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15 de nov de 2009

VAMOS FALAR HJ SOBRE TABACOS? SOBRE O VICIO DE FUMAR? E BORA TENTAR DEIXAR O TAL VICIO? TENTAREI POSTAR AQUI ALGUMAS REPORTAGENS E DEBATES SOBRE CIGARROS E O HABITO DE FUMAR :


Na faculdade, os professores de Ética costumam dar questões éticas referentes à publicidade e propaganda como exercício de raciocínio de grupo. Uma destas questões era sobre anunciar produtos nocivos à saúde: É ético ou não? Uma agência deveria se recusar a atender esse tipo de conta por seus princípios?
Eis que no ano de 2000, com a ajuda do então Ministro da Saúde José Serra, foi aprovado junto ao senado o Projeto de Lei que proibiu a publicidade em todos os meios de comunicação e as cotas de patrocínios de eventos esportivos e culturais, com exceção apenas do PDV. Desde 1996, Brasília havia tornado obrigatória a advertência sobre os perigos do uso nas peças publicitárias e nos maços de cigarro.
Um esforço que, acredito eu, incomodou a maioria dos fumantes, assim como a um amigo meu da época que chegou a confeccionar seus próprios ‘protetores de maço’ para ocultar as imagens da campanha contra o tabagismo do Ministério da Saúde.
Depois de mais de uma década de campanha do Ministério da Saúde, o consumo ainda continua altíssimo. Por se tratar de uma comercialização lícita e regulamentada, todos os usuários que entraram com ações contra as fabricantes Philip Morris e Souza Cruz, perderam a causa. Isso ocorre, pois a justiça acredita ser responsabilidade apenas do usuário a opção pelo consumo. Já as fabricantes, e alguns juízes, preferem ignorar que a nicotina é considerada a substância de maior poder de vício, segundo a Organização Mundial de Saúde.
O cenário acusa que as campanhas de conscientização ainda não foram o suficiente para diminuir o número de novos adeptos ao uso a cada ano. Mais do que anunciar os riscos, o objetivo dessas campanhas é fazer, através da persuasão, com que as substituam a imagem de sedução que o cigarro possui por uma de dependência, expondo os malefícios à saúde, e até mesmo da morte nua e crua. Mas, é aí que entra novamente, a ética e a moral, perguntando até que ponto se pode agredir o impactado para que ele entenda a mensagem? Como fazer uma campanha capaz de fazer as pessoas quererem buscar ajuda?
marlboroEssa áurea de glamour tão difícil de ser extinta vem desde a década de 40, quando Hollywood exibia estrelas como Rita Hayworth dando seus tragos em uma belíssima piteira. Nas décadas seguintes o bastonete foi eternizado com as imagens de asa-deltas e jet esquis com o Hollywood, de jovens de atitude com suas t-shirts brancas e calça jeans com o Free e do másculo cowboy com o Marlboro.
Quem sabe o caminho, não seja a velha e boa campanha de depoimentos, mostrando casos reais de fumantes a beira da morte? Enquanto nada de maior impacto for feito aqui no Brasil, casos como o do astro Wayne McLaren, o cowboy das propagandas do Marlboro, cairão no esquecimento. Aos 49 anos, descobriu ter um cancro nos pulmões, entrou na luta antitabagista, mas, depois de dois anos veio a falecer.
Portanto, assim mesmo, em tom de manifesto, lhes peço para que, apesar de publicitários, sejam contra a propaganda de cigarros. Olhemos para as campanhas não lucrativas da luta contra o tabagismo, pois, apesar de não se ganhar dinheiro, se ganha reconhecimento geral, e ultimamente, é exatamente o que algumas agências estão buscando, não é mesmo?
As idéias e opiniões expostas nos artigos são de responsabilidade exclusiva dos autores, e podem não refletir a opinião da Casa do galo.

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Luta contra o cigarro é exemplo para combater o álcool

Publicado em 09/04/2009 pelo(a) wiki repórter Didymo Borges, Recife-PE

A arrecadação de impostos sobre a indústria fumageira não é suficiente para cobrir o custo dos males sobre a saúde dos fumantes na rede hospitalar pública. - Foto: Veja
O êxito do Brasil na sua política anti-tabagista dá bem uma medida das providências que deveriam ser tomadas para a redução dos males do consumo de bebidas alcoólicas. Pelo menos duas medidas eficazes na redução do consumo de cigarros poderiam ser adotadas contra o alcoolismo, que é o aumento do imposto sobre as bebidas alcoólicas e a regulamentação mais restritiva para a publicidade destes produtos. Pouco adiantam as campanhas que vemos na televisão advertindo contra os malefícios da ingestão de bebidas alcoólicas, especialmente por condutores de veículos automotores.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, um aumento de 10% no imposto incidente sobre o cigarro geralmente representa uma queda de 4% do consumo nos países desenvolvidos e de 8% nos países mais pobres. Então, a taxação sobre produtos cujo consumo é socialmente desejável manter sobre controle, como o fumo, é um indicativo de que também seria eficaz para as bebidas alcoólicas.

Outra medida que tem se revelado eficaz contra o fumo é a restrição imposta por medidas legais que tornam o fumante discriminado na sociedade. Nesta semana foi aprovada em São Paulo uma lei estadual que proíbe fumar em ambientes públicos fechados, bem como extingue os lugares de permissividade para os fumantes, os chamados fumódromos. No Rio de Janeiro, os fumódromos já foram extintos desde o ano passado por iniciativa municipal. Instumentos legais que discriminam o consumidor de bebidas alcoólicas certamente seriam também eficazes para redução do consumo.

A grande dificuldade para medidas contra o alcoolismo é que as indústrias de bebidas alcoólicas têm se revelado muito mais eficazes em usar as verbas publicitárias para se defender de medidas restritivas ao consumo. A dinheirama usada na publicidade coopta a mídia e compra a leniência das autoridades. Muito mais devido aos ganhos com a publicidade de cervejas, por exemplo, a mídia não tem se mostrado disposta a contribuir para um escorço anti-alcoolista. Assim, não serão obtidas do Congresso Nacional, bem como das Assembléias Legislativas Estaduais, leis com o objetivo de desestimular o consumo de bebidas com maior teor de álcool.

Pode-se, entretanto, a partir dos êxitos da experiência do esforço anti-tabagista, considerar que existem medidas eficazes para a redução do alcoolismo. Mas é preciso hombridade, firmeza, desprendimento e ampla conscientização da necessidade de conter o desenfreado consumo das bebidas alcoólicas que ocasionam 35 mil mortes em acidentes de trânsito nas estradas e nas ruas do Brasil.

QUANTO MAIS CARO, MELHOR

O aumento dos impostos sobre o tabaco pode desagradar aos fumantes, mas vai contribuir para a saúde dos brasileiros

O cigarro, que já foi acessório de sedução nos filmes de Hollywood, é hoje malvisto pela maioria das pessoas. Mesmo assim, um contingente de 1,3 bilhão de pessoas insiste em continuar fumando. Há um consenso entre praticamente todos os governos de que é preciso baixar esse número até que o hábito de fumar seja extinto no planeta. Os fumantes custam fortunas aos sistemas de saúde pública e colaboram decisivamente para os índices de morte prematura em todos os países.

Na semana passada, o Ministério da Fazenda anunciou um aumento nos impostos federais que incidem sobre os cigarros no Brasil. A medida elevará o preço dos maços de cigarros entre 20% - no caso das marcas mais populares - e 25%. O governo espera que o aumento do imposto sobre o cigarro compense a perda de receita com os benefícios fiscais concedidos ao setor de automóveis e de material de construção como recurso para enfrentar a crise econômica. Seu efeito paralelo, com certeza, será uma melhoria na saúde do brasileiro. Estudos da Organização Mundial de Saúde indicam que um aumento de 10% nos impostos sobre o fumo geralmente acarreta uma queda de 4% no consumo de cigarros, no caso dos países desenvolvidos, e de 8% nos países em desenvolvimento.

O aumento de impostos, as restrições aos locais onde se pode fumar e a proibição da publicidade de cigarros são hoje as três ferramentas mais eficazes no combate ao tabagismo. Na semana passada, o Congresso americano praticamente triplicou os impostos que incidem sobre os cigarros. Antes, o preço de cada maço embutia 39 centavos de dólar de imposto - agora, esse valor é de 1,01 dólar. Segundo as estatísticas, todo ano o cigarro mata 440.000 americanos - mais do que em toda a II Guerra. No Brasil, são 200.000 mortes anuais ligadas aos males decorrentes do consumo de tabaco. A União Europeia determina que os impostos sobre cigarros devem representar pelo menos 57% do preço de cada maço. Até 2014, a UE pretende elevar esse porcentual para 63%. O país que mais combate o fumo na Europa é a Inglaterra. O aumento de impostos aplicado no ano passado quadruplicou o preço dos maços de cigarros. A proibição de fumar em locais públicos fechados, como restaurantes e universidades, é hoje uma tendência mundial. Cerca de 50% dos americanos e 90% dos canadenses moram em cidades onde essa norma já foi implantada. Em Paris, é proibido fumar nos cafés. Nos famosos pubs londrinos, já não é permitido acompanhar com baforadas as canecas de cerveja quente.

No Brasil, a campanha antifumo começou para valer em 1996, quando o governo restringiu ao horário noturno a propaganda de cigarros no rádio e na televisão. Em 1998, o fumo foi proibido nos aviões. Inicialmente, quando a aeromoça anunciava a proibição pelo microfone, muitos passageiros comemoravam com palmas. Em 2000, a propaganda tabagista foi proibida em todos os meios de comunicação. No ano seguinte, vetou-se o patrocínio de eventos culturais e esportivos por parte de fabricantes de cigarros, que foram obrigados a estampar fotos chocantes nos maços. A eficácia dessas medidas foi enorme. Em 1989, 35% da população brasileira era fumante - em 2006, esse índice baixou para 17%. Na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo está prevista para esta semana a votação de uma lei que não só proíbe o fumo em lugares públicos fechados como extingue a peculiar instituição dos fumódromos - locais em prédios de escritórios onde se refugiam os fumantes. No Rio de Janeiro, no ano passado, um decreto da prefeitura extinguiu os fumódromos e instituiu multa para infratores de até 75 000 reais. No Recife, há um ano não se pode fumar em locais fechados - e até mesmo em locais ao ar livre, caso se comprove que a fumaça não se dispersa com facilidade.

A má fama do cigarro nas sociedades atuais pode prejudicar os fumantes em situações diversas. Uma pesquisa sobre ambientes corporativos encomendada pela indústria farmacêutica Pfizer mostrou que, nas empresas brasileiras, 44% dos funcionários e 80% dos patrões acham que os não fumantes são mais produtivos. "De cada dez currículos que recebemos para uma vaga, pelo menos um traz no final ’não fumante’, e isso pesa na decisão do empregador", diz Augusto Costa, diretor-geral da consultoria de recursos humanos Manpower, de São Paulo. Nos Estados Unidos, os fumantes pagam entre 15% e 20% mais por um seguro de vida. Caso o prêmio da apólice seja superior a 100 000 dólares, as seguradoras obrigam o cliente a fazer um check-up médico que pode detectar, entre outros males, o tabagismo. No Brasil, duas grandes seguradoras já cobram preços mais altos de clientes que fumam. Parece claro que, um dia, o cigarro será lembrado como uma esquisitice do passado da humanidade.

VEJA -Edição 2107
8 de abril de 2009  ESPERO QUE VCS QUE ENTRAM NO BLOG SOMENTESONHOS LEIAM TUDO E SE AINDA FUMAM DEIXEM ESTE MALDITO VICIO  :VALL

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