2 de mar de 2011

Anônimo /DEA


Anônimo


Sou linda; quando no cinema você roça
o ombro em mim aquece, escorre, já não sei mais
quem desejo, que me assa viva, comendo coalhada ou

atenta ao buço deles, que ternura inspira aquele
gordo aqui, aquele outro ali, no cinema é escuro
e a tela não importa, só o lado, o quente lateral,
o mínimo pavio. A portadora deste sabe onde
me encontro até de olhos fechados;
falo pouco; encontre; esquina de
Concentração com Difusão, lado
esquerdo de quem vem, jornal
na mão, discreta.

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