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Paulistana de verão
branca
segura a saia
surpreendente e mínima
como quem não
se sabe mostrar
no calor
desacostumada
insegura
atravessa a rua
revela-se quase
sem querer
beleza ZL
descolada
fingida pedra
desce da penha
retrô querendo-se moderna
o vento
leva-lhe a quase
saia
e vê-se a jóia
surpresa lapidada
que desaparece na boca quente
do metrô ,Lá
Ela era linda e loira
e me visitava às tardes.
Fumava maconha
contra a minha vontade.
E eu, careta,
chapava.
Era só larica,
na sua malícia,
irracional
idade.
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