1 de nov. de 2009
AINDA SEM SONO:
JA SÃO 7 HRS DA MANHA E EU SEM DORMIR ,MEUS PENSAMENTOS AINDA VOAM ,AGORA POR TEMPOS + RECENTES ,ME VEJO MOCINHA , TENTANDO SER ALGUEM NA VD , SEM DEPEDER DE NINGUEM , SEM TER LAÇOS FAMILIARES , EMFIM SER LIVRE , E FUI TANTO LIVRE COMO ALGUEM NA VIDA SIM , ISSO GRAÇAS A DEUS CONSEGUIR SER , ME VEJO RINDO MT COM AS AMIGAS DE ESCOLA , AMIGAS DA MINHA RUA , EMFIM TEMPOS ONDE FUI FELIZ DE VERDADE ,TEMPOS EM QUE EU ÉRA QUEM ERA SEM TER QUE CHORAR COMO HJ CHORO , SEMPRE FUI UMA GAROTA ALEGRE ,FELIZ ,PALHAÇA A DA TURMA TD QUEM + FAZIA TDS RIREM MUITO COM MINHAS BRINCADEIRAS , MAS A VIDA VAI NOS MUDANDO ,NOS ENDURECENDO OS CORAÇÕES , AGORA ME VEJO JA UMA GAROTA COM MEUS 13 ANOS , JA TRABALHANDO , E COM MT GRANA GANHA , POR MEUS TRABALHOS QUEM SEGUE MEUS POSTS AQUI SABE BEM QUAL ÉRA MEU TRABALHO DOS 13 AOS MEUS 17 ANOS , E JA SÃO 8 DA MANHA ,CADEEEE MEU SONO , QUERO DORMIR , PRECISO DORMIR , PRA ESQUECER ,DIAS PASSADOS E RECENTES QUE ME MAGOARAM MUITO , PRECISO DORMIR
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MADRUGADA DO DIA 1 DE NOVEMBRO QUE NÃO PASSA HORAS TRISTES SEM CONSEGUIR DORMIR ,ME VEM AS LEMBRANÇAS DA VIDA INTEIRA :
SÃO 4 HORAS DA MADRUGADA ,DESLIGO MEU LÉPP ,JA ESTOU DEITADA ,FECHO MEUS OLHOS NA ESCURIDÃO DE MEU QUARTO ,TENTANDO ACHAR O SONO , MAS ELE TEIMA EM NÃO VIR , E EU VOU VOLTANDO AO PASSADO , PASSADO ESTE MUITO DISTANTE .QD ME DOU CONTA JA ESTOU NA MINHA INFANÇÍA , QUE GOSTOSO ,ME VEJO AINDA PEQUENINA , TENTANDO ENTENDER O MUNDO A MINHA VOLTA ,TD PRA MIM É NOVO , SOU A CAÇULA DA TURMINHA DE 5 IRMÃS , E TB SOU A + PROTEGIDA POR MAMÃE E PAPAI , ME VEJO TENTANDO DAR MEUS 1 PASSSINHOS ,E CAINDO RSRS MAS DALI EU JA SABIA QUE CAIRIA MUITAS E MUITAS VZS DURANTE MINHA VIDA INTEIRA ,E QUE CABERIA A MIM SOMENTE A MIM ME LEVANTAR , LIMPAR A POEIRA E CONTINUAR LUTANDO PELA VIDA , ,CADE MEU SONO QUE NÃO VEM? NÃO QUERO LEMBRAR DE NADA + NÃO QUERO APENAS DORMIR UM POUCO , AFIII ,MAS MINHA MENTE AINDA DIVAGA POR TEMPOS PASSADOS ANOS QUE TENTO ESQUECER OU DELETAR DA CABEÇA , JA SÃO 5 HORAS AGORA , E PENSO EM ALGUNS ANOS PRA FRENTE , ME VEJO NA FAZENDA ,CORRENDO , NADANDO , ALIAS NADANDO NADA , TENTANDO NADAR E MINHAS MANAS RINDO DE MIM POR ELAS JA SABEREM E EU NAO , MINHA MENTE CONTINUA A DIVAGAR , PELA INFANÇIA, AGORA ME VEJO COM MEUS 6 ANOS JA , ENTÃO JA COMEÇO A TER CERTEZA E ENTENDER MTS COISAS A MINHA VOLTA ,TAIS QUAIS A SEPARAÇÃO DOS MEUS PAIS , E VOU LEVANDO MEUS PENSAMENTOS ADIANTE E CADE MEU SONO?? VIAJO AGORA A UM TEMPO JA EM SAO PAULO ONDE ESTAMOS AS 3 EU , MIRA E DETE , INTERNAS DE UM DOS MELHORES COLEGIOS DE SAMPA O ST INÊS COLEGIO DE FREIRAS INTERNATO , COLEGIO ONDE FICAVAMOS DE SEGUNDA A SEGUNDA COM VISITAS SOMENTE DOS FAMILIARES NOS DOMINGOS ,MAS ALGUMAS ALUNAS PODIAM IR PRA CASA TDS OS DIAS , MAS NÓS NÃO POIS FOI A DECISÃO DE NOSSOS PAIS PRA NOS PROTEGER EM SAMPA SENDO QUE ESTAVAM SEPARADOS E NÃO TINHAM TEMPO PRA TDS NÓS , NESTE COLEGIO MEUS SONHOS CRESCERAM E EU AINDA CONSEGUI REALIZAR ALGUNS DELES DEPOIS .
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30 de out. de 2009
FALANDO DE MIM E DE UM AMIGO PERDIDO:
Maltratar Não é Direito.
E a dor era tanta que molestou corpo e alma. O sol foi apagando-se pela saudade. O amor perdeu a razão e vida perdeu o tesão. A tristeza era tão sólida que poderia ser apunhalada.E o sonho desmaterializado virou solução. Ela prestou atenção aos sonhos como nunca. Neles viu a cura para tanta solidão. Dormiu dias seguidos, então despertou.
Vestiu um pretinho e saíu disposta a cortar a solidez melancólica. Fez o sinal da cruz e foi. O samba da filha de Elis " de vida e não de morte" ajudou no despertar " tocando o infinito".
Na primeira loja viu um vestido estampado. Provou e já saiu com a alma colorida. Almoçou com o melhor amigo. Aquele que é também irmão. Tomaram cafezinhos e ela fez mais dívidas a saldar em Paris, para quando lá forem juntos. Trato antigo que se Deus quiser será cumprido.
Fechou a tarde com uma mandala vistosa e Nossa Senhora a protegê-la. Usou como arma o amor pela vida e fez em pedaços toda mágoa acumulada sem uma gota de sangue derramado.
" Moço, maltratar não é direito
Essa mágoa no meu peito
Você sabe de onde veio.
Agora não vou mais me enganar
Não quero mais sofrer, não dá ,Da série melhores amigos.
Esse texto não é uma resenha do filme com título homônimo. Simplesmente decidi que vou presentear cada um dos meus amigos queridos com um texto e esse é para Lú. Tenho poucos desses que me conhecem pelo avesso e gostam de mim como sou. O meu LUÍS, não é o protagonista do filme, mas é lindo como Johnny Depp. Ele ganhou esse título, depois de me podar, quando eu estava em um momento de euforia, falando pelos cotovelos em uma noite no mm . Lu, você me poda, sim. Quando vôo em meus sonhos românticos é você quem me corta as asas e me traz de volta. Nessas horas fico retrucando tudo que você me diz, e que na maioria das vezes tem razão. Mas também é você, meu irmão, que me escuta, me incentiva e que me abraça com seu carinho. Você que é inteligente, prudente, excelente profissional, vaidoso, também é espiritualizado. Entende a vida e a aceita mais do que eu, que sou mais velha que você. E como eu apreendo de suas idéias, ainda que não concorde com todas. Teimosa, nunca me deixei arrastar por você às verdades da vida qd tu me avisava nas nossas madrugadas juntos ai ,para onde você corre todas as noites e de onde eu corro todos os dias. Mas já fui ao seu templo, quando precisei me encontrar com Jesus e seus anjos, o que lhe agradeço. Do sagrado ao profano, Conheço seu mundo. Já lhe fiz pagar micos que você suportou, escondendo o constrangimento no respeito e no bom- humor, quando eu em uma fase de desilusão vc me dizia para vall logo iram comentar que vc estava de namorinhos comigo rsrs ,, estão pensando que eu estou lhe dando um fora”. Eu imagino como você se sentia, mas não me podou dessa vez, ao contrário, foi solidário na minha dor. O mel é bem mais freqüente em você, com quem me abro sem medo de ser criticada. E falando em REFRIS, devo-lhe muitos. Já vou começar comprar as tuas cervejas moço , pois o trato é pagar todas em dezembro de 2009. E pretendo cumprir.Amizade
Muitas pessoas irão entrar e sair da sua vida
mas somente verdadeiros amigos deixarão pegadas no seu
coração.
Para lidar consigo mesmo, use a cabeça,
para lidar como os outros, use o coração,
raiva é a única palavra de perigo.
Se alguém te traiu uma vez, a culpa é dele;
Se alguém te trai duas vezes, a culpa é sua.
Quem perde dinheiro, perde muito,
Quem perde um amigo, perde mais.
Quem perde a fé, perde tudo.
Jovens bonitos são acidentes da natureza:
Velhos bonitos são obras de arte.
Aprenda também com o erro dos outros,
você não vive tempo suficiente para cometer
todos os erros.
Amigos você e eu…
Você trouxe outro amigo…
Agora somos três…
Nós começamos um grupo…
Nosso círculo de amigos…
E como um círculo,
não tem começo nem fim…
Ontem é história:
Amanhã é mistério,
Hoje uma dádiva,
É por isso que é chamado presente… TE LEMBRE SEMPRE QUERIDO AMIGO LUÍS QUE ONDE EU ESTIVER ESTAREI PENSANDO EM VC E EM TD O QUE VC ME DIZIA NAS MINHAS HORAS TRISTES E NAS ALEGRES TB QUE DEUS O PROTEJA HJ E ETERNAMENTE BJUSS MILL NO LINDO CORAÇÃO DE PÉDRA COMO TU O CHAMA RSRS , MAS DE PÉDRA TEU CÓRE NÃO TEM NADINHA É O + BELO DOS BÉLOS CORAÇÕES QUE JA TV A OPORTUNIDADE DE VER .TE CUIDA VALL/AVÍÃO
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EU E MINHAS REFLEXÕES DE MIM MESMA A VALL:
meu lado mais mulherzinha. A face assumidamente emocional. Também é aqui que falo de outras mulheres.Mulheres de alguma forma importantes para mim. E claro que falarei sobre relacionamentos e portanto dos nossos homens. Aqui vale o sonho. O desejo. As dores. O belo. Aqui não tenho compromisso com a forma, o rigor, o bom comportamento. Aqui sou uma mulher que sente, pensa, ri, ama e chora.
Chorando os Limites do Amor.
Aceito as parcas medidas do meu poderAnte à força do amor
Assim como me rendo à morte do amor
Chrorando as minhas lágrimas
Chrorando as tuas lágrimas
Pois o amor não finda
Sem que caia ao menos
uma lágrima escondida.
As minhas são claras,
Visíveis e faceis
de cair, tomando o meu rosto,
descendo sobre o colo,
morrendo em mim.
Não há o que fazer fora dos meus limites
Por isso choro.
Mas também amo dentro dos meus limites.
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EU E MINHAS DORES DO CORAÇÃO:
ATÉ SEMPRE, COM AMOR
Dor oculta
Quando uma nuvem nômade distilagotas, roçando a crista azul da serra,
umas brincam na relva; outras, tranqüilas,
serenamente entranham-se na terra.
E a gente fala da gotinha que erra
de folha em folha e, trêmula, cintila,
mas nem se lembra da que o solo encerra,
da que ficou no coração da argila.
Quanta gente, que zomba do desgosto
mudo, da angústia que não molha o rosto
e que não tomba, em gotas, pelo chão,
havia de chorar, se adivinhasse
que há lágrimas que correm pela face
ATÉ SEMPRE, COM AMOR
À dor reajo sempre com amorE será assim até ao fim do mundo;
Será assim na ventura e na desgraça
O eco com fulgor dentro da taça...
Porque erigi a taça como senda
Do percurso sonoro corrigido,
Ornado no bordado da palavra:
Mito do que foi lido nesta lavra.
Cheguei onde reajo com um intento:
O de dar tudo o que me foi doado
No sonho lento em que ele foi formado
E em que tudo se forma com Beleza
O gesto borboleta, talvez g(i)esta
Ou brinde à mesa na taça duma festa.
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EU E MINHA SOLIDÃO ,VIVO NUM MUNDO SOLITARIO E SOZINHA NA MULTIÃO RELATOS DE VALL/AVÍÃO
NA SOLIDÃO DO CAMARIM
Na solidão do camarim, ela retira
A maquiagem...quando o rosto se desbota,
Ela percebe que o espelho onde se mira
Revela um rosto que ela vê...mas ninguém nota.
Ela se despe, troca a roupa da atriz
Pela mulher que a personagem escondeu,
Mas a verdade deixa tanta cicatriz,
Que ela nem sabe se aquele rosto é seu.
Ela decora tantos textos, seu papel
Nem sempre é de personagem principal;
Se erra a fala, a platéia é cruel,
Pois quer ouvir o texto mais original.
Ela atravessa a escuridão do auditório
E enquanto pisa a solidão do corredor,
Nota que a vida deixa em cada repertório
A sensação de ter vivido um novo amor.
Ela, então, ganhando as ruas da cidade,
Mirando as luzes coloridas de neon,
Sente na boca a sensual ansiedade
De retocar mais uma vez o seu batom
E se transforma em uma nova personagem
Com sua boca enfeitada de carmim,
Mas quando volta...já desfeita a maquiagem,
Ela retorna à solidão... do camarim:
A maquiagem...quando o rosto se desbota,
Ela percebe que o espelho onde se mira
Revela um rosto que ela vê...mas ninguém nota.
Ela se despe, troca a roupa da atriz
Pela mulher que a personagem escondeu,
Mas a verdade deixa tanta cicatriz,
Que ela nem sabe se aquele rosto é seu.
Ela decora tantos textos, seu papel
Nem sempre é de personagem principal;
Se erra a fala, a platéia é cruel,
Pois quer ouvir o texto mais original.
Ela atravessa a escuridão do auditório
E enquanto pisa a solidão do corredor,
Nota que a vida deixa em cada repertório
A sensação de ter vivido um novo amor.
Ela, então, ganhando as ruas da cidade,
Mirando as luzes coloridas de neon,
Sente na boca a sensual ansiedade
De retocar mais uma vez o seu batom
E se transforma em uma nova personagem
Com sua boca enfeitada de carmim,
Mas quando volta...já desfeita a maquiagem,
Ela retorna à solidão... do camarim:
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UMA CASA PARA QUEM ESTA TÃO LONGE:
Pacientes vindos de cidades vizinhas encontram moradia em casas de Ajuda:Não são apenas os médicos, enfermeiros e assistentes sociais os responsáveis pela cura de doenças. Há também algumas pessoas que doam seu tempo sem nada pedir e instituições que de tudo fazem para ajudar os pacientes. E que, muitas vezes, são quem viabilizam o tratamento. "Não suportaria a dor física e psicológica de ter que voltar todos os dias para minha cidade. Desistiria antes mesmo de entrar no hospital", revela Arminda Pereira da Cunha, moradora de Coromandel, mas que faz radioterapia todos os dias no Hospital do Câncer em Uberlândia.
O que salva a vida de Arminda é um espaço singelo, mas de uma serventia sem limites. Há dois dias ela repousa na Casa Assistencial São Francisco de Assis, no bairro Umuarama, que acolhe outros 12 pacientes oncológicos junto com seus acompanhantes. Lá os pacientes têm alimentação, hospedagem e todo apoio que precisam para continuar o tratamento. Todos os moradores são de cidades vizinhas, sem recursos para pagar sequer a alimentação enquanto cuidam da saúde. "Quando meu pai descobriu a doença pensei: o que fazer? Se fosse pagar hotel por uma semana, até que conseguiria, mas por meses de tratamento seria impossível", relata Valéria Gomes, de Patos de Minas, cujos pacientes oncológicos são encaminhados a Uberlândia.
Na cidade, existem várias casas de ajuda a pacientes que, além da doença, têm também que enfrentar a falta de recursos nos hospitais da sua cidade, conseqüentemente vários quilômetros de estrada e uma questão crucial: onde ficar durante o tratamento. Se não houver resposta, muitos desistem de cuidar da própria saúde, outros se aglomeram nas portas dos ambulatórios para "esperar o tempo passar" e vários voltam todos os dias para casa, mesmo depois de horas de tratamento. Se uma quimioterapia ou sessão de hemodiálise já debilita qualquer paciente, imagina como seria encarar o balanço dos buracos nas estradas que cortam a região simplesmente duas vezes por dia.
É por isso que, para estes pacientes, as casas de apoio são verdadeiramente uma "casa". "Muito melhor que ficar com parentes. Tenho liberdade total e não incomodo ninguém. É como se estivesse na minha casa", conta Maria Cecília Mendonça Rodrigues, de Patos de Minas, que mora provisoriamente na Casa de Hospedagem Betesda. Os benefícios, segundo os próprios pacientes, vão muito além da hospedagem. Longe do ambiente de um hospital — deprimente para muitos -, eles têm com quem conversar o dia todo, trocam experiências sobre a doença, aprendem outras atividades manuais tais como tricô e fuxico, cuidam da horta onde plantam suas próprias hortaliças e ainda têm o apoio de psicólogos e dos próprios coordenadores da casa.
A depressão, que várias vezes vem junto com o câncer, é esquecida nos momentos de lazer. Em vez de pensarem no sofrimento, no "porque isto aconteceu comigo", no "como vou pagar os medicamentos" ou nas dores do tratamento, os novos amigos se distraem. "Esta casa foi uma bênção para mim. Ninguém gosta de hospital, aqui às vezes até esqueço que estou doente", revela Sidilina Romana Tomaz, hóspede da Casa Betesda que mora em Ituiutaba. "É claro que é sempre ruim ficar fora de casa, ter que enfrentar uma doença dessas. Mas com o apoio que temos tudo fica mais fácil. Tenho até esperança de melhorar mais rápido", conclui Arminda Cunha, de Coromandel.
Casas sobrevivem de subvenção e ajuda da comunidade
Ajudar ao próximo dependendo apenas de doações não é fácil. A maioria das casas de apoio de Uberlândia recebe uma subvenção da Prefeitura Municipal que consegue quitar 50% das despesas mensais tais como aluguel, energia e pagamento de funcionários. O restante fica por conta da comunidade, que ajuda quando e como pode. Na Casa Assistencial São Francisco de Assis, por exemplo, alimentação, remédios e tudo o que for preciso desde sua fundação, em 2003, é pago com o lucro da Festa Junina, que acontece na capela com o mesmo nome a partir de junho, no bairro Umuarama.
Já a Casa Betesda, que completou no ano passado 10 anos de ajuda aos pacientes, sobrevive com a subvenção e por meio de doações. Até as atividades são realizadas por voluntários, que não deixam de doar seu tempo para ensinar e ajudar quem precisa. Como a Casa também atende pacientes e acompanhantes de todas as patologias além do câncer, são mais de 50 pessoas que transitam diariamente nos corredores e refeitório da instituição. Por isso a doação precisa ser reforçada e a Casa Betesda conta com a ajuda da Igreja Presbiteriana para conseguir ajudar a todos os que procuram. "Doamos aos pacientes inclusive produtos de higiene, limpeza, roupa de cama, de banho, além dos lanches e consultas com psicólogos", informa a coordenadora Lídia Guimarães Gonçalves.
Religião
Apesar de não ser um item excludente na aceitação de pacientes, em ambas as casas de apoio a religião permeia as conversas. E o momento de oração é reservado todos os dias aos que querem participar. "Convidamos a todos, os que quiserem, rezam conosco", explica o presidente da Casa São Francisco de Assis, Euclides Alberto Morais Silva. "Isto às vezes se torna essencial ao paciente, principalmente os que têm alguma religião. Eles se apegam muito a Deus para ajudá-los a suportar o tratamento", explica a diretora social da instituição, Yolanda Rocha e Silva Rissi. "Este apoio espiritual muitas vezes torna a cura algo mais fácil. Assim como as palestras de voluntários e da ajuda dos psicólogos. Vale de tudo para amenizar o sofrimento", finaliza Lídia Gonçalves.
Pacientes de Uberlândia também têm assistência própria
Os pacientes oncológicos de baixa renda de Uberlândia também têm espaço nos corações dos voluntários. Para atendê-los, foi criada em 2003 a Associação de Amparo a Crianças, Adolescentes e Adultos com Câncer (Acraac). Apesar de não oferecer hospedagem, quem por lá passa durante o tratamento garante que a ajuda na compra de todos os medicamentos, as aulas de relaxamento e os grupos de discussão tornam a doença muito mais fácil de ser encarada.
Foi assim que Juscelino Alves Rabelo diz ter conseguido superar o câncer. Com apenas a metade do estômago, intestino e pâncreas, Juscelino ainda precisa conviver com uma lesão no fígado que pode fazê-lo se submeter a outra cirurgia e consultas todo mês para acompanhar o desenvolvimento da lesão. "Quando descobri a doença, tinha sete tumores. Fiquei chocado, pensei que não agüentaria. Principalmente por causa das 21 sessões de quimioterapia, cada uma durando 5 dias. Não é fácil", relata.
É por isso que, desde que está morando em Uberlândia — Juscelino Rabelo é natural de Patrocínio -, não falta um dia sequer às aulas de relaxamento e terapia de grupo. "Venho aqui de manhã, nem vou embora, fico aqui para almoçar e fazer a atividade da tarde. Em casa fico depressivo, com a mente cansada. Aqui converso, me distraio, eleva meu astral", revela. E, além de tudo, diz Juscelino Rabelo, ainda ganha uma cesta básica por mês, caixas de leite e os remédios que precisa tomar. "Sou aposentado, mas ganho um salário que vai todo para o aluguel. Se não fosse a associação, não sei o que seria de mim", finaliza.
Pacientes
Para participar da Acraac, é preciso apresentar um documento comprovando ser portador de câncer. Os funcionários da associação fazem um balanço sócio-econômico em visita às residências e avalia as necessidades de cada paciente, sejam elas econômicas ou psicológicas. "Não temos tratamento clínico, por isso os pacientes precisam estar em tratamento ou em período de recuperação. Mas damos todo apoio necessário, desde fraldas, medicamentos manipulados ou convencionais a alimentos", explica a assistente social Adriana Aparecida Gomes da Cruz.
O evento mais esperado, principalmente pelas mulheres, é o Dia da Beleza, quando voluntários do Curso Profissionalizante do Senac arrumam cabelos, unhas e sobrancelhas das pacientes. "A doença destrói a vaidade das mulheres. Todos os cabelos do corpo caem, muitas não conseguem se olhar no espelho. Neste dia todas se animam a voltar a cuidar da própria beleza", avalia Adriana Cruz.
Associações apóiam doentes crônicos em tratamento
Os pacientes com doenças crônicas, tais como hemofilia e anemia falciforme, também precisam de ajuda. Principalmente aqueles que não têm condição financeira sequer de pagar um passe de ônibus para ir à consulta. Por isso o papel das associações é essencial para auxiliar no tratamento. "Faço hemodiálise há 6 anos e sei como uma pessoa fica após um dia inteiro ligado a uma máquina. É uma tortura os pacientes terem que voltar para suas cidades no mesmo dia. Por isso muitos dormem na porta do hospital", informa o presidente da Associação dos Renais Crônicos Doadores e Transplantados de Uberlândia, Natalino José Augusto.
É também função das associações fiscalizar o atendimento aos pacientes e formalizar parcerias para compra de medicamentos e fisioterapia. "Muitas vezes o paciente vem de fora, a taxa de hemoglobina está baixa e ele precisa ficar para fazer uma transfusão de sangue, mas não tem dinheiro nem para o almoço. Aqui nós os amparamos inclusive com cesta básica", explica o secretário da Associação dos Dependentes de Hemoderivados de Uberlândia (Asdhu), Diego Pereira Nobre.
A boa notícia é que ambas ganharam terreno da Prefeitura Municipal para construírem sua sede. A Asdhu já começou a levantar a base graças à doação de materiais de construção pela comunidade; já a dos renais crônicos ainda aguarda verbas para começar a erguer as paredes. Nos dois locais, haverá um espaço reservado aos pacientes de cidades vizinhas que precisam dormir em Uberlândia para se tratarem. "No nosso projeto previmos mais alojamentos e espaço para atividades. Assim não é preciso ter lista de espera por um lugar, como às vezes acontece", conclui Euclides Silva, da Casa Assistencial São Francisco de Assis, que também ganhou um terreno, mas depende de doações para construir sua sede.
Como ajudar:
Casa Assistencial São Francisco de Assis
Rua Davi Canabarro, 972 — bairro Umuarama
Informações: 3212-7185
Banco Bradesco
Agência: 0265
Conta-corrente: 8142855-1
Casa de Hospedagem Betesda
Avenida Maranhão, 2.162 — bairro Umuarama
Informações: 3232-6952
Caixa Econômica Federal
Agência: 3961 — operação 03
Conta-corrente: 500089-9
Associação de Amparo a Criança, Adolescente e Adulto com Câncer (Acraac)
Avenida Araguari, 280 — bairro Martins
Informações: 3217-9844 ou 3235-3294
Associação dos Dependentes de Hemoderivados de Uberlândia (Asdhu)
Rua Rio Grande do Norte, 2.444 — bairro Umuarama
Informações: 3211-0423
Associação dos Renais Crônicos Doadores e Transplantados de Uberlândia
Rua Poços de Caldas, 841 — bairro Osvaldo Resende
Informações: 3214-5967
O que salva a vida de Arminda é um espaço singelo, mas de uma serventia sem limites. Há dois dias ela repousa na Casa Assistencial São Francisco de Assis, no bairro Umuarama, que acolhe outros 12 pacientes oncológicos junto com seus acompanhantes. Lá os pacientes têm alimentação, hospedagem e todo apoio que precisam para continuar o tratamento. Todos os moradores são de cidades vizinhas, sem recursos para pagar sequer a alimentação enquanto cuidam da saúde. "Quando meu pai descobriu a doença pensei: o que fazer? Se fosse pagar hotel por uma semana, até que conseguiria, mas por meses de tratamento seria impossível", relata Valéria Gomes, de Patos de Minas, cujos pacientes oncológicos são encaminhados a Uberlândia.
Na cidade, existem várias casas de ajuda a pacientes que, além da doença, têm também que enfrentar a falta de recursos nos hospitais da sua cidade, conseqüentemente vários quilômetros de estrada e uma questão crucial: onde ficar durante o tratamento. Se não houver resposta, muitos desistem de cuidar da própria saúde, outros se aglomeram nas portas dos ambulatórios para "esperar o tempo passar" e vários voltam todos os dias para casa, mesmo depois de horas de tratamento. Se uma quimioterapia ou sessão de hemodiálise já debilita qualquer paciente, imagina como seria encarar o balanço dos buracos nas estradas que cortam a região simplesmente duas vezes por dia.
É por isso que, para estes pacientes, as casas de apoio são verdadeiramente uma "casa". "Muito melhor que ficar com parentes. Tenho liberdade total e não incomodo ninguém. É como se estivesse na minha casa", conta Maria Cecília Mendonça Rodrigues, de Patos de Minas, que mora provisoriamente na Casa de Hospedagem Betesda. Os benefícios, segundo os próprios pacientes, vão muito além da hospedagem. Longe do ambiente de um hospital — deprimente para muitos -, eles têm com quem conversar o dia todo, trocam experiências sobre a doença, aprendem outras atividades manuais tais como tricô e fuxico, cuidam da horta onde plantam suas próprias hortaliças e ainda têm o apoio de psicólogos e dos próprios coordenadores da casa.
A depressão, que várias vezes vem junto com o câncer, é esquecida nos momentos de lazer. Em vez de pensarem no sofrimento, no "porque isto aconteceu comigo", no "como vou pagar os medicamentos" ou nas dores do tratamento, os novos amigos se distraem. "Esta casa foi uma bênção para mim. Ninguém gosta de hospital, aqui às vezes até esqueço que estou doente", revela Sidilina Romana Tomaz, hóspede da Casa Betesda que mora em Ituiutaba. "É claro que é sempre ruim ficar fora de casa, ter que enfrentar uma doença dessas. Mas com o apoio que temos tudo fica mais fácil. Tenho até esperança de melhorar mais rápido", conclui Arminda Cunha, de Coromandel.
Casas sobrevivem de subvenção e ajuda da comunidade
Ajudar ao próximo dependendo apenas de doações não é fácil. A maioria das casas de apoio de Uberlândia recebe uma subvenção da Prefeitura Municipal que consegue quitar 50% das despesas mensais tais como aluguel, energia e pagamento de funcionários. O restante fica por conta da comunidade, que ajuda quando e como pode. Na Casa Assistencial São Francisco de Assis, por exemplo, alimentação, remédios e tudo o que for preciso desde sua fundação, em 2003, é pago com o lucro da Festa Junina, que acontece na capela com o mesmo nome a partir de junho, no bairro Umuarama.
Já a Casa Betesda, que completou no ano passado 10 anos de ajuda aos pacientes, sobrevive com a subvenção e por meio de doações. Até as atividades são realizadas por voluntários, que não deixam de doar seu tempo para ensinar e ajudar quem precisa. Como a Casa também atende pacientes e acompanhantes de todas as patologias além do câncer, são mais de 50 pessoas que transitam diariamente nos corredores e refeitório da instituição. Por isso a doação precisa ser reforçada e a Casa Betesda conta com a ajuda da Igreja Presbiteriana para conseguir ajudar a todos os que procuram. "Doamos aos pacientes inclusive produtos de higiene, limpeza, roupa de cama, de banho, além dos lanches e consultas com psicólogos", informa a coordenadora Lídia Guimarães Gonçalves.
Religião
Apesar de não ser um item excludente na aceitação de pacientes, em ambas as casas de apoio a religião permeia as conversas. E o momento de oração é reservado todos os dias aos que querem participar. "Convidamos a todos, os que quiserem, rezam conosco", explica o presidente da Casa São Francisco de Assis, Euclides Alberto Morais Silva. "Isto às vezes se torna essencial ao paciente, principalmente os que têm alguma religião. Eles se apegam muito a Deus para ajudá-los a suportar o tratamento", explica a diretora social da instituição, Yolanda Rocha e Silva Rissi. "Este apoio espiritual muitas vezes torna a cura algo mais fácil. Assim como as palestras de voluntários e da ajuda dos psicólogos. Vale de tudo para amenizar o sofrimento", finaliza Lídia Gonçalves.
Pacientes de Uberlândia também têm assistência própria
Os pacientes oncológicos de baixa renda de Uberlândia também têm espaço nos corações dos voluntários. Para atendê-los, foi criada em 2003 a Associação de Amparo a Crianças, Adolescentes e Adultos com Câncer (Acraac). Apesar de não oferecer hospedagem, quem por lá passa durante o tratamento garante que a ajuda na compra de todos os medicamentos, as aulas de relaxamento e os grupos de discussão tornam a doença muito mais fácil de ser encarada.
Foi assim que Juscelino Alves Rabelo diz ter conseguido superar o câncer. Com apenas a metade do estômago, intestino e pâncreas, Juscelino ainda precisa conviver com uma lesão no fígado que pode fazê-lo se submeter a outra cirurgia e consultas todo mês para acompanhar o desenvolvimento da lesão. "Quando descobri a doença, tinha sete tumores. Fiquei chocado, pensei que não agüentaria. Principalmente por causa das 21 sessões de quimioterapia, cada uma durando 5 dias. Não é fácil", relata.
É por isso que, desde que está morando em Uberlândia — Juscelino Rabelo é natural de Patrocínio -, não falta um dia sequer às aulas de relaxamento e terapia de grupo. "Venho aqui de manhã, nem vou embora, fico aqui para almoçar e fazer a atividade da tarde. Em casa fico depressivo, com a mente cansada. Aqui converso, me distraio, eleva meu astral", revela. E, além de tudo, diz Juscelino Rabelo, ainda ganha uma cesta básica por mês, caixas de leite e os remédios que precisa tomar. "Sou aposentado, mas ganho um salário que vai todo para o aluguel. Se não fosse a associação, não sei o que seria de mim", finaliza.
Pacientes
Para participar da Acraac, é preciso apresentar um documento comprovando ser portador de câncer. Os funcionários da associação fazem um balanço sócio-econômico em visita às residências e avalia as necessidades de cada paciente, sejam elas econômicas ou psicológicas. "Não temos tratamento clínico, por isso os pacientes precisam estar em tratamento ou em período de recuperação. Mas damos todo apoio necessário, desde fraldas, medicamentos manipulados ou convencionais a alimentos", explica a assistente social Adriana Aparecida Gomes da Cruz.
O evento mais esperado, principalmente pelas mulheres, é o Dia da Beleza, quando voluntários do Curso Profissionalizante do Senac arrumam cabelos, unhas e sobrancelhas das pacientes. "A doença destrói a vaidade das mulheres. Todos os cabelos do corpo caem, muitas não conseguem se olhar no espelho. Neste dia todas se animam a voltar a cuidar da própria beleza", avalia Adriana Cruz.
Associações apóiam doentes crônicos em tratamento
Os pacientes com doenças crônicas, tais como hemofilia e anemia falciforme, também precisam de ajuda. Principalmente aqueles que não têm condição financeira sequer de pagar um passe de ônibus para ir à consulta. Por isso o papel das associações é essencial para auxiliar no tratamento. "Faço hemodiálise há 6 anos e sei como uma pessoa fica após um dia inteiro ligado a uma máquina. É uma tortura os pacientes terem que voltar para suas cidades no mesmo dia. Por isso muitos dormem na porta do hospital", informa o presidente da Associação dos Renais Crônicos Doadores e Transplantados de Uberlândia, Natalino José Augusto.
É também função das associações fiscalizar o atendimento aos pacientes e formalizar parcerias para compra de medicamentos e fisioterapia. "Muitas vezes o paciente vem de fora, a taxa de hemoglobina está baixa e ele precisa ficar para fazer uma transfusão de sangue, mas não tem dinheiro nem para o almoço. Aqui nós os amparamos inclusive com cesta básica", explica o secretário da Associação dos Dependentes de Hemoderivados de Uberlândia (Asdhu), Diego Pereira Nobre.
A boa notícia é que ambas ganharam terreno da Prefeitura Municipal para construírem sua sede. A Asdhu já começou a levantar a base graças à doação de materiais de construção pela comunidade; já a dos renais crônicos ainda aguarda verbas para começar a erguer as paredes. Nos dois locais, haverá um espaço reservado aos pacientes de cidades vizinhas que precisam dormir em Uberlândia para se tratarem. "No nosso projeto previmos mais alojamentos e espaço para atividades. Assim não é preciso ter lista de espera por um lugar, como às vezes acontece", conclui Euclides Silva, da Casa Assistencial São Francisco de Assis, que também ganhou um terreno, mas depende de doações para construir sua sede.
Como ajudar:
Casa Assistencial São Francisco de Assis
Rua Davi Canabarro, 972 — bairro Umuarama
Informações: 3212-7185
Banco Bradesco
Agência: 0265
Conta-corrente: 8142855-1
Casa de Hospedagem Betesda
Avenida Maranhão, 2.162 — bairro Umuarama
Informações: 3232-6952
Caixa Econômica Federal
Agência: 3961 — operação 03
Conta-corrente: 500089-9
Associação de Amparo a Criança, Adolescente e Adulto com Câncer (Acraac)
Avenida Araguari, 280 — bairro Martins
Informações: 3217-9844 ou 3235-3294
Associação dos Dependentes de Hemoderivados de Uberlândia (Asdhu)
Rua Rio Grande do Norte, 2.444 — bairro Umuarama
Informações: 3211-0423
Associação dos Renais Crônicos Doadores e Transplantados de Uberlândia
Rua Poços de Caldas, 841 — bairro Osvaldo Resende
Informações: 3214-5967
Postado por
RÊNATA .V. RÓS
às
sexta-feira, outubro 30, 2009
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