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26 de jun. de 2010

DEUS E O DÍABO LUTANDO POR MIM

Deus e o Diabo lutando por mim II

As vezes não acredito nas coisas que a gente faz
as vezes expressamos Cristo e as vezes a Satanás
as vezes sou inocente as vezes tão pecador
as vezes estou tão carente e em outras cheio de amor
as vezes abençoamos e as vezes maldizemos
as vezes praguejamos e as vezes bendizemos 
as vezes agradeço e em outras vezes lamento
as vezes eu caio e as vezes me levanto
as vezes eu choro em outras eu canto
as vezes peço desculpas e as vezes não me arrependo
as vezes grito tão alto mas as vezes ninguém me escuta
as vezes sou lapidado e em outras sou pedra bruta
as vezes sou ferro e as vezes sou diamante
as vezes tão firme e em outras tão inconstante
as vezes não compreendo e em outras incompreendido
as vezes eu sei o caminho e as vezes me sinto perdido
as vezes ando sozinho e em outras acompanhado
as vezes eu sei de tudo em outras nada compreendo
as vezes eu fico mudo e em outras vezes eu falo
as vezes sou tímido mas as vezes tão assanhado
as vezes sorrio pra vida e as vezes dela me esquivo
as vezes sou pessimista e em outras sou positivo
as vezes sou um lago em outras sou oceano
as vezes estou certo e as vezes eu me engano
as vezes sou pura mente e as vezes sou emoção
as vezes sou consciência e em outras sou a razão
as vezes choro sozinho no meio da multidão
as vezes o mundo tão grande não preenche meu coração
as vezes sou alegria em outras sou mau humor
as vezes sou paciente em outras sou o doutor
as vezes sou poesia as vezes nem sei quem sou
as vezes sou o mocinho e as vezes sou o vilão
as vezes estou do seu lado as vezes dela me afasto
as vezes sou todo vigor e em outras puro cansaço
as vezes sou forte e em outras fracasso
as vezes traço o caminho e as vezes fico parado
as vezes faço perguntas em outras nada respondo
as vezes eu penso e em outras eu sonho
as vezes sou a favor e as vezes eu me oponho
as vezes sou um juiz e as vezes o acusado
as vezes sou humilde e em outras sou exaltado
as vezes me orgulho em outras eu me nego
as vezes sou um rei e em outras sou um vassalo
as vezes estou tranquilo e em outras tão pertubado
as vezes sou tão aceso mas as vezes eu me apago
as vezes sou agressivo e as vezes tão educado
as vezes tenho inveja em outras sou invejado
as vezes eu sou modelo e as vezes sou impecilho
as vezes sou tão sereno e as vezes indelicado
as vezes sou solidário em outras duro com os filhos
as vezes sou aparência e as vezes realidade
as vezes sou inocência e as vezes pura maldade
as vezes sou desespero e em outras tranquilidade
as vezes sou carinho e em outras estupidez
as vezes promovo a paz e as vezes a violência
as vezes muito sensato e em outras insensatez
as vezes fico irritado e as vezes sou paciência
as vezes não penso no que faço e as vezes penso demais
as vezes penso que posso e em outras me sinto incapaz
as vezes sou conhecido e as vezes não me conheço
as vezes agradecido e em outras não agradeço
as vezes luto com a morte mas as vezes da vida me esqueço
as vezes ando por fé e em outras como um ateu
as vezes sinto-me um nobre e as vezes como um plebeu
as vezes penso nos outros e as vezes só penso em mim
mas sempre vivo um dilema que as vezes penso nunca ter fim
que desde que me conheço por gente sempre foi assim
Deus e o diabo estão sempre lutando por mim.

Lágrimas na areia...

Sentado solitário na areia do mar
contemplando o infinito tentando te enxergar
desenhava na areia tua imagem apenas com o céu a testemunhar
lutando com as ondas, agitadas, que queriam te apagar
e qual amante apaixonado defendendo sua amada
como soldado destemido lutando pela pátria amada 
mas derrotado fui pelas ondas que tua imagem levaram
deixando meu pensamento como uma estrela cadente 
no universo perdida, solitária a vagar...
onde estava a dama da noite, o brilho do olhar,
cadê a esperança do aflito, onde está a razão para amar
cadê a força do forte que cai sem nem mesmo lutar
onde está a paixão do amante, a bússola do navegante?
como um barco a deriva solapado pelas ondas a vagar
como um náufrago que implora um pouco de ar
sem você estou perdido na imensidão desse mar...
sem você sou fonte sem água, coração sem palpitar
sou como uma criança perdida que os pais tenta encontrar
bate um desespero alucinante quando te procuro e você não está
meu mundo perde o sentido, o homem torna-se menino
que não chorava e passa a chorar que sonhava e deixa de sonhar
sem você fico sem rumo, qual pássaro ferido, sem asas para voar...
como um rei descoroado levado sou pela incerteza da vida
sem você sou como essa onda do mar que insiste a areia cruzar
mas volta ao mar para recuperar a força perdida e assim
como a imagem na areia, que levada foi pelas ondas deixando-me só 
olhando e derramando minhas lágrimas na areia sem acreditar
como um cego que em sua escuridão tateia, como um recém nascido faminto
que procura o peito, revirei-me em meu leito, te procurei e te encontrei
caso contrário não queria acordar...
por isso pedi ao sol que não mais brilhasse, ao vento que não soprasse
pedi ao mar que não mais se agitasse, às borboletas que não voassem
pedi aos pássaros que não cantassem, ao tempo, que se pudesse, parasse
não queria que nada me atrapalhasse pois pedi a Deus que você voltasse
e que deste sonho me despertasse e dessa solidão me libertasse
da angústia me livrasse e que lágrimas iguais aquela na areia
nunca mais eu chorasse e que você nem em sonho me deixasse
e que sonhos como esse, nunca mais eu sonhasse..

* Silêncio molhado *

Incontido é o lamento da noite
lágrimas felpudas
regam o silêncio

QUE ME VISITE A SIMPLICIDADE :DÉA

Quero uma vida simples e pacata
Amanhã não sei se ainda estarei na estrada
Para que o luxo e a ambição ?
Entopem as veias do coração
são filhos rebeldes da ilusão
Quero da vida o ar de montanha
flores do campo para cheirar
o sol poente espelhado no olhar
Da vida eu busco o gesto brando
o olhar contemplativo e manso
o rio que corre sereno
a levar meus cuidados em leito ameno

                    * Úrsula Avner *

MEUS SONHOS TDS HJ RESUMIDOS EM UMA JANÉLA POIS VC SE FOI :DÉA

Entre um suspiro e outro
emergem lembranças de uma vida
na primavera dos sonhos tecida
esculpida nas trilhas do tempo revolto

Abre-se um campo em flor
no lugar de sequidão da memória
esperança de edificação de uma estória
onde o protagonista seja o amor

Os pensamentos voam como flechas pontudas
buscam na sudorese do tempo
lugares de alento, refrigério, unguento...
Só a quietude precipita em faces mudas

Meu último cálice

Meu último cálice

Chegou a hora de secar meu cálice
Um vaso proibido
Em resguardo apenas para ti.
 
Beba deste cálice
Saceia tua sede de mim
Enquanto ele está cheio.
 
Meu cálice está em arrebatamento
Com a essência de um fruto balsâmico
Escorrendo-o como doce veneno
Qual ébrio de um líquido profano.
 
Toma-o para ti
Como apócrifos sagrados
Derramando-o ao altar
Tal ménade insaciável.
 
Eis o último Cálice
Reluzindo os olhos do amante
Exalando o sabor do pecado
Tal bebida inebriante
 
Chegou a hora da partida
Leva-o contigo nos embrulhos do coração
Na embriaguez da paixão
Ou então afasta de ti este cálice.

COISAS DE PÉLE:DÉA

Coisa de Pele

Coisa de Pele
A canção que te fiz
Você vai ouvir, vai ouvir sim
Pela boca de outro
De outro alguém que não sabe de mim
Não sabe o quanto eu senti por você
Dos tristes poemas que pude te escrever
Que fiquei à tua espera
Fui regando a semente no teu coração
De todos os desejos que tive que conter
Dos ressentimentos que tive que esquecer
Isso é coisa de pele
Mas foi tudo tão breve pra você
A canção que te fiz
Você vai ouvir vai pedir bis
Pra lembrar dos momentos
De qualquer sentimento que tivestes por mim
Mas se for fraternal, não me leve a mal
Eu te dispenso
Não preciso de drama
Eu só quero estar nos lençóis da tua cama
Teu corpo em meu corpo minutos de prazer
Minha boca em veludo, minha sede de te ter
Isso é coisa de pele
Faz a gente ter breve reconsideração
Não sabes o quanto eu senti por você
De tantos desejos que tive que esconder
E fiquei a tua espera
Desejando um pouquinho de você
A canção que te fiz
Você vai ouvir
Mas não por mim.

APENAS UM CASO:DÉA

Um caso.
 
 
 
 
Teu nome é saudade...
Meu nome é solidão...
Te vi por acaso,
E por acaso fiquei,
Caído de paixão.
 
Sutil, teu olhar!
Suave a tua mão,
Pele doce de primavera...
Quem me dera,
Por acaso ti amar.
 
Caso queria reconsiderar,
Não faça pouco... De mim...
Se transbordo de emoção
É porque estou assim,
Fadigado de ilusão.
 
Se por fim me aceitar
Poderemos ter um caso,
Que não seja por acaso
Com você quero casar
Se assim o desejar.

INSANA PAIXÃO

No meu silêncio

NO MEU SILENÇIO É QUE EU ME ENCONTRO E VEJO QUE TE PERDI :DÉA

No meu silêncio